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Conteúdo principal

Sucessão ecológica

Sucessão como mudança progressiva em uma comunidade ecológica. Sucessão primária vs secundária. A ideia de uma comunidade clímax.

Principais pontos

  • Sucessão é uma série de mudanças progressivas na composição de uma comunidade ecológica ao longo do tempo
  • Na sucessão primária, rochas recentemente expostas ou formadas são colonizadas por organismos vivos pela primeira vez.
  • Na sucessão secundária, uma área previamente ocupada por seres vivas é perturbada—desorganizada—e então colonizada novamente após o distúrbio.

Introdução

Você alguma vez olhou para uma paisagem com uma comunidade de plantas e animais, complexa e diversificada—como uma floresta—e imaginou como ela ficou assim? Houve um tempo em que aquela área deve ter sido uma pedra nua, todavia hoje ela sustenta uma rica comunidade ecológica constituída por populações de espécies diferentes que vivem juntas e interagem uma com a outra. Provavelmente, isso não aconteceu do dia para a noite!
Os ecólogos tem um forte interesse na compreensão de como as comunidades se formam e se modificam ao longo do tempo. De fato, eles gastam um tempão observando como as comunidades complexas, tais como as florestas, surgiram de terras desertas ou da rocha nua. Eles estudam, por exemplo, locais onde houveram erupções vulcânicas, recuo de geleiras, ou onde incêndios florestais varreram a terra, expondo as rochas.
Estudando esses locais através do tempo, os ecólogos foram vendo os processos graduais de mudança nas comunidades ecológicas. Em muitos casos, uma comunidade surgindo numa área perturbada sofre uma série de mudanças na composição, muitas vezes ao longo do curso de muitos anos. Esta série de mudanças é chamada de sucessão ecológica.

Sucessão

Sucessão ecológica é uma série de mudanças progressivas na composição das espécies da comunidade, ao longo do tempo. Os ecólogos geralmente identificam dois tipos de sucessão, que diferem em seus pontos de partida:
  • Na sucessão primária, rocha recentemente exposta ou formada é colonizada por seres vivos pela primeira vez.
  • Na sucessão secundária, uma área previamente ocupada por seres vivos é perturbada e então recolonizada depois da perturbação.
A sucessão geralmente envolve uma progressão de comunidades com baixa diversidade—que pode ser menos estável—para comunidades com diversidade de espécies mais alta—que pode ser mais estável1—ainda que isto não seja uma regra universal.

Sucessão primária e espécies pioneiras

A sucessão primária ocorre quando uma terra nova é formada ou a rocha nua fica exposta, provendo um habitat que pode ser colonizado pela primeira vez.
Por exemplo, a sucessão primária pode ocorrer após a erupção de vulcões, tal como na Big Island do Havaí. Conforme a lava flui para o oceano, novas rochas são formadas. Na Big Island, aproximadamente 32 acres (129490 m2) de terra são adicionados a cada ano. O que acontece com essa terra durante a sucessão primária?
Primeiro, as intempéries ou outras forças naturais fragmentam o substrato, a rocha, o suficiente para o estabelecimento de certas plantas resistentes e liquens, com baixas exigências quanto ao solo, conhecidas como espécies pioneiras, veja imagem abaixo. Essas espécies ajudam a quebra da lava rica em minerais em solo onde outras espécies, menos resistentes podem crescer e eventualmente substituir as espécies pioneiras. Além disso, quando as espécies pioneiras crescem e morrem, elas contribuem para o crescimento dessa camada crescente de material orgânico em decomposição e para a formação do solo.
Foto de plantas suculentas colonizando a lava durante a sucessão primária em Maui.
Durante a sucessão primária na lava em Maui, Havaí, as plantas suculentas são as espécies pioneiras. Crédito da imagem: Community ecology: Figure 17 por OpenStax College, Biology, CC BY 4.0; trabalho de Forest e Kim Starr
Esse processo se repete várias vezes durante a sucessão. Em cada fase, novas espécies movem-se para a área, geralmente devido a mudanças ambientais promovidas pelas espécies precedentes, e podem substituir suas predecessoras. Em algum momento, a comunidade pode atingir um equilíbrio relativamente estável e parar de alterar sua composição. No entanto, não está claro se sempre ocorre—ou mesmo se geralmente ocorre—um ponto final estável na sucessão, como discutiremos mais adiante neste artigo.

Sucessão secundária

Na sucessão secundária, uma área previamente ocupada é recolonizada após uma perturbação que mata uma grande parte ou toda a comunidade.
Um exemplo clássico de sucessão secundária ocorre em florestas de carvalho e nogueira após incêndios. Os incêndios queimam a maior parte da vegetação e matam animais incapazes de fugir da área. Seus nutrientes no entanto, retornam para o solo em forma de cinzas. Quando uma área perturbada já tem um solo rico em nutrientes, ela pode ser recolonizada muitos mais rapidamente que a rocha nua da sucessão primária.
Antes de um incêndio, a floresta de carvalhos e nogueiras teriam sido dominadas por árvores altas. Sua altura teria sido útil na aquisição de energia, pela exposição à luz solar, enquanto sombreava o solo e outras espécies das camadas mais baixas da floresta. Depois do incêndio, no entanto, estas árvores não rebrotam imediatamente. Em vez disso, as primeiras plantas a retornarem são geralmente as plantas anuais—plantas que vivem apenas um ano—seguidas dentro de poucos anos, por gramíneas que crescem e se alastram. As colonizadoras iniciais podem ser classificadas como espécies pioneiras, por fazerem parte da sucessão primária.
Um diagrama que mostra a sucessão em uma floresta. Há 7 imagens no diagrama. A primeira imagem é uma chama. A segunda imagem mostra somente solo. A terceira imagem mostra o início de uma nova vegetação. As demais imagens mostram um aumento na vegetação, incluindo arbustos e árvores. A imagem final mostra uma floresta.
Crédito da imagem: modificado de Forest succession por Lucas Martin Frey, CC BY 3.0
Durante muitos anos, devido ao menos em parte a mudanças ambientais causadas pelo crescimento de capim e outras espécies, os arbustos irão emergir, seguidos por pequenos pinheiros, carvalhos e nogueiras. Eventualmente, na ausência de distúrbios adicionais, as árvores de carvalho e nogueiras irão tornar-se dominantes formando um dossel denso, e a comunidade retornará a seu estado original—sua composição de antes do incêndio. Esse processo de sucessão leva cerca de 150 anos.

O percurso e o final da sucessão

Os primeiros ecólogos que estudaram a sucessão imaginavam que ela era um processo previsível no qual a comunidade sempre passava pela mesma série de fases. Eles também pensavam que o resultado final e imutável da sucessão era uma comunidade clímax, amplamente determinada pelo clima da área. Dessa forma, no exemplo acima, uma floresta madura de carvalho e nogueira seria a comunidade clímax.
Atualmente, a ideia de um caminho estabelecido para a sucessão e de uma comunidade clímax estável tem sido questionada. Ao invés de seguir um caminho predeterminado, parece que a sucessão pode seguir diferentes rotas dependendo das especificidades da situação.1 Além disso, ainda que as comunidades clímax estáveis possam se formar em alguns casos, isso pode não ser o comum em muitos ambientes. Os ecossistemas podem sofrer perturbações frequentes que impedem a comunidade de atingir um estado de equilíbrio—ou que colocam-na rapidamente fora desse estado, se ela conseguir alcançá-lo.

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