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Curso: Biblioteca de Biologia > Unidade 36

Lição 1: Curso intensivo: Biologia

Anatomia comparada: o que nos torna animais

Hank nos apresenta a anatomia comparativa, que estuda as semelhanças e diferenças na anatomia animal para apoiar a teoria da evolução e da ancestralidade comum dos seres vivos. Versão original criada por EcoGeek.

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Transcrição de vídeo

RKA11E Olá! Eu quero que vocês conheçam a minha amiga Shoshana. Ela é uma mandarim e é muito esperta. E vai nos ajudar falar sobre anatomia comparada, que é o estudo das semelhanças e diferenças entre anatomias de animais. Estudamos anatomia comparada porque nos ajuda a aprender mais sobre a evolução e ancestrais em comum. Organismos contém a história evolutiva, se você souber o que procurar. Por exemplo, qual desses dois organismos está mais relacionado comigo? Shoshana ou Gordon, a planta? Não é um teste. Melhor, é um teste sim, mas talvez esse seja o teste mais fácil que você já fez na sua vida. Gordon é verde, pode produzir seu próprio alimento apenas com a luz do sol, a água e CO₂. Shoshana não faz a própria comida. Ela tem que andar por aí, procurar o que comer, fugir de predadores, achar um parceiro, fazer caquinha no parque. Eu faço tudo isso, menos fazer caquinha no parque, eu só fico andando por aí. Chocante. Eu sou mais relacionado com o passarinho do que com uma planta. Você ganhou uma medalha. Parece óbvio, mas à medida que as relações entre os organismos vão se estreitando, as questões ficam mais interessantes. O que é um animal? Tá, você sabe o que é um animal, mas quando você olha para a Shoshana e para mim, quais características mostram que somos do reino animalia? Duas coisas. Primeiro nós nos movemos. Locomoção é um bom sinal de que um organismo é um animal, a menos que você seja uma esponja. Agora eu sei o que você está pensando. Embora os protistas, bactérias e Archaea se movam usando flagelos e cílios, eles têm apenas uma célula. A locomoção multicelular é muito peculiar, e específica dos animais. Os animais se movem por causa do segundo traço que temos em comum. Somos heterotrófos. Conseguimos energia nos alimentando de outras formas de vida. A locomoção também ajuda a evitar predadores e procurar parceiros para reprodução. Já a plantas se reproduzem por sementes levadas no ar, ou sendo utilizadas por um inseto. Se os animais terrestres fizessem isso, seria algo bagunçado e muito nojentos. Alguns animais aquáticos liberam suas células sexuais na água e ficam com os dedos cruzados e de boca fechada, esperando que alguém engravide. Já que animais precisam comer e se movimentar, eles evoluíram sua forma anatômica. Claro, essas formas não são as mesmas para todos os animais. Por exemplo, para nos movimentarmos, Shoshana e eu devemos ser capazes de aplicar a força no chão ou no ar para nos impulsionar. Aqui estou eu, empurrando o chão com os pés. E aqui está Shoshana aplicando uma força no ar com suas asas, para se manter no ar em movimento. Se tivesse um tubarão aqui comigo, que felizmente não tem, então eu vou fingir ser um tubarão, minhas barbatanas aplicariam uma força na água me impulsionando para frente. Agora, tome muito cuidado. Mesmo que as estruturas semelhantes como barbatanas, asas ou pés podem dizer que os animais têm um ancestral em comum, também pode significar que eles desenvolveram formas similares, pois é a melhor forma para uma ação. Isso só que chamamos de evolução convergente. Por exemplo, o atum, o pinguim e a foca são animais que passam todo, ou muito tempo na água. Um é peixe, outro é ave, e outro é mamífero, mas todos têm um conjunto de formas bem semelhantes, como um corpo fusiforme muito liso, permitindo com que deslizem na água e barbatanas para impulsionar os seus corpos. É claro que esses animais têm origens evolutivas muito diferentes. Cada um desses três animais marinhos convergiram independentemente, em formas de corpo semelhantes, porque vivem no mesmo ambiente e precisam fazer as mesmas coisas. Exemplos de evolução convergente podem fazer a ligação entre estruturas físicas de um animal e sua história evolutiva. É por isso que, por muito tempo, ninguém realmente apostou em anatomia comparada como prova da evolução, até que chegou Thomas Henry Huxley. Thomas Henry Huxley foi o pai da anatomia comparada, o pai da paleontologia moderna. Inventou a palavra agnóstico para descrever seu ponto de vista religioso. E ele foi a primeira pessoa a concluir que as aves evoluíram de pequenos dinossauros carnívoros. Ainda bem que estou sentado. Além disso, temos muito respeito pelo seu rosto barbudo. Huxley nasceu na Inglaterra em 1825, era médico e começou a trabalhar como cirurgião em um navio. Com 20 anos, fez uma viagem à Austrália e começou a estudar invertebrados marinhos. Na viagem ele viajava todos os seus trabalhos para a Inglaterra, quando voltou descobriu que tinha se tornado um famoso especialista em invertebrados marinhos e foi admitido na sociedade real. Huxley fez amizade com outros cientistas prestigiados, incluindo Charles Darwin. Alguns anos depois, quando Darwin escreveu sua teoria de evolução, em "A Origem das Espécies", relatam que Huxley tenha falado: "Como fui estúpido por não ter pensado nisso?" De fato, ele se tornou um grande defensor de Darwin. Inclusive, todos passaram a chamá-lo de bulldog do Darwin, porque ele ameaçou cortar o tolo que falasse mal da evolução. A próxima fofoca é melhor. Olha o que Huxley disse sobre "A Origem das Espécies": "Algumas mulheres, de ambos os sexos, consideram o conteúdo deste livro algo muito perigoso". Você levou um "Hux-tapa". Com essa nova ferramenta da teoria da evolução, e em parte, para ajudar a promover a teoria da evolução, Huxley conectou a Paleontologia com a Biologia, procurando semelhanças anatômicas em fósseis. Então ele descobriu coisas muito interessantes, como semelhanças entre fósseis de cavalos pré-históricos, e de cavalos dos dias atuais, bem como entre dinossauros e aves. Embora só tenham acreditado completamente em suas ideias 100 anos depois. Caso você não tenha certeza que a inteligência é hereditária, Thomas Henry Huxley é o avô de Aldous Huxley, autor de "Admirável Mundo Novo", e do Sir. Andrew Huxley, o cara que ganhou o Prêmio Nobel de fisiologia ou medicina em 1963. Então, todos os animais possuem a mesma origem evolutiva, além de dividirem algumas estruturas anatômicas. Como Huxley estudou, nós também somos feitos a partir do mesmo modelo rudimentar. Funcionamos quase igual, não importa que animal somos. Animais têm estratégias diferentes para se movimentar e achar comida. Mas quando comemos, a comida é digerida, transformada em energia e nutrientes e eliminamos o excesso. Isso é igual entre os animais, a menos que seja uma esponja. Cada uma destas funções é realizada por um grupo de células, e um conjunto de células forma os tecidos. Tem 4 tipos de tecidos do corpo humano: o tecido epitelial, o tecido conjuntivo, o tecido muscular e o tecido nervoso. O tecido epitelial é formado por células que se ligam estreitamente, uma camada de tecido reveste cada órgão e delimita o trato digestório, protegendo contra ácidos, fezes e outras coisas, para não irem para onde não deveriam. O tecido epitelial também produz um fluido que permite que seus órgãos deslizem uns sobre os outros, como a membrana que reveste o interior das costelas. Assim como seus pulmões, que não friccionam, à medida que inflam e se expandem. A maior parte do tecido conjuntivo é formada por fibras de colágeno, ele dá suporte e estrutura para o seu corpo, mantém tudo unido. Alguns exemplos de tecido conjuntivo incluem as camadas internas da sua pele, seus tendões, ligamentos, cartilagem e ossos. O tecido conjuntivo não é definido por sua capacidade de unir, mas sim pela presença de uma matriz extracelular. O que significa que parte do tecido se estende para fora da célula. Complicando um pouco, sangue e gordura também são tecidos conjuntivos. O tecido muscular é praticamente formado por duas proteínas especializadas: actina e miosina. Elas podem deslizar uma sobre a outra e permitir o movimento. Ele também possui muitas outras proteínas, incluindo a palavra mais longa do mundo, abreviada como titina. Finalmente, temos o tecido nervoso que gera e conduz os impulsos nervosos no corpo. Essas mensagens elétricas são comandadas pelo tecido nervoso no cérebro, e transmitida pela medula espinhal para o resto do corpo. O tecido nervoso é formada por dois tipos de células: os neurônios, que têm a função elétrica, e as células gliais, que isolam e ajuda os neurônios. Esses tecidos estão organizados em órgãos que desempenham diferentes funções no corpo. E esses órgãos atuam juntos nos sistemas orgânicos, por exemplo, a maioria dos animais possuem um sistema digestório formado por uma boca, um esôfago, um estômago e intestinos, e um ânus. Muitos animais possuem o sistema esquelético formado por ossos, tendões ligamentos e cartilagem. Vamos falar sobre cada sistema em detalhes em outras aulas. Os sistemas orgânicos e as diferentes estruturas anatômicas são compartilhadas por diferentes tipos de organismos, menos uma esponja. Porque o organismo que desenvolveu há cerca de 1,6 bilhões de anos, um sistema digestório e um sistema muscular, e de repente esse organismo foi selecionado. Esse organismo foi o único ancestral comum de todos os animais atuais. Então por isso, Shoshana e eu vamos agora à reunião da família animal.