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RKA - Olá, alunos da Khan Academy! Vamos iniciar mais uma aula de ciências em que vamos falar sobre a meiose. A meiose é um processo de divisão celular em que uma célula-mãe origina novas células que possuem a metade do número de seus cromossomos. Por isso, este processo de divisão é chamado de divisão reducional. Desta forma, na meiose uma célula diploide, chamada "2n", forma quatro células haploides, todas "n". A meiose ocorre para a formação de células reprodutivas dos seres vivos. Nos animais são os gametas, e em vegetais e fungos existem os esporos, e é o encontro de duas células reprodutivas "n" que vai formar o indivíduo diploide "2n". Logo, a meiose é o processo que forma as células responsáveis pela reprodução sexuada das espécies e, consequentemente, por sua variabilidade genética. No ser humano a meiose forma o gameta masculino, o espermatozoide e o gameta feminino, o óvulo, cada um com 23 cromossomos. No processo de fecundação, a junção do espermatozoide e do óvulo dá origem ao zigoto com 46 cromossomos. Então se não ocorresse o processo de meiose entre os organismos teríamos sempre a formação de indivíduos com o dobro de cromossomos de seus pais. Por exemplo, na fecundação humana da união do espermatozoide com o óvulo, teríamos um zigoto com 92 cromossomos, que é duas vezes o número de cromossomos do ser humano. A meiose é dividida em duas fases que se sucedem e se complementam. A meiose 1 e a meiose 2. Na meiose 1, também chamada de etapa reducional, há redução do número de cromossomos, a metade. Nesta etapa ocorre a prófase 1, metáfase 1, anáfase 1 e telófase 1. Na meiose 2, também chamada de etapa equacional, se mantém o número de cromossomos das células, que são formadas as quatro células-filhas. Nesta fase ocorre a prófase 2, metáfase 2, anáfase 2 e a telófase 2. Vamos falar agora de todas as etapas da meiose para que você consiga entendê-las. Toda meiose inicia-se após o período de interfase. É nesse momento que o DNA é duplicado. Após a interfase, tem-se início a meiose 1, através da prófase 1. Esta é uma etapa muito importante da meiose em que ocorrem diversos processos, e por isso é bem longa e dividida em cinco fases. A primeira delas é o leptóteno, que é caracterizado pela condensação dos cromossomos. É neste momento que ele se individualiza. A fase seguinte é o zigóteno. É nesta fase que os cromossomos homólogos se emparelham. Este emparelhamento é chamado de sinapse. Quando os pares de cromossomos ficam totalmente emparelhados temos a fase de paquíteno. É possível observar nitidamente o conjunto de quatro cromátides formado pelos cromossomos emparelhados. Este conjunto é denominado de par bivalente ou tétrade. É nesta fase que ocorre o crossing-over ou permutação, processo caracterizado pela troca aleatória de partes dos cromossomos homólogos. Esse fenômeno é muito importante para que haja uma maior variabilidade genética na espécie. Na etapa seguinte, chamada de diplóteno, os cromossomos iniciam sua separação, e é possível observar os quiasmas, que são os pontos onde as cromátides se cruzam, ou seja, são os pontos de maior aproximação dos cromossomos homólogos. Justamente onde ocorreu a troca gênica no processo de permutação. Para finalizar a prófise 1 ocorre a diacinese, que é quando acontece a separação dos cromossomos homólogos agora bastante espiralados. Há o deslizamento dos quiasmas para as extremidades do bivalente. Ao final do diacinese ocorre a desintegração da membrana nuclear, e os cromossomos homólogos espalham-se pelo citoplasma. Na metáfase 1, a membrana celular desaparece por completo e os pares de cromossomos homólogo são organizados na região mediana da célula. Cada componente do par será depois puxado em direções opostas. Na anáfase 1, os centrômeros são divididos, e cada componente de um par de cromossomos homólogos migra em direção a um dos polos da célula. A última fase da meiose 1 é a telófase 1, que caracteriza-se pela desespiralização dos cromossomos e reorganização da carioteca e do nucléolo. O citoplasma se divide e ocorre a citocinese. Ao final da meiose 1, há duas células-filhas com a metade do número de cromossomos da célula-mãe, ou seja, aqui surgiram duas células haploides, a partir de uma célula diploide. Após a meiose 1, inicia-se um curto intervalo, a intercinese, que precede a meiose 2. A meiose 2 se inicia na prófise 2. Na prófise 2, os cromossomos são duplicados e condensados novamente, enquanto o centríolo é duplicado. O nucléolo e a carioteca desaparecem de novo. Sucedendo esta fase, ocorre a metáfase 2, quando as cromátides-irmãs migram para a região central da célula, e os centríolos ficam prontos para serem duplicados. Na anáfase 2, as cromátide-irmãs são separadas e migram para os polos da célula. Na telófase 2, os cromossomos se concentram nos polos da célula, e a carioteca e o núcleo se reorganizam. O final de todo o processo se dá através da citocinese e originam-se quatro células-filhas haploides, ou seja, com metade do número de cromossomos da célula-mãe. Outro ponto importante é que as células possuem material genético diferente entre si e da célula que as originou. Conferindo assim a variabilidade e continuidade da espécie. Este é o nosso processo de meiose, um processo longo e com grande importância para os seres vivos. Até a nossa próxima aula de ciências!