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A reprodução das plantas

Nesse artigo apresentamos a vida sexual das plantas.

Introdução

Você já observou um jardim?
Percebeu que as plantas crescem e vão tomando todo o espaço e que, de tempos em tempos, é preciso podar o jardim?
Bem, isso se tiver água, nutrientes e a iluminação necessárias para seu desenvolvimento.
Isso é um sinal de que as plantas se desenvolvem e se reproduzem.
Mas como será que elas se reproduzem?
As plantas podem se reproduzir tanto de forma assexuada quanto sexuada.
Vamos ver como isso se dá.

Reprodução assexuada

Na reprodução assexuada algumas partes da planta original ou planta mãe originam um outro indivíduo em um processo chamado propagação vegetativa.
Nesse caso, a nova planta é geneticamente igual à planta mãe.
Esse tipo de reprodução pode ocorrer por esporos, brotamentos de caules, folhas ou tubérculos.
O vídeo abaixo ilustra a emissão de esporos por um fungo.
Invólucro do vídeo da Khan Academy
Os esporos são normalmente pequenos e não possuem reservas nutritivas então, para germinarem precisam cair em locais favoráveis a seu desenvolvimento.
A figura abaixo mostra o verso de uma folha de samambaia onde podem ser vistos (em laranja) os esporângios ou os locais onde os esporos são produzidos.
Figura 1: Esporângios de samambaias. Wikimedia commons, CC-BY-4.0. Acesso em 28/12/2020.
As plantas podem também se reproduzir assexuadamente por pedaços de caules que se soltam e acabam por produzir raízes quando em contato com o solo como acontece, por exemplo, nos cactos.
As plantas podem também se reproduzirem por brotamento. Veja um exemplo na figura abaixo que mostra o brotamento na batata:
Figura 2: Brotamento da batata. Wikimedia commons, CC-BY-SA-2.0. Acesso em 28/12/2020.
As folhas podem também servir como órgãos reprodutivos como na briófita mostrada na figura abaixo.
Observe que as bordas das folhas possuem gemas tem a capacidade de dar origem a novas plantas quando a folha é destacada.
Figura 3: Reprodução por gemas nas folhas. Wikimedia commons, CC-BY-SA-4.0. Acesso em 28/12/2020.
As vantagens da reprodução assexuada envolvem a rapidez com a qual ocorre a reprodução, a não dependência de fatores externos (como, por exemplo, de polinizadores) e pouco gasto de energia para a planta mãe.
Uma grande desvantagem é a falta de variabilidade genética, o que faz com que a espécie tenha menor capacidade de se adaptar a possíveis mudanças em seu habitat.

Reprodução sexuada

Vamos conhecer agora a forma de reprodução das plantas que a longo prazo é muito importante para a perpetuação das espécies, a reprodução sexuada.
Neste tipo de reprodução, a nova planta pode ter seu código genético diferente de cada uma das plantas que a originaram. Essa combinação de genes entre plantas diferentes aumenta a probabilidade das plantas sobreviverem às mudanças que possam vir a ocorrer em seu habitate natural.
Essa reprodução sexuada ocorre pela união dos gametas feminino e masculino presentes no órgão reprodutivo especializado das plantas, a flor.
O esquema da figura abaixo mostra os órgãos reprodutores das plantas:
Figura 4: Órgãos reprodutores das plantas. Wikimedia commons, domínio público. Acesso em 28/12/2020.
O órgão feminino é o gineceo, onde fica o ovário da planta.
O órgão masculino da planta é o androceu, no interior do qual são encontrados os pólens que servem como fonte de proteínas.
A polinização é o processo de deposição do grão de pólen, produzido na antera, sobre o estigma que é o nome dado para o extremo do gineceo (observe a figura).
A polinização pode ser direta ou cruzada. Na direta ocorre a autofecundação, ou seja, o encontro dos gametas masculinos e femininos presentes na mesma flor. Essa polinização não é vantajosa por não proporcionar variabilidade genética.
A polinização cruzada, ao contrário, é responsável pela variabilidade genética pois nela ocorre a fecundação entre gametas masculinos e femininos de flores diferentes.
Para que ocorra a polinização cruzada é necessária a ajuda de agentes polinizadores.
Esses agentes polinizadores podem ser a água, o vento ou alguns animais como, por exemplo, as abelhas.
Invólucro do vídeo da Khan Academy
Para atrair os animais polinizadores as flores possuem diferentes recursos, a saber, o néctar que é uma fonte de açúcares, alguns óleos e resinas que são usados para a construção de ninhos, e alguns odores.
Após a polinização ocorrerá a fecundação com a formação da célula ovo ou zigoto. Esse zigoto irá gerar as sementes que, por sua vez, irão gerar as plantas filhas.
É importante ressaltar que as sementes são também estruturas muito importantes para a perpetuação das espécies, pois elas podem ser levadas a outros ambientes por animais que consomem sua polpa ou a própria semente, pelo vento ou pela água.
Isso aumenta a dispersão da espécie em diferentes habitats, com maior ou menor chance de sobrevivência.
Figura 5: Semente de tulipa. Wikimedia commons, GNU free. Acesso em 28/12/2020.
As vantagens da reprodução sexuada das plantas é a variabilidade genética que aumenta tanto o potencial evolutivo quanto o adaptativo da espécie. Isso pode ser um fator de sucesso na manutenção da espécie a longo prazo.
A desvantagem é o possível desaparecimento de espécies que estão bem adaptadas ao ambiente devido às mudanças genéticas fruto da polinização cruzada.

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