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Transcrição de vídeo

RKA8JV Vamos nos lembrar do trabalho de Gregor Mendel. É importante ressaltar que não houve uma mudança imediata quando Mendel fez essas descobertas em 1866. Como acontece muitas vezes com as grandes descobertas da ciência, as que realmente mudam a forma de pensar das pessoas, não são levadas a sério logo de primeira, e, com o trabalho de Mendel não foi diferente, várias pessoas não levaram a sério e até mesmo ignoraram as suas ideias no ano de 1886. Até que, no começo dos anos 1900, as pessoas que redescobriram o trabalho dele perceberam que era algo realmente poderoso e que poderia ser ligado ao que estavam descobrindo no interior das células nesse período. Em vários momentos da história o homem percebeu que todas as criaturas viventes passam traços para sua prole. Eu poderia olhar para você e dizer: "você tem o cabelo de seu pai e os olhos de sua mãe, seu nariz é uma mistura dos dois, e você caminha como o seu primo". Nós sempre percebemos que passamos traços para a nossa prole, mas não havia realmente uma forma certa de se pensar sobre isso, e também não havia nenhuma forma de fazer predições testáveis, e foi isso que Mendel deixou para nós. Mendel fez observações a partir de plantas e ervilhas e disse: "esses são fatores hereditários". Existem fatores hereditários para, por exemplo, a altura da planta. Mendel trabalhava com plantas, então vamos pensar aqui como a altura da planta. Também pode haver fatores hereditários para a cor da flor. Então, um fator hereditário para a cor da flor. Ele percebeu que haviam diferentes versões desses fatores, que uma determinada planta podia ser alta ou baixa, então, a planta teria uma versão alta e uma versão baixa, para o fator altura. E foi importante ele ter percebido que a planta tinha essas duas versões, uma alta e uma baixa. Em alguns casos teriam duas dessas versões para alta, e ficaria algo assim. E também teriam duas versões para baixa, e o mesmo podia ocorrer para cor, poderiam ter duas. Ele também pode ter duas versões para a cor, por exemplo, esse aqui seria vermelho e esse aqui seria rosa. Em alguns casos a planta possuía duas cópias desse, assim como também podia possuir duas cópias desse, e o mesmo podia acontecer para a cor, e podia ter dois fatores para o vermelho e dois fatores para rosa. Mas, o mais importante, é que ele percebeu que haviam versões desses fatores. Hoje em dia nós chamamos esses fatores de genes, por exemplo, tem um gene para altura e um gene para a cor da flor. As variações desses genes, as variações desses fatores, hoje chamamos de alelos. Por exemplo aqui, você tem uma cópia do alelo alto e uma cópia do alelo baixo. Mendel percebeu que esses alelos eram passados dos pais para a prole, apesar de não saber como, e ele começou a descrever como esses traços eram passados. Ele percebeu que mesmo que você tivesse esses dois, eles tendem a se segregar quando passa para a próxima geração. O que eu quero dizer por segregação? Podemos dizer que é a lei da segregação. Lei da segregação. Quer dizer que essa primeira planta de ervilha, com essas duas versões, esses dois alelos, poderia passar para minha prole a característica alta, um alelo representado por "a" maiúsculo, que geralmente a gente chama de "A", ou "a" minúsculo, que geralmente chamamos de ''a". A cor, poderíamos passar o ''b" maiúsculo, que geralmente chamamos de ''B'', ou então, passaria o ''b'' minúsculo, que chamamos de ''b''. Logo, a prole pode ter alelos para alto, para baixo, para vermelho ou para rosa. Depois, ele percebeu que passar o ''A'' ou o ''a'' para a prole, não dependia de passar o ''B'' ou o ''b''. A forma que esse se dispõe, independe da forma que esse dispõe, o que é chamado de lei da combinação independente. Lei da combinação independente. Ele também observou que algumas dessas versões, desses alelos, são dominantes sobre as outras. Se uma prole tem uma versão alta e uma baixa, se a alta é dominante, o traço observado será o alto, e para ser baixo é preciso ter duas versões do alelo baixo. Isso que ele descreveu é a lei da dominância. Lei da dominância. Mas, mesmo que o trabalho de Mendel tenha sido grandioso, é importante perceber o que ele não sabia. Ele não fazia ideia de como isso estava acontecendo a nível molecular, a nível celular, e ninguém sabia de nada até que em 1900 surgem algumas teorias sobre como isso acontece. Em 1902 e 1903 esses dois homens, independentemente, começaram a pensar na teoria da herança cromossômica, que é chamada teoria da herança cromossômica de Boveri-Sutton, porque ao mesmo tempo perceberam que os cromossomos são o mecanismo celular, o mecanismo molecular pelo qual esses fatores se segregam e se combinam independentemente, essa é a teoria. A teoria cromossômica de Boveri-Sutton. Mesmo que eles soubessem que os cromossomos tinham alguma função, eles não sabiam exatamente o que existe dentro dos cromossomos, que permite que, de alguma forma, essa informação seja codificada, e chegaremos lá. Qual foi o pensamento chave deles? Começaram a olhar dentro das células durante a meiose, observando a forma que os cromossomos se comportam durante a meiose, que foi a descoberta depois que Mendel publicou as leis de herança. Esses caras estudavam, de forma independente, diferentes organismos. Potter Sutton estudava gafanhotos, Theodor Boveri estudava ouriços do mar, mas eles olharam para a meiose durante o processo de produção e fertilização e viram aí que os cromossomos começam a fazer algo muito parecido com essas leis de segregação, lei de combinação independente e lei da dominância. Lei da dominância nós vamos falar futuramente em outros vídeos. Esses dois cromossomos são diferentes, mas parecem ser muito parecidos, mesmo tamanho, mesmo formato. Esse é um par de cromossomos homólogos, e esse aqui é um outro par de cromossomos homólogos. Note, então, que cromossomos homólogo são parecidos, mas talvez sejam um pouco diferentes, não temos certeza, o que parece ser bem parecido com esses fatores. Talvez esse cromossomo tenha em algum lugar o que codifica para o alelo "A'' e talvez esse outro cromossomo tenha uma parte similar que codifica para o alelo ''a'', e isso faz sentido, porque eles são cromossomos homólogos, são similares, parece que eles codificam a mesma coisa, para os mesmos fatores, para os mesmos genes, mas pode haver alguma variação entre esses cromossomos, que são os alelos. Esses caras não podiam sequenciar os cromossomos, eles não sabiam como fazer isso, também nem sabiam que o DNA é parte importante do cromossomo. Mas eles disseram: ''bem, parece que essas duas coisas, se olharmos para o processo de meiose, parece que ela se segregam, se duplicam durante a meiose". Por exemplo, o ''A'' se replica aqui, assim como o ''a''. Você pode ter aqui um crossing over, e veremos isso quando revermos a meiose se não te parece familiar, mas eles segregam fica algo como isso. Você tem os ''A'' aqui e as cromátides irmãs se separam, e fica um ''A'' aqui e outro aqui. O mesmo ocorre para o ''a''. Veja que eles se combinam de forma independente dos outros cromossomos, esse pode ser o ''B'' e esse pode ser o ''b''. E se você tiver um ''B'' ou um ''b'' aqui, independe se você tem um ''A'' ou um ''a'', então, parece que os cromossomos se combinam de forma independente. Eles viram, com essa teoria cromossômica, que parece que os cromossomos são o que contém esses fatores hereditários que Mendel falava, já que os cromossomos se comportam de forma similar a esses fatores hereditários. Talvez os cromossomos codifiquem para múltiplos fatores hereditários que segregam e se combinam independentemente, e, pelo o que sabemos hoje, eles estavam certos. Isso foi um negócio muito grande, mas é importante lembrar que eles não tinham certeza, eles estabeleceram uma teoria e podiam fazer algumas observações com os gafanhotos e os ouriços do mar, e perceberam padrões entre o que Mendel escreveu, e a forma que os cromossomos se comportam durante a meiose. E sabiam que cada um desses produtos da meiose, cada um desses gametas se juntam a outros gametas para formar um outro organismo, os pais contribuindo com o ''A'' ou o ''a'', ou com o ''B'' ou o ''b'', o que era bem similar ao que Mendel descreveu. Então, eles deixaram um alicerce para a teoria, mas ainda não tinham certeza, eles não provaram isso definitivamente, levou mais uma década até que fosse provado. Mesmo assim, ninguém tinha realmente certeza de como esses diferentes traços eram codificados, e para isso teremos que esperar mais um pouco.
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