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Transcrição de vídeo

RKA 3G A maioria das células do corpo humano apenas trata dos seus afazeres, diariamente, de uma forma bastante respeitável. Digamos que eu tenha uma célula aqui, pode ser uma célula da pele ou uma célula de qualquer tecido do corpo. Conforme este tecido cresce ou substitui as células mortas, suas células passam por mitose e se replicam fazendo cópias perfeitas de si mesmas. Então, talvez essas duas sofram mitose e, se isso acontecer, aqui vai acabar ficando um pouco lotado. Existem outras células na vizinhança. Elas vão perceber isso e vão dizer assim: "Oh, nós vamos parar de crescer um pouquinho, tá bom?" Isso é chamado de inibição por contato. Elas vão começar a crescer novamente. Digamos, então, que uma delas sofra um pequeno defeito. E diga: "Há algo de errado comigo! Eu, a célula, reconheço isso em mim." Com isso, as células, na verdade, vão se matar. Isso é o quão bons são os cidadãos celulares, eles vão abrir caminho para outras células saudáveis. Esta célula até poderá se matar caso descubra que exista algo de errado com ela. Na verdade, existe um mecanismo celular que chamamos de apoptose. E eu quero deixar isso muito claro. A apoptose não é um tipo de influência externa na célula. A própria célula reconhece que, de alguma forma, está danificada e se destrói entrando em apoptose. Esta é a situação típica mesmo quando há mutações. Só para se ter uma ideia, mesmo se mutações forem, relativamente, frequentes, e eu não sei as frequências exatas nas quais as mutações ocorrem, suspeito que sejam frequências distintas para diferentes tipos de tecidos. Elas, as células, existem na ordem de 100 bilhões. Deixe-me fazer isso em uma cor diferente. Existem, diariamente, no corpo humano, novas células na ordem de 100 bilhões. 100 bilhões. Dessa forma, mesmo que uma mutação ocorra a cada um milhão de vezes, você ainda está lidando com aproximadamente 100 mil mutações. E, talvez, a maioria delas seja apena de pequenas mutações aleatórias que não significam muito. Mas se as mutações forem um pouco mais sérias, a célula as reconhecerá e vai se destruir. Eu quero deixar este ponto bem claro. Eu estou falando de células da maioria do corpo. Estas podem ser as células dos meus olhos, as células do meu cérebro ou as células da minha perna, mas eu não estou falando das minhas células germinativas. Sendo assim, essas mutações, mesmo que a célula sobreviva, não serão passadas para os meus descendentes. Essa é uma discussão inteiramente diferente quando falamos sobre meiose. Estas são todas as células do meu corpo e elas estão se replicando. Nós passamos por isso com a mitose. Então, qualquer mutação aqui não implicará em nada ou em um pequeno mal funcionamento celular. Ou as células poderão se prejudicar ou me prejudicar, mas isso não vai afetar meus descendentes. Deixando este ponto bem claro! Agora, você está dizendo: 100 bilhões de novas células por dia? Isso representa cada célula que meu corpo criou e isto apenas dá uma ideia de quantas células nós temos. Na verdade, e você obviamente sabe que este não é um número exato, temos no corpo humano cerca de 100 trilhões de células. 100 trilhões de células. Se você pensar dessa forma, em média, 1 milésimo das suas células se replica todos os dias, mas a realidade é que algumas células não se replicam com essa freqüência e algumas delas se replicam com uma freqüência bem maior. Apenas abrindo um parêntese aqui, isso lhe dá uma estimativa da complexidade do corpo humano, ou seja, nós pensamos na economia mundial e na sociedade humana como tão complexas e elas são compostas por mais de 6 bilhões de humanos. Nós somos feitos de mais de 100 trilhões de células. Vou escrever 100 trilhões, em bilhões. 100 trilhões podem ser reescritos como 100 mil bilhões de células. Cada uma dessas 100 mil bilhões de células são enormes. Eu sei que não deveria usar a palavra enorme, mas elas são, por si só, ecossistemas complexos com seus núcleos. Falaremos sobre todas as diferentes organelas que elas têm e falaremos sobre replicação celular, replicação do DNA e sobre como as células se replicam. Dessa forma, células não são triviais e possuem todas essas membranas complexas que levam coisas para dentro delas. Elas são criaturas por si só, mas vivem nesse ambiente ou sociedade complexa que é cada um de nós. Isso é apenas um parêntese para estimar o quão grandes e quão complexos somos. Mas você pode imaginar, e é assim que eu saio pela tangente, se estamos fazendo na ordem de 100 bilhões de novas células todos os dias, nós teremos muitas mutações e talvez algumas dessas mutações, eu disse algumas delas, não signifiquem nada. Em algumas delas, a célula reconhece que será um peso morto, então ela elimina a si mesma. Mas a cada momento, você tem mutações onde a célula não elimina a si mesma, tornando-se uma célula deformada. Então, quando você tem isso... Digamos que eu tenha uma célula aqui. Eu tenho uma célula aqui e ela tem alguma mutação. Eu farei uma mutação com um pequeno "x", assim. Isso está no DNA. Talvez ele tenha um par de mutações. Uma das mutações leva a célula a entrar em apoptose ou destruição de si mesma. E talvez a outra mutação faça essa célula se replicar um pouco mais rápido que suas vizinhas. Logo, essa célula, através da mitose, produz uma série de cópias de si mesma ou uma tonelada de cópias de si mesma. Esse tipo de grupo de células que, essencialmente, possui um defeito, é oriundo de uma célula original que seguiu duplicando-se e, então, essas também se duplicaram, mas todas essas são células defeituosas. Se você compará-las aos tecidos em volta, elas vão parecer de alguma forma anormais. Talvez elas não funcionem direito. Isso é chamado de neoplasia. Neoplasia. Agora, um conjunto de neoplasias não tem que ter um formato como este. Às vezes eles podem, de alguma forma, circular pelo corpo, mas na maioria das vezes, formam esse tipo de caroço grande. Caso se tornem grandes o suficiente para serem detectáveis, passamos a chamá-los de tumor. Se ele é, verdadeiramente, um caroço de um tipo de tecido diferenciado, isso é definitivamente anormal. É o que você chama de tumor. Assim, os termos neoplasia e tumor são frequentemente utilizados de modo equivalente. Tumor é a palavra que utilizamos mais em nosso vocabulário diário. Agora, se esse caroço apenas cresce até um certo tamanho, somente ali, pode não trazer perigo. Ele não está se replicando fora de controle. Acredito que não é se replicar bem mais rápido do que suas células vizinhas e parar, talvez crescer um pouco, de modo que não danifique nosso ambiente, isso é o que nós chamamos de tumor benigno. Tumor benigno ou neoplasia benigna. Benigno, essencialmente, significa inofensivo. Tumor benigno, isso significa que é bom. Você quer ouvir isso. Se você tem um caroço, Deus o livre que você tenha um caroço, qualquer que seja, mas se tiver e ele for um tumor benigno, isso significa que esse caroço pode ficar por ali sem produzir danos. Mas se essas mutações no DNA forem, e talvez algumas delas sejam, benignas, e uma dessas benignas possua outra mutação, pode ser que esta a faça crescer descontroladamente. E não apenas a faça crescer descontroladamente, mas que a torne invasiva. Invasiva significa que ela não se importa para onde está crescendo, ela apenas quer se infiltrar em tudo. Então, vamos dizer que esse tumor cresceu como louco. Vou fazer isso com uma cor diferente. Ele começou a se infiltrar em outro tecido. Ele é, então, invasivo. Invasivo com supercrescimento. Ele é invasivo, ele não quer saber para onde está indo, ele de repente se transformou num tipo de psicopata celular. E o que é pior são seus descendentes. Ele não é mais uma célula apenas, ele segue se duplicando e passando sua informação genética falha que o faz querer replicar e, então, talvez possam existir mais e mais coisas que falhem. Quem sabe descendentes, ou o DNA que venha dessas replicações. E, na verdade, essa é uma boa possibilidade, pois as mesmas partes destes DNA que falharam, algumas das mutações podem ter realmente danificado o esquema de replicação do DNA para, então, as mutações se tornarem mais freqüentes. Então, mutações mais freqüentes. Assim como elas se replicam, mais e mais mutações aparecem e, eventualmente, uma ou mais mutações podem permitir que as células falhem e que sigam para outras partes do corpo. Estas partes do corpo começam a assumir o controle e passam a tomar conta de todas as células. E nesse processo, dizemos que a célula está... Esta é uma das palavras mais difíceis para dizer. Há algo errado com meu cérebro, sei lá. Mas a célula está metastática. Metastática. Você já deve ter ouvido a palavra metástase. Este é o estado dessas células com rompantes de acesso de raiva que são capazes de seguir para diferentes partes do corpo. Eu acho que vocês sabem como nós chamamos essas células que não estão respeitando sua vizinhança celular. Elas estão crescendo descontroladamente. Elas não viveram essa inibição por contato, são invasivas. Começam a imprensar outras células e se apoderam do recursos. Elas seguem mutando muito rápido, pois têm todas aquelas anomalias genéticas. Eventualmente, podem até se romper e começar a infiltrar outras partes do corpo. Esses são cânceres ou células cancerosas. Então, você pode ter uma ideia de por que isso é tão duro. O câncer é uma doença tão difícil de citar quanto de curar, porque essa, realmente, não é apenas uma doença, não é como um tipo de bactéria ou um tipo de vírus que você pode localizar e dizer: "Vamos atacar isso!" Câncer é toda uma classe de mutações onde as células começam a exibir esse rápido crescimento invasivo e essa metástase . Você pode olhar para um tipo de câncer e ser capaz de dizer: "Vamos focar na mutação onde as células se parecem assim." Você é capaz de retirar algumas delas. Vou fazer isso mais colorido. Então, você pode retirar essa célula, essa célula e essa célula. Como se o sistema de replicação de DNA talvez esteja falho, eles continuam a mutar e, eventualmente, você tem uma versão que é capaz de não ser retirada por qualquer método que você use. E, então, você tem essa nova forma de câncer que é ainda mais difícil de matar. Você pode imaginar que o câncer é um tipo de luta sem fim. É preciso atacar a ideia geral por trás disso. Quimioterapia e radiação, todos os tipos de ações tentam atacar coisas que possuem crescimento rápido, pois esse é um traço típico por trás de todos os cânceres. Poderíamos fazer toda uma lista sobre o que é o câncer e de como as pessoas o estão atacando. E eu quero pelo menos mostrar neste vídeo que o câncer é um subproduto da falha mitótica ou, mais especificamente, da replicação falha do DNA. Temos todas essas células se replicando todos os dias na ordem de 100 bilhões e, a cada momento, alguma coisa falha. Normalmente, quando elas falham, ou nada acontece ou a célula se mata. Porém, a todo momento, as células se replicam, ainda que possuam algumas falhas e, às vezes, elas começam a se replicar descontroladamente. Se elas apenas se replicarem sem produzir nenhum dano, serão benignas. Se elas começarem a replicar descontroladamente, apoderando-se de recursos e se espalhando pelo corpo, você está lidando com um câncer. Espero que você tenha achado interessante. Você já conhece um bom pedaço da ciência que lida com o que, provavelmente, é uma das piores doenças com a qual nós lidamos como criaturas. Obviamente, nós não somos os únicos seres que podem ser acometidos por cânceres. Até mesmo plantas têm câncer.
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