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A busca de outras Terras

Nesta videoaula abordamos a busca incessante de outros planetas ou satélites naturais que, como o planeta Terra, possibilitam a sobrevivência dos seres humanos.

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Transcrição de vídeo

RKA3JV - E aí, pessoal! Tudo bem? Nesta aula, nós vamos falar de um assunto bastante curioso para nós seres humanos. Ou seja, a busca de outras terras. E a minha pergunta é, você acredita que existam outros planetas habitáveis igual ao nosso? Bem, a procura por planetas similares à Terra é um dos maiores e, sem dúvida, o mais importante projeto espacial. Para você ter uma ideia, até julho de 2015, a sonda Kepler, que é o observatório espacial projetado pela NASA para tentar detectar planetas com características habitáveis, descobriu 512 planetas fora do nosso Sistema Solar. Mas, calma aí. Além deste observatório já ter sido desligado, após nove anos e meio de missão, apenas 11 planetas estavam nas chamadas zonas habitáveis. Ou seja, não estavam nem muito perto e nem muito longe do Sol. De forma que poderiam possuir água e fontes de energia que poderiam manter o metabolismo dos seres humanos. Aqui na figura nós temos a zona habitável. E você pode comparar o tamanho de alguns planetas tanto com o Sol quanto com o Gliese 581, que é uma estrela anã vermelha. Além disso, você consegue ver a distância em uma unidade astronômica, que é aproximadamente a distância da Terra até o Sol. Eu não vou falar muito a respeito de distância ou tamanhos de planetas aqui, porque a ideia desta aula em si é mostrar para você a possibilidade de nós, seres humanos, vivermos em outros planetas. E, claro, tudo isso talvez vai ser melhor investigado no futuro com missões de pouso, coleta de materiais na superfície desses planetas e coisas do tipo. E, além disso, essas sondas nos mostraram o que chamamos de exoplanetas, que nada mais são do que planetas que orbitam em uma estrela que não seja o Sol. Note que aqui nós temos dois possíveis planetas que estão orbitando ao redor desta estrela aqui, que não é o Sol. Desta forma, podemos dizer que estes planetas pertencem a um sistema planetário distinto do nosso. Nós vivemos no Sistema Solar. E, só para você ter uma ideia, a NASA, que é a agência espacial norte-americana, até 2019 já havia confirmado a existência de mais de 4 mil exoplanetas e pouco mais de 3 mil sistemas planetários. É muita coisa, o universo é enorme. Eu até imagino o que você esteja pensando neste momento ou se não, é bom começar a pensar. Qual é a importância desta investigação espacial? Bem, esta procura possui dois motivos. O primeiro é a busca por vida inteligente fora da Terra. Quem sabe achando outras vidas inteligentes não possamos trocar tecnologias e conhecimentos. Vai ser muito útil para humanidade. O segundo, a busca por outro local que possamos habitar. Isso porque não sabemos se a Terra vai aguentar todo esse crescimento populacional. E quem sabe, um dia não vamos precisar de outro local para vivermos. É importante saber estas duas coisas. E uma dúvida que devemos ter é, o que torna um planeta habitável? Ou seja, o que precisamos para nos manter vivos? Primeiro, é importante que o planeta possua água líquida na superfície. Não tem como vivermos sem água em um planeta. O nosso corpo necessita disso para viver. Por isso, a primeira coisa que você deve procurar em um novo planeta é se ele possui água em sua superfície. Além disso, precisamos de uma atmosfera respirável que nos faça sentir bem, e não venosa. Ou seja, que não nos mate. Assim como temos aqui no planeta Terra. A nossa atmosfera é composta principalmente por nitrogênio e oxigênio e estes gases ajudam bastante na nossa sobrevivência. E, claro, além disso, é muito importante ter também um campo magnético que nos proteja das radiações espaciais. Na Terra temos a camada de ozônio que protege não somente os seres humanos, mas também animais e plantas dos raios ultravioleta emitidos pelo Sol. Esta camada aqui é a famosa camada de ozônio. E, claro, também precisamos de uma variação de temperatura dentro dos limites que permitam os seres humanos viverem. Nem tão frio, algo que vai nos congelar, aquele frio insuportável, impossível de se viver. E nem tão quente, algo que vai nos derreter. Ou seja, aquele calor insuportável nem perto do que você já sentiu, uma temperatura próxima com as que temos aqui no planeta Terra. Mas, sabendo disso, existem alguns planetas que possuem características habitáveis. E neste momento diversos estudos sobre eles estão sendo feitos. Marte, por enquanto, é a nossa melhor opção, pois está próximo e é parecido com a Terra. Muitas vezes ele é chamado de planeta vermelho e tem muitas rochas, ou seja, é um planeta rochoso. Além disso, tem uma atmosfera fina. Atualmente, a NASA está em grande exploração deste planeta em diversas missões de reconhecimento dele. Mas algumas coisas que tornam a morada no planeta vermelho difícil são a gravidade muito baixa, ou seja, é 0,6 da gravidade da Terra. A falta de oxigênio na atmosfera, que é um gás muito importante para a respiração. A falta de uma camada de proteção igual à camada de ozônio que temos aqui na Terra. E a falta de proteção da camada de ozônio. Tudo isso tornaria o uso de trajes espaciais essenciais para a sobrevivência nas caminhadas de ar livre. E eu acredito que caso consigamos habitar neste planeta um dia, vamos precisar de cabines espaciais ou algo do tipo. Mas, além destas dificuldades, o grande desafio para os seres humanos seria a produção de alimentos, de água e o descarte de resíduos. Se você perceber, Marte tem muitos desertos. Mas como esse planeta está em constante investigação, pode ser que apareça algum fato novo ou quem sabe não melhore as condições para se viver nele, não é? Outra possibilidade de morada espacial é o satélite do planeta Júpiter, chamado de Europa. Caso você não saiba, Júpiter tem quase 79 luas orbitando ao seu redor, uma delas é chamada de Europa. Aqui nesta imagem nós conseguimos ver a Lua Io, a Lua Ganemides e a Lua Calixto. A Lua Europa é uma das quatro maiores luas de Júpiter. Mas ainda assim é um pouco menor do que a nossa Lua. Esta aqui é a possível visão da Lua Europa. O interessante é que a Europa contém oceanos debaixo de uma crosta de gelo de cerca de 20 km de espessura. Ou seja, um ponto positivo é haver água, mas, por outro lado, possui temperaturas extremamente baixas. Além disso, recebe pouca energia do Sol, o que dificulta um pouco a nossa vida lá, não é? Por fim, temos a lua de Saturno que chamamos de Titã. Essa lua bem aqui. E aqui temos uma comparação de tamanho entre Titã, a nossa Lua, e a Terra. Como você pode ver, a Lua de Saturno é um pouco maior do que a Lua da Terra. Mas será que ela é um bom local para se viver? Ela possui uma atmosfera fina, mas ainda assim presente. O solo é muito parecido com os desertos que temos aqui na Terra. E Titã também possui diferentes estações ao longo do ano. De novo, o ponto negativo aqui é o fato das temperaturas serem extremamente baixas, chegando a -180 °C. Nesta temperatura, se torna impossível sairmos na superfície para buscarmos alimentos ou algo do tipo. E com as características que conhecemos até agora destes lugares, por ora parece que as possibilidades de habitação dos seres humanos fora da Terra se limitam a estações espaciais que sejam autossuficientes. E pode ser que no momento que você esteja vendo este vídeo algo extraordinário foi descoberto ou já estamos viajando em ônibus espaciais para outros planetas, não é? Mas, por ora, ainda é impossível sobreviver fora do planeta Terra sem ajuda dessas estações espaciais. Eu espero que esta aula tenha lhes ajudado. E até a próxima, pessoal!