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Transcrição de vídeo

RKA9MB - Todos os exemplos de sinalização celular vistos até este momento foram apresentados num contexto de células que fazem parte de um organismo maior. Mas o que eu quero fazer neste vídeo é salientar que também pode haver sinalização célula a célula entre diferentes organismos, inclusive, entre diferentes organismos unicelulares. Então, temos aqui nessas imagens células de levedura. Leveduras são fungos unicelulares. Fungos são organismos eucariotos, o que significa que eles têm uma membrana envolvendo o seu núcleo. E o que é possível observar aqui nesta imagem? Parece que há uma célula menor brotando de uma maior. Isso acontece, fundamentalmente, através da mitose. Mas as leveduras podem se reproduzir de duas maneiras diferentes: elas se reproduzem assexuadamente através da mitose (como essa daqui), ou também se reproduzem sexuadamente. E é disso que nós vamos falar um pouco: sobre a sinalização entre as células; e leveduras fazem isso com os fatores de acasalamento. E essa é apenas uma das discussões interessantes a respeito das leveduras. Então, se você começar com uma célula de levedura... (vamos fazê-la aqui)... ela vai se reproduzir de forma assexuada e vai originar duas células-filhas iguais a ela. E isso aqui acontece através da mitose. Vamos fazer aqui a membrana celular, afinal de contas elas são organismos eucariotos. E vale lembrar, ressaltar, que essas células são células diploides, ou seja, elas têm 32 cromossomos, ou 16 pares de cromossomos. Essa não é a única forma, elas podem também se reproduzir por meiose. E, nesse processo, ela daria origem não a duas, mas a quatro células-filhas. E é interessante aqui porque essas células-filhas podem ser de dois jeitos: elas podem ser do tipo "a", ou elas podem ser do tipo α (alfa), que são como se fossem gêneros dessas células. E essas células que passaram por meiose (portanto, elas são células que têm apenas metade do material genético da célula original), elas são chamadas de células haploides. E essas células aqui, tanto as do tipo "a" como as do tipo α, elas podem formar e liberar os chamados fatores de acasalamento. E elas, então, liberam no meio esses fatores de acasalamento. E as células do outro tipo têm em sua membrana celular receptores para os fatores, nesse caso, de acasalamento do tipo "a". E as células do tipo α também liberam fatores de acasalamento. E as células do tipo "a" possuem em sua membrana receptores de fatores de acasalamento do tipo α. Então, esse tipo de célula aqui vai produzir fatores de acasalamento do tipo α; e este aqui, fatores de acasalamento do tipo "a". E, ao liberar esses fatores no meio, esta outra célula vai dizer algo como: oh, estou sentindo fatores de acasalamento do tipo "a" no meio! Esses fatores de acasalamento se ligam aos receptores de fatores de acasalamento do tipo "a". Ao mesmo tempo, as células do tipo "a" diriam algo do como: hum, também estou percebendo fatores de acasalamento do tipo α no meio! (enquanto esses fatores de acasalamento se ligam aos seus receptores de membrana). Isso aqui não é nada diferente das MAP Quinases que você já viu. Então, a resposta da célula é uma resposta... e aqui, notem, acontece a magia deste processo... é como se elas começassem a produzir projeções de sua célula em direção à origem dos fatores de acasalamento que ela está percebendo. E esta aqui também começa a emitir projeções na direção da origem dos fatores de acasalamento. E essas projeções são chamadas, do inglês, de Shmoo. Agora, eu abro um parêntese aqui e a gente olha para este jovem carinha aqui, muito simpático; este é Shmoo. Shmoo foi um personagem de desenho animado do meio do século 20. Tá, talvez você não saiba quem foi Shmoo, mas seus pais, os seus avós, devem se lembrar de Shmoo. Mas o que importa é que Shmoo foi homenageado ao receber... ao ter seu nome dado a essas projeções das células no meio de um processo de sinalização celular, na reprodução das leveduras. Fechando o parêntese aqui. Então, essas projeções aqui começam a ir na direção do emissor dos fatores de acasalamento. E essas células, então, fundem-se e originam uma nova célula diploide. Essa célula diploide tem sido muito estudada. É muito interessante de se pensar que células haploides subprodutos da meiose são capazes de formar indivíduos diploides; esses indivíduos diploides são diferentes da sua célula original ancestral. Enfim... mas, de qualquer forma, o ponto central aqui é apreciar essas coisas fascinantes que acontecem mesmo em nível celular de leveduras, e que você tem a sinalização célula a célula não apenas dentro de um organismo multicelular, mas também em organismos unicelulares.
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