If you're seeing this message, it means we're having trouble loading external resources on our website.

Se você está atrás de um filtro da Web, certifique-se que os domínios *.kastatic.org e *.kasandbox.org estão desbloqueados.

Conteúdo principal
Tempo atual:0:00Duração total:8:39

Transcrição de vídeo

Sabemos que os óvulos femininos se desenvolvem dentro dos ovários e conforme desenvolvem, ocorre também flutuações nos hormônios sexuais femininos que são liberados pelos ovários. Por exemplo, temos estrógeno, temos progesterona e temos inibina, todos liberados pelos ovários durante o desenvolvimento dos óvulos. Tudo muito bem, mas por que isso está realmente acontecendo? O que estes hormônios realmente fazem no corpo feminino? E porque seus níveis variam? Veja este gráfico, que é chamado de Gráfico do Ciclo Ovariano, que garanto que vão vê-lo, caso estudem a fisiologia reprodutiva feminina. É bem informativo e ajuda no entendimento e visualização do que está acontecendo no corpo durante cada ciclo reprodutivo. Aqui está o esqueleto do gráfico. Somente os eixos. Primeiro vamos ver os eixos, depois vamos ver que informação o gráfico nos mostra. No eixo x temos tempo. O tempo está restrito a 28 dias, que é o período de duração de cada ciclo reprodutivo. Dá pra ver que está 28/0, pois o vigésimo oitavo dia é o mesmo que o dia zero. Dá pra entender? Em outras palavras, quando chegamos no dia 28 de um ciclo, estamos no dia 0 do próximo ciclo. Não há espaço entre os ciclos. Lembrando que a ovulação ocorre no dia 14. Este é o eixo x. Antes de falarmos sobre o eixo y, quero mencionar que o ciclo reprodutivo foi dividido em duas fases principais, a fase folicular e fase lútea. Veremos por que são chamadas assim. No eixo y vamos acompanhar algumas coisas diferentes ao mesmo tempo. Isso acontece pois estão todos relacionados uns aos outros. Ocorrem no corpo ao mesmo tempo, é por isso que queremos ver todos juntos no mesmo gráfico. Escrevemos a lista com uma ordem específica. Em primeiro, temos os hormônios gonadotrópicos FSH e LH. Lembre que são liberados pela glândula pituitária anterior, no cérebro. Estes hormônios afetam o desenvolvimento dos folículos no ciclo ovariano. Estes hormônios afetam o desenvolvimento dos folículos no ciclo ovariano Vamos olhar o ciclo ovariano aqui em baixo. Conforme os folículos se desenvolvem, os hormônios são liberados pelos ovários. Aqui em baixo vemos os níveis dos hormônios. Por fim, temos a fase do ciclo uterino, que depende dos níveis dos hormônios sexuais que são liberados pelos ovários. De modo geral, a fase uterina do ciclo ou a menstruação, é quando ocorre a descamação da parede endometrial, já a fase proliferativa, é quando ocorre a formação de uma nova camada endometrial. A última fase é a fase secretora, quando o endométrio fica pronto para a implantação de um óvulo fertilizado. Mesmo que não exista um ovo fertilizado, o endométrio fica pronto. Falaremos mais sobre essas fases mais tarde. Quero destacar o traçado em rosa, nos níveis hormonais ovarianos, representa o estrogênio, e o azul, em baixo, é a inibina, e o traçado laranja é a progesterona. Estes são os 3 hormônios ovarianos com os quais vamos lidar. Aqui temos esse esquema que é bem lógico. Espero que facilite o entendimento e aprendizado. Vamos começar com a primeira metade do gráfico, a parte da fase folicular do gráfico, não vamos nos preocupar com a fase lútea agora. Vamos apagar por enquanto. No dia zero, a glândula pituitária anterior está liberando um pouco de FSH e um pouco de LH. É possível ver os níveis básicos. Sabemos que o FSH estimula o crescimento do folículo. Podemos ver que ele cresce na medida que os dias passam. Ao crescer, o número de células granulosas aumenta. As células granulosas estão representadas na cor roxa bem aqui. Sabemos que as células granulosas secretam estrógeno, Os níveis de estrógeno aumentam cada vez mais no sangue, enquanto os folículos crescem. Além da ação do FSH, o hormônio luteinizante faz com que as células, que envolvem o folículo produzam um hormônio chamado androstenediona. A androstenediona tem estrutura muito semelhante a do estrogênio. As células granulosas absorvem a androstenediona e a convertem em estrogênio, fazendo com que os níveis de estrogênio fiquem bem elevados, como podemos ver aqui. Logo, enquanto os folículos crescem, os níveis de estrogênio vão aumentando cada vez mais. A propósito, vamos observar o que está acontecendo no endométrio do útero, que é o revestimento uterino interno, podemos ver que está na fase proliferativa. É chamada de fase proliferativa, pois o aumento dos níveis de estrogênio, como vemos aqui, estão induzindo a formação de uma nova camada do endométrio, já que a camada anterior descamou durante a menstruação da semana anterior. É isso que acontece durante a fase proliferativa. Neste momento, coisas bem interessantes começam a acontecer. Quando o hipotálamo e a glândula pituitária anterior no cérebro, começam a perceber esses níveis super elevados do estrogênio, eles começam a liberar menor quantidade de FSH e LH. Como podemos ver aqui, quando começam a cair. Isso faz sentido, não é verdade? O papel da liberação de FSH e LH era de estimular o desenvolvimento dos folículos. Os folículos produzem estrogênio então quando o cérebro percebe que tem bastante estrogênio, então quer dizer que os folículos estão se desenvolvendo. Por isso não é necessário que continuem a liberar tanto FSH e LH. Isso faz sentido. É por isso que vemos esse decréscimo dos níveis de FSH e LH no sangue, Porque os altos níveis de estrogênio indicam para o cérebro que podem reduzir a produção e liberação dos hormônios gonadotrópicos. Agora começa a ficar mais interessante. Neste momento, as células granulosas estão produzindo muito estrogênio e começam a produzir mais dois hormônios em quantidades elevadas. Começam a produzir progesterona, e outro hormônio chamado Inibina. É bom saber que existem dois tipos de inibina, Inibina A e inibina B, mas vamos considerar que são a mesma coisa. O papel da inibina é inibir a liberação de FSH da pituitária anterior. Conseguimos ver que conforme a inibina aumenta, o FSH, em azul, começa a diminuir. Lembrando que a inibina está bloqueando a liberação de FSH na pituitária anterior. Se você pensa que as coisas interessantes acabaram, tudo fica ainda mais interessante. Lembra que o estrogênio começa a aumentar até que o hipotálamo e a pituitária anterior parem de produzir FSH e LH por um processo chamado feedback negativo? Ocorre que se o estrogênio ao atingir um ponto bem elevado-- digamos que seja este-- faz com que o cérebro libere mais FSH e LH. Parece um evento paradoxal. Quando atingimos níveis muito elevados de estrogênio, o cérebro tenta por sua vez liberar uma quantidade bem elevada de FSH e LH. Mas no gráfico estamos vendo somente uma liberação elevada de LH e não de FSH. Porque isso acontece? Acabamos de falar que as células granulosas estão liberando inibina, que diminui a liberação de FSH a partir da pituitária anterior. Preste atenção. Os níveis de inibina estão bem elevados, e toda essa inibina reduz a quantidade de FSH liberada pela pituitária anterior, mas não afeta a liberação de LH. Como resultado temos a liberação de enormes quantidades de LH a partir da pituitária anterior, em um processo chamado de Pico Lúteo. A grande quantidade de LH junto a quantidade relativamente alta de FSH que está sendo liberada, impulsionam o desenvolvimento do folículo para sua fase final, a ovulação. Podemos ver o óvulo saindo do folículo, no processo da ovulação. Lembrando que isso acontece no dia 14. Estas foram a fase folicular e a ovulação no gráfico. [Legendado por: Claudia Alves] [Revisado por: Valter Bigeli]