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Transcrição de vídeo

RKA4MB - Olá, pessoal! Prontos para mais um vídeo? No vídeo anterior, estávamos falando da meiose, mais precisamente falávamos da meiose 1. Mais precisamente ainda, estávamos na prófase 1. E a gente abriu um parêntese para discutir melhor a prófase 1, porque uma coisa muito interessante acontece aqui. Das coisas que acontecem, algumas coisas são iguaizinhas na mitose, na prófase da mitose. Por exemplo, a membrana nuclear começa a se dissolver, os cromossomos começam a se condensar, ficando nesse formato clássico aqui que você consegue enxergar até no microscópio. Fora essas semelhanças, uma coisa bem particular, bem específica da meiose é uma troca de material genético que acontece bem aqui na prófase 1 da mitose, o chamado crossing-over. Lembrando, mais ou menos, o que é isso: são seções homólogas dos pares homólogos que trocam informações. Então, esses pedacinhos, aqui, tendem a codificar as mesmas características genéticas, e essa troca de informação que a gente tem aqui, adiciona mais e mais variação genética na reprodução sexuada. Então, vamos continuar aqui a nossa meiose. Mais especificamente, vamos continuar a meiose 1. E adivinha só como que vai chamar a próxima fase da meiose? É a metáfase 1. E ela tem suas semelhanças com a metáfase da mitose. Vamos aqui desenhar a nossa célula novamente. Acabamos de desenhar aqui nossa membrana celular. Agora, vamos desenhar os centrossomos, que dessa vez vão ter um papel muito mais significante nessa etapa da meiose. A membrana nuclear, agora, se dissolveu completamente. E, assim como na metáfase da mitose, os cromossomos vão se alinhar aqui nesse eixo central, ok? Desenhando aqui, primeiro, esse cromossomo vindo do pai. Na verdade, lembrando que teve um crossing-over, então, tem um pedacinho cor-de-rosa aqui. Agora, aqui ao lado, o da mamãe. Também tivemos um crossing-over, então eu tenho um pedacinho alaranjado. Aqui, desse outro lado, está aquele menorzinho do pai. Lembra? E, aqui, o da mãe. Dessa vez, eu não vou colocar o crossing-over. Talvez não tenha acontecido o crossing-over entre esses dois caras, mas poderia ter acontecido. Agora, os centrômeros. Aqui, os centrômeros em azul. E os centrossomos têm esses microtúbulos que podem empurrar um centrossomo para longe do outro. Além do mais, ele vai se ligar no cinetócoro dos cromossomos. Pessoal, isso não é incrível?! Não é excepcional?! Afinal, é simplesmente um monte de proteína que, através de processos químicos e termodinâmicos, consegue mover os cromossomos de um lado para o outro da célula. Não é fantástico?! E, no final das contas, isso vai formar os gametas para a reprodução sexual. Mas isso é uma coisa fantástica que se desenvolveu ao longo de bilhões de anos de evolução, e é bem intrigante pensar na complexidade dessa estrutura que a gente tem aqui, não é verdade? E não são todos os processos que são completamente entendidos, né? Ainda há bastante coisa para estudar. Afinal, a gente tem aqui uma espécie de motor de proteínas que ajuda a movimentar esses cromossomos pelos microtúbulos que temos aqui, que podem se esticar e contrair. Na minha opinião, esse processo é fascinante! Essa foi a metáfase 1. Agora, acredito que você consegue adivinhar qual vai ser o próximo processo (a próxima fase). E, se você pensou na anáfase 1, você acertou! Então, eu vou até escrever aqui: estamos na anáfase 1. Vamos desenhar aqui a nossa célula. E, assim como na anáfase da mitose, os cromossomos começam ser trazidos para mais perto do centrossomo. Mas, agora, vai ter uma diferença bem grande aqui da mitose para a meiose. Na mitose, nessa fase aqui (na anáfase), esse cromossomo é partido. Vai cada uma das cromátides-irmãs para um ladinho da célula. Na meiose, isso não vai acontecer. Na anáfase 1, as cromátides-irmãs continuam juntas e são os pares homólogos que são separados para um lado e para o outro (não as cromátides). Então, temos esse aqui que foi trazido para cá, certo? Aqui, um pedacinho rosa dele. Esse aqui também foi trazido para cá, e o pedacinho laranja dele. Continuando aqui assim menorzinho, e o rosinha aqui. Bom, aqui o nosso centrossomo. O centrossomo está puxando os cromossomos aqui, além de estar empurrando um ao outro para ir para lados opostos da célula, né? É engraçado: esse mecanismo consegue empurrar um ou outro enquanto traz para perto de si os cromossomos, separando, assim, os pares homólogos, né? E a maneira com que eles fazem essa separação é bem aleatória. Poderia ter vindo esse para cá e esse para cá, sem problema nenhum. É bem aleatória a escolha disso. O que, mais uma vez, traz uma variação genética enorme na hora da produção dos gametas. Mesmo todos os gametas produzidos aqui com essas células, serão gametas todos diferentes, não é verdade? Portanto, essa foi a nossa anáfase 1. Eles foram puxados, separados. E, agora, vamos ver o que acontece na telófase 1. Então, temos aqui, na telófase, a citocinese. Na verdade, a citocinese começa um pouco antes, começa um pouco antes aqui, na anáfase. Mas, aqui na telófase, fica bem claro que ela está acontecendo (essa divisão da célula). Olha que maravilha! Aqui, os cromossomos já foram totalmente separados em hemisférios opostos. Eles começam a se dissolver no seu estado de cromatina. Então, eu vou desenhá-los meio assim. Eles não estão mais todos engruvinhadinhos. Aqui, o primeiro. Lembrando que a gente tem esse material aqui do crossing-over. O outro aqui, também, no seu estado de cromatina; que é esse carinha aqui. Vamos fazer este agora. Está aqui, também, com sua pontinha alaranjada. E, por último, esse outro aqui também, em seu estado de cromatina. A membrana nuclear começa a se formar aqui (membraninha nuclear dos dois ladinhos), meio que acontecendo o oposto do que acontece na prófase 1, quando a membrana nuclear começa a se dissolver, né? E os cromossomos começam a se condensar, né? Vamos desenhar, aqui, o centrossomo fora da membrana nuclear (o centrossomo). E os microtúbulos, aqui, começam a se dissolver também (aqui está se dissolvendo). Temos aqui a citocinese, estamos dividindo em duas células. Portanto, mais uma vez, isso aqui foi uma visão geral da meiose. Então, vamos colocar aqui, para a gente não perder. E repare que você saiu de uma célula germinativa diploide para duas células (uma, duas) haploides. Esse, aqui, é o produto final. Toda essa parte que a gente vê aqui... vamos ver... isso aqui é o que a gente chama de meiose 1. E, no próximo vídeo, a gente vai fazer a meiose 2. Então, vamos deixar aqui o nome em destaque: é a meiose 1. Cada uma dessas duas células são haploides, são células haploides com dois cromossomos cada. Então, eu vou deixar aqui: elas são haploides (vamos colocar, aqui, haploide), e o número de cromossomos que nós temos em cada uma é 2, ok? Mas repare aqui que cada um destes cromossomos tem duas cromátides-irmãs. E a gente vai ver lá na meiose 2... (que também é muito parecida com as fases da mitose)... a gente vai separar essas cromátides-irmãs, o que vai nos resultar em 2 cromossomos filhos. Novamente, para você não esquecer: a gente tem, aqui, duas células haploides com dois cromossomos cada. Dois cromossomos a gente tem aqui, e essa célula também vai ter dois cromossomos. Bom, então, vamos para o próximo vídeo, para a gente explorar melhor a meiose 2. Te espero lá, hein?! Tchau, tchau!
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