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Transcrição de vídeo

RKA - Quando estamos estudando ciência, é comum apenas categorizarmos toda uma série de coisas, como sendo algo inimaginavelmente pequeno. Então, quando alguém fala sobre uma escala atômica, escala molecular, escala de proteínas, ou de células, nós, muitas vezes, agrupamos todas e dizemos: "essas coisas são realmente muito, muito, muito, pequenas". Mas, o que eu quero fazer nesse vídeo, é fazer com que você perceba que, mesmo que essas coisas mencionadas sejam realmente pequenas, há uma enorme diferença no tamanho dessas coisas. E espero que isso te faça compreender que, mesmo uma célula, pode ser algo muito complexo, como pode existir diversos mecanismos, e como tudo isso pode ser realmente um organismo vivo, ou parte de um organismo vivo. Então, vamos observar essas diferentes escalas aqui. Então, nessa escala aqui, você pode ver um pequeno esquema de uma molécula de água. Aqui, nós temos o átomo de oxigênio, em roxo, e ao seu redor temos dois átomos de hidrogênio ligados a esse oxigênio. Essa molécula mede, mais ou menos, 0,275 nanômetros, e um nanômetro é igual a um bilionésimo de um metro, só para termos uma ideia. Então, só para fixar, deixa eu escrever essa informação aqui. Um nanômetro é igual a um bilionésimo de um metro. Isso mesmo, é 1 sobre 1 bilhão de um metro. Isso é um nanômetro. Se você ainda não conseguiu visualizar, isso seria o mesmo que um milionésimo de milímetro. Então, eu vou escrever isso aqui também, 1 sobre 1 milhão de um milímetro, ou seja, temos um milionésimo de milímetro. Eu prefiro usar essa relação, porque um milionésimo é realmente uma base razoável para vermos o quanto isso é pequeno, em vez de um bilionésimo, que está além da minha capacidade de visualização. Então, aqui nós temos o diâmetro, ou a largura, de uma molécula de água. Vamos, agora, para nossa próxima escala, aqui em cima. Nós falamos bastante sobre as proteínas, e essa aqui é a nossa amiga. Essa, bem aqui, é a nossa amiga hemoglobina. Isso nos dá uma ideia da escala do tamanho da hemoglobina, que há cerca de 5 nanômetros, ou cinco bilionésimos de um metro. Agora, isso pode nos parecer muito pequeno, e, de certa forma, está correto categorizarmos como algo muito pequeno em nosso cérebro. Mas, vamos concordar que isso é muito maior do que uma molécula de água, não é? Se uma molécula de água estivesse nessa escala, e eu vou colocar ela aqui, essa pequena coisinha aqui é a minha tentativa de desenhar uma molécula de água nessa mesma escala. Então, mesmo quando nós mudamos de uma molécula de água para uma proteína, podemos ver a mudança drástica de tamanho e de complexidade. E vale lembrar que nós estudamos bem a estrutura das proteínas e todas as formas interessantes que elas podem ter e fazer, além de sua complexidade nos sistemas biológicos. Mas, agora, vamos para essa outra escala aqui. Nessa próxima escala, temos um vírus, pelo menos é o que eu tentei esquematizar aqui. E esse daqui é um vírus muito conhecido, o vírus da imunodeficiência humana, o HIV. Ele é um dos maiores vírus que existe. Seu diâmetro é cerca de 120 nanômetros, mais ou menos. Então, se fôssemos esquematizar essa hemoglobina aqui, na mesma escala desse vírus, essa coisa, bem aqui, seria a hemoglobina. E nós nem sequer conseguiríamos ver a molécula de água nessa escala. Mas, mesmo assim, isso ainda é muito pequeno, isso é 120 bilionésimo de um metro. Isso ainda é algo inimaginavelmente pequeno. Vamos continuar aqui a ver outra escala. Essa coisa monstruosa, bem aqui, é uma célula T. Bem, isso daqui pelo menos é só uma parte. Se você quiser ver completamente, isso tudo que a gente está vendo aqui, é uma célula T. Essa imagem assustadora, em azul, é que é a célula T. Isso que vemos em amarelo é o vírus HIV fixado na superfície dessa célula T, se aproveitando dela. E é por isso que é tão assustador, ela está utilizando o material genético dessa célula para se reproduzir. E você pode ver, por essa foto, o quão pequeno é o vírus do HIV em comparação com as células T. Cada uma dessas pequenas coisas aqui, essas coisinhas aqui, é o vírus HIV, que, como já vimos, é muito maior do que algo como uma proteína ou uma hemoglobina. Você não conseguiria vê-la nessa escala, ela seria do tamanho de um pixel, por exemplo. Mas, vamos continuar com a comparação de nossas escalas. Em uma escala muito similar a essa, da célula T, nós temos estruturas como as células vermelhas do sangue. Essa é realmente uma comparação, isso aqui lado a lado. Nessa imagem aqui, obtida a partir de uma microscopia eletrônica, podemos ver um glóbulo vermelho e uma célula T. Eles são, mais ou menos, do mesmo tamanho, ou pelo menos com tamanho de mesma ordem de grandeza. Um glóbulo vermelho tem, em média, de 6 a 8 micrômetros de largura. Portanto, ele tem um tamanho entre 6 a 8 milionésimos de um metro. Então, vamos dizer que é 7, que 7 é a média do tamanho de um glóbulo vermelho, ok? 7 milionésimos de um metro, ou seja, 7 sobre um milhão de um metro. Até agora, estávamos falando de um milionésimo de milímetro, mas agora estamos falando de 7 milionésimos de um metro. Só para termos uma noção do tamanho, em relação ao vírus do HIV e essa célula, estamos vendo o vírus diretamente aqui na superfície da célula T. Mas, cada uma dessas células vermelhas do sangue tem cerca de 280 milhões de hemoglobinas. É isso mesmo que eu falei, são 280 milhões de hemoglobinas em cada uma dessas células. Espero que, com isso, você comece a ter uma visão de como categorizamos as células, e mesmo que elas sejam inimaginavelmente pequenas, elas são bem maiores quando comparadas umas com as outras, ou com as grandes proteínas, especialmente quando falamos de coisas que estão na escala molecular ou na escala atômica. E é por isso que as células são tão interessantes, elas são muito complexas. E só para termos uma ideia de quão pequenas as células são, mesmo após termos visto essas células vermelhas do sangue e essas células T, ainda há um universo de outras estruturas complexas dentro delas. Se eu tivesse que esquematizar a largura de um fio do cabelo humano nessa tela, agora mesmo, em relação à escala das células vermelhas, seria quase tão grande quanto esse vídeo. Então, se eu fosse representar a largura do cabelo humano, seria, mais ou menos, daqui até aqui. E mesmo havendo uma grande variação na espessura de um cabelo humano, a largura seria, mais ou menos, assim, se você visse na escala dessa imagem aqui. Se você visse nessa outra escala aqui, seria muito, muito, muito maior. Nós podemos pensar: ok, a largura de um cabelo humano - arranque um fio do cabelo e olhe para ele. Coloque um pedaço de papel se você quiser observar melhor, é até difícil ver a largura do fio do cabelo, não é? Mas estamos dizendo que essa largura, em comparação com as células vermelhas do sangue, ocuparia toda a largura dessa tela. E aí, pensando nisso, fica ainda mais difícil imaginar, por exemplo, que as células vermelhas do sangue, e as células T, são células que têm um universo de estruturas complexas dentro delas, quando nós pensamos um pouco mais a respeito, principalmente, quando a gente está pensando em uma escala molecular.
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