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Transcrição de vídeo

RKA9MB - Bem, neste vídeo, nós vamos falar sobre a fermentação do ácido lático, que é uma das principais formas de fermentação. E a fermentação do ácido lático não tem muito a ver com produzir mais ATPs. Ela está mais relacionada com reciclar o piruvato e o NADH. Então, o piruvato é usado para oxidar o NADH em NAD⁺. E esse NAD⁺ vai ser usado na glicólise. Então, os organismos que usam a fermentação tem a glicólise como a principal fonte de energia. E a fermentação é algo que nós encontramos no nosso dia a dia. Veja aqui, por exemplo, o iogurte. O iogurte é produto da digestão de açúcares presentes no leite por lactobacilos, que são um tipo de bactéria. Então, durante a fermentação, eles convertem piruvato em lactato, que é justamente o que dá o sabor característico para o iogurte. E esta aqui é a bactéria lactobacilos. Existem várias espécies de lactobacilos, várias variações que produzem cada um desses alimentos aqui, por exemplo, queijo, coalhadas e iogurte. Então, vamos dar uma olhada melhor aqui no que está acontecendo. Como eu mencionei, o ácido pirúvico... e aqui seria o ácido pirúvico por causa deste hidrogênio aqui; se ele for perdido, nós vamos ter o piruvato (aqui não tem o hidrogênio, veja!). E aqui os hidrogênios estão omitidos, estão implícitos; é simplesmente uma notação diferente. Mas este aqui seria o piruvato porque não tem o hidrogênio (então, piruvato). Então, o que acontece aqui, é que o ácido pirúvico ou piruvato é usado para oxidar o NADH em NAD⁺. Então, aqui, ocorre a oxidação. E o NAD⁺ pode ser usado então novamente na glicólise. E, quando o ácido pirúvico faz isso, ele fica reduzido. Ele é reduzido então em ácido lático, ou seja, ele ganha elétrons. E é por isso que chamamos de fermentação do ácido lático. Muitas vezes, nas aulas de Biologia, você aprende sobre o NADH, mas nem sempre a estrutura dele é mostrada. Eu vou mostrar aqui para vocês. E essa molécula é interessante porque partes dela são repetidas em outras estruturas biológicas. Aqui, por exemplo, é a nicotinamida; esta aqui é adenina (que é encontrada no ATP, DNA...); aqui, nós temos a ribose, aqui também; e temos aqui dois grupos fosfato. Temos aqui um nucleotídeo, outro nucleotídeo aqui. Então, nicotinamida adenina dinucleotídeo, e este nome faz muito sentido. E esta molécula é uma coenzima que nós aprendemos em outros vídeos. E a enzima que catalisa essa reação é uma desidrogenase. As enzimas são complexos proteicos. Então, seria alguma coisa mais ou menos assim. Então, nós temos o NAD⁺ (ou, no caso da fermentação do ácido lático, nós temos o NADH), e ele vai reagir com piruvato (deixe-me colocar de outra cor aqui). Esse aqui é um esquema então. E o que acontece é que o NAD vai ser oxidado, ou seja, ele vai perder 1 hidrogênio e 1 elétron extra (isto é, 1 hidreto). Bem, como isso acontece? O que acontece é que este nitrogênio aqui tem um par de elétrons livres, que pode formar uma ligação dupla, logo aqui. E, se esse carbono tem uma ligação dupla, agora essa vai ter que ser transferida para este, porque cada carbono faz somente 4 ligações. E, se aqui tem uma duplicação, como você pode ver no produto final, este carbono vai ter que tirar 1 ligação. Então, o que acontece é isto: o hidrogênio sai daqui deste carbono. Então, esta ligação vai sair. Pode se ligar a este carbono aqui. E este carbono que formou uma nova ligação covalente, vai se livrar de uma que já existia. E esse oxigênio pode então se ligar a um hidrogênio, formando, por exemplo, uma molécula de água ou um íon hidrônio. E como produto final, então, nós temos esta molécula aqui. E, já que este nitrogênio era essencialmente neutro, agora ele não é mais neutro; agora ele vai ter uma carga positiva, porque ele está compartilhando seus elétrons aqui com este carbono. Então, é por isso que chamamos de NAD⁺. Bem, pessoal, espero que vocês tenham gostado. E até o próximo vídeo!
O conteúdo de Biologia foi criado com o apoio da Fundação Amgen