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Crossover cromossômico na Meiose I

Transcrição de vídeo

RKA4MB - Então, vamos começar aqui com a nossa célula germinativa. Como a gente já disse anteriormente, a célula germinativa pode sofrer o processo de mitose, ou, então, ela pode passar pelo processo de meiose, a fim de produzir gametas. Bom, aqui está nossa célula germinativa e aqui está a membrana nuclear. Eu estou desenhando ela bem grandinha aqui porque a gente está colocando o foco nos cromossomos que estão aqui dentro. Aqui eu vou desenhar um centrossomo. Cada centrossomo tem um centríolo nele. Estou falando isso só para deixar claro a terminologia. No nosso vídeo anterior, eu foquei em um organismo, que eu inventei, que tinha 2 cromossomos, né? O seu número de cromossomos em suas células diploides era 2, certo? 1 cromossomo vindo da mãe e 1 cromossomo vindo do pai. Neste vídeo, eu vou focar em um organismo bem diferente dos seres humanos (que têm seus 23 pares ou 46 cromossomos). Nosso organismo aqui vai ter células diploides com o número de 4 cromossomos, certo? 4 cromossomos é o que vai ter aqui dentro (2 vindos da mãe, 2 vindos do pai). Então, vamos desenhar a representação aqui. Temos um maiorzinho, um longo do pai e um curtinho, um menorzinho também do pai. Por sua vez, veio um homólogo deste grandão aqui da mãe, e um homólogo do curtinho, do pequenininho, aqui da mãe também. Então, aqui temos a nossa célula (deixe-me ganhar um pouquinho de espaço em cima, para fazer uma anotação). Essa célula diploide tem 4 cromossomos. Então, eu vou colocar aqui: número de cromossomos da célula diploide é 4. E essa célula germinativa aqui... (vamos escrever: célula germinativa)... ela vai passar pelo processo de intérfase. Então, ela vai crescer, vai replicar o seu material genético, vai também duplicar seu centrossomo e tudo mais. Vamos desenhar isso aí. Então, eu tenho aqui: vai passar pelo processo de intérfase (falta o acentinho, aqui). Agora, olha só o que nós temos. Vamos tentar usar esse espaço de forma bem cuidadosa justamente por conta de todos os passos que a gente vai ter que fazer. Aqui nós temos o núcleo. E a novidade é que o nosso DNA está aqui replicado. Então, temos aqui o material copiado. E esses dois carinhas aqui estão ligados pelo centrômero. Muitas palavras que têm "centro" como raiz, não é verdade? Mas é claro que eu estou desenhando aqui de uma forma bem simplificada. Nessa parte aqui, ela não está tão organizadinha aqui que você consiga ver de forma bem organizada no microscópio. E uma vez que isso foi replicado, isso aqui ainda é apenas um cromossomo. Tem o dobro do material genético, mas ainda é 1 cromossomo. Mas é um cromossomo com 2 cromátides-irmãs. A gente falou muito disso no vídeo sobre mitose, mas não custa nada a gente repetir isso aqui porque pode gerar uma certa confusão. E, agora, esse cromossomo pequenininho do pai, que também foi duplicado em duas cromátides-irmãs, está aqui unido, está coladinho pelo centrômero. Então, temos aqui os dois cromossomos do pai, só que agora com o material replicado. E são duas cópias idênticas, né? E a mesma coisa vai acontecer com os cromossomos da mãe, né? Primeiro, esse maiorzinho aqui, que é homólogo a esse maior do pai, que também vai ter a cromátide-irmã, certo? E também temos o pequenininho, em que vai acontecer a mesma coisa. No final da intérfase, esses caras estão assim, mas só que não estão tão organizadinhos nesse formato de "X"; está tudo meio espalhado, tudo meio bagunçado aqui, no nosso material genético. Só que eu desenhei assim para ficar mais fácil de você visualizar a duplicação, as cromátides-irmãs aqui. E é claro que também replicamos o nosso centrossomo, agora que estamos no finalzinho da intérfase. E, agora, a nossa célula está pronta. Olha que maravilha, né?! Ela está pronta tanto para uma mitose quanto para uma meiose, mas, como nós combinamos já no começo desse vídeo, a gente vai falar da meiose, ok? Então, que a meiose comece! E a meiose começa pela meiose 1. Na meiose 1, a primeira subdivisão dela é a prófase 1. Vamos desenhar nossa célula aqui, que agora está na prófase 1. E, na prófase 1, a membrana nuclear começa a se dissolver, muito parecido com o que acontece na prófase da nossa mitose. Esses caras aqui, agora, começam a migrar até que eles fiquem em polos opostos. Ótimo! E o DNA aqui começa a se agrupar, se enrolar, em uma espécie de forma condensada, né? E aqui vai ficar bem claro, agora, no microscópio, o formato de "X". Vou começar a desenhar aqui: começando pelo do pai... (aqui, certinho)... e agora, aqui, o da mãe. E eu estou desenhando-os se sobrepondo de propósito, porque uma coisa bem interessante vai acontecer aqui, especialmente se a gente estiver falando da meiose. Agora, aqui os centrômeros (bonitinhos os centrômeros). Agora, os pequenininhos, eu vou desenhá-los meio que na posição trocada. Aqui, o pequenininho do pai e o pequenininho da mãe. É claro que eles poderiam, sim, estar alinhadinhos bonitinhos, mas isso nem sempre acontece. Eles podem estar espalhados, assim. Agora, o nosso centrômero em azul. Bom, eu também não os desenhei se sobrepondo, mas eles poderiam estar. Isso pode ou não acontecer. Bom, lembrando que esses caras são pares homólogos e esses pequenininhos também são pares homólogos. No nosso DNA duplicado, nós temos duas cromátides-irmãs no laranjinha e duas cromátides-irmãs no rosinha, como nós já vimos. O que totaliza 2 mais 2 aqui: 4 cromátides. Um total de 4 cromátides. E por isso elas são geralmente chamadas de tétrada cromatídica, né? "Tétrada" justamente porque a gente está falando de um conjunto com 4 elementos. Então, só para ter um pouquinho de terminologia aqui também, vamos lembrar o nome desse cara aqui: é tétrada cromatídica (acentuei o lugar errado aqui). O motivo pelo qual eu desenhei esses caras se sobrepondo aqui é porque, quando a gente está na prófase 1 da meiose 1... (bom, vamos escrever, aqui, para não esquecer: aqui é a prófase 1)... quando a gente está na prófase 1 da meiose 1, pode ter uma recombinação genética, uma recombinação homóloga. Mais uma vez, a gente está falando aqui de um par de cromossomos homólogos, em que um veio da mãe e outro veio do pai dessa espécie, que podem até ser formados por bases diferentes. Porém, esses caras codificam os mesmos genes. E, fazendo uma simplificação brusca, mas muito, muito brusca mesmo, esse materialzinho aqui pode estar falando da sua altura, ou da cor dos seus olhos, e tudo mais. E o motivo pelo qual eu desenhei eles de forma entrelaçada, sobreposta, é para mostrar como uma recombinação pode acontecer. E, para isso, eu vou dar um zoom, olhar mais de pertinho esse pedaço. Então, vamos desenhar aqui esse cromossomo do pai com suas cromátides-irmãs (está aqui bem desenhadinho, ok?). Apenas um cromossomo com duas cromátides-irmãs. Aqui, eu vou desenhar o centrômero (não confunda com o centrossomo). Agora, é hora de botar o cromossomo homólogo da mãe, mais ou menos, assim.... centrômero. Uma recombinação pode acontecer bem aqui. Depois dessa recombinação, esse carinha pode ficar, mais ou menos, assim. Então, vamos desenhar aqui... aqui, o do pai. E o que acontece, aqui, é que esses caras, de forma essencial, eles se quebram e trocam os pedacinhos. Então, vai ficar algo, mais ou menos, assim. Olha que bonito! Portanto, esse cara aqui tem um pedacinho do cromossomo da mãe e vai continuar codificando genes similares, mas agora com as informações vindas da mãe. Então, vamos desenhar o próximo, que vai ficar assim dessa forma. E, agora, esse cara tem um pedacinho do pai (do código do pai). Olha só que maravilha que é! Isso é algo muito, muito interessante! Isso acontece o tempo todo, mas não necessariamente isso vai causar melhorias ou otimizações. Isso pode, muito bem, levar a um mau funcionamento de algum órgão e coisa e tal. Isso acontece de forma muito mais frequente justamente na meiose, com o objetivo principal de gerar, de criar variação genética. Já falamos anteriormente de reprodução sexuada, e o grande ponto e o grande motivo da reprodução sexuada é justamente isso: criar variação genética. E esse rapazinho aqui, esse tipo de comportamento, pode ajudar na parada. Bom, é claro que o simples fato de o espermatozoide encontrar um óvulo diferente cria uma variação genética. Mas olha só que legal: a gente pode criar variação genética mesmo na hora da criação do espermatozoide e do óvulo! Isso aqui também é interessante porque, como a gente já mencionou, cada um destes cromossomos codificam um punhado de genes diferentes. E um gene é meio que uma codificação específica para um conjunto de proteínas. Por exemplo... bom, o que eu vou falar aqui agora vai ser uma simplificação enorme das coisas para fins didáticos... digamos que aqui é onde a gente codifica a cor dos olhos e esse é o pedacinho vindo do seu pai e aqui é onde codifica a cor dos olhos segundo o material que você recebeu da sua mãe. E a tendência aqui, no cromossomo da sua mãe, é para que nós tenhamos olhos mais claros, e, aqui no pai, a tendência é de olhos mais escuros. E, agora, o que veio da sua mãe está neste cromossomo e o que veio do seu pai veio para este cromossomo aqui. Eles são os mesmos genes, mas são alelos diferentes. Então, eles estão codificando, criando variações diferentes do mesmo gene. Eu sei que muita gente confunde o que é cromossomo, o que é gene, e tudo mais. Então, vamos tentar explicar aqui. Cada um destes cromossomos contém um punhado, um punhado de genes. São moléculas bem longas de DNA. Então, o gene é um pedacinho aqui que pode codificar, que pode trazer uma proteína diferente. E isso acontece na nossa prófase 1. Na prófase 1, você tem essa condensação dos pares homólogos, pode acontecer essa recombinação de material genético. E algo interessante dessa troca de informação, dessa recombinação é que ela não tende a acontecer em lugares muito, muito aleatórios. Ela tende a acontecer em lugares bem específicos. Bom, esse pontinho de cruzamento onde acontece essa troca de informações tem um nome. A gente chama de quiasma. Dependendo da língua ou de como você está falando, a terminologia que você coloca, o plural de quiasma fica quiasmata, mas quiasmas também é muito usado. Isso é uma coisa bem bonita que acontece na biologia porque dá para gente perceber, observar como nesses bilhões de anos de evolução foi conseguido otimizar a maneira com que a gente consegue aumentar a variação genética, não é verdade? Então, deixo aqui, na prófase 1, o nosso vídeo, e a gente continua as fases da meiose nos próximos vídeos, ok? Afinal, a gente abriu um parêntese bem grande aqui nessa troca genética, que também é chamada de crossing-over. Mas foi importante. Então, daqui a gente passa pelas próximas fases da nossa meiose; pelo menos da parte da meiose 1. E, aí, a gente termina a meiose 2. Ok, pessoal? Até o próximo vídeo. Tchau, tchau!
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