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RKA - Na Europa, os anos de 1700 são referidos como a era do Iluminismo. Tínhamos acabado de passar pelo Renascentismo. A ciência e a razão foram redescobertas nos anos de 1700, e que traria mais progresso para a sociedade. Saindo de 1700, e entrando em 1800, começa a surgir a Revolução Industrial. E as pessoas viram o crescimento do progresso humano. E devido a isso, algumas pessoas estavam dizendo Então a humanidade pode continuar melhorando para sempre, até o momento que vai acabar a pobreza, vamos transformar o mundo numa sociedade utópica. Sem guerras, sem conflitos de nenhum tipo. De fato, desde então, houve muitas melhorias, mas nem todo mundo era tão otimista assim. E uma dessas pessoas não tão otimistas, foi Thomas Malthus. E esse é um pedaço dessa obra dele: Ensaio sobre o princípio da população. O poder de crescimento da população é tão superior ao poder do solo para produzir a subsistência para o homem, que a morte prematura, de uma maneira ou de outra, ataca a espécie humana. Os vícios da humanidade são os ativos e hábeis agentes do despovoamento. Eles são os antecessores do grande exército da destruição e frequentemente, eles próprios executam o pavoroso trabalho. Entretanto, quando eles fracassam nessa guerra de extermínio, períodos de enfermidade, epidemias, peste e praga entraram em ação com uma terrível disposição e eliminou milhares de dezenas de milhares de homens. Quando o sucesso fosse ainda incompleto: a fome gigantesca e inevitável espreita na retaguarda e com um possante sopro varre a população e o alimento do mundo. Essa era a ideia principal dele. Ele viveu um tempo em que as pessoas estavam bem otimistas mesmo quanto ao futuro, que o progresso seria eterno, até que se chegasse a essa civilização utópica. Mas, para Thomas Malthus, se a população pudesse reproduzir e aumentar, e eles vão. Vamos esquematizar aqui. Nesse eixo, a gente coloca a população. População. E no eixo aqui de baixo, a gente vai ter o tempo. Então ele percebeu se as pessoas tivessem alimento e tempo, eles iam se reproduzir e aumentar o tamanho da população. Ia aumentar tanto, a ponto de que a terra não seria capaz de produzir comida suficiente para alimentar toda essa gente. Então para ele, tinha um limite, que era baseado na quantidade de alimento que a Terra podia produzir e suportar. E se a população passar desse limite, os mais diversos problemas da sociedade vão começar a aparecer de uma vez. E se o homem não começar a se matar pelos recursos, as epidemias, as pestes, pragas, fome, vão fazer isso por eles. Exemplificando, você tem um grupo de pessoas que têm bastante recursos, e por isso estão se reproduzindo, super aumentando a população. E um grupo de pessoas que não possui tantos recursos assim, por conta disso, começam a lutar por eles, e assim, começa uma guerra. Ou então, surge uma praga que ataca essa superpopulação que diminuiria drasticamente o número de pessoas. Então, você acaba oscilando por esse limite, que geralmente é referido como limite malthusiano. Que é, basicamente, o limite que a população consegue se sustentar. E Thomas acreditava nas melhorias das tecnologias, principalmente voltadas à agricultura. E que esse limite poderia aumentar. Mas, mesmo com o limite aumentando, a população voltaria a atingir esse limite sempre. E as coisas que ele previu ainda aconteceriam. Algumas pessoas podem pensar: nossa, ele era tão pessimista. Olha só como a gente está, a quantidade de alimentos que a gente possui. Passamos por várias revoluções na agricultura, e eles estão certos. Nós realmente podemos aumentar a nossa população, já que essa linha aumentou muito mais rápido do que a própria população. Então, nós temos muito mais calorias suficientes por pessoa, do que em qualquer outro momento da história. Não dizendo que ele estava errado, mas que ele estava sendo pessimista, sobre quando esse limite seria alcançado. Outro ponto que talvez você pense que ele também estava errado, é esse princípio de que se a população puder crescer, ela vai crescer de fato. Que se tem comida, e tempo, as pessoas vão se reproduzir. Mas eu mostro aqui, na taxa de crescimento populacional, de algumas populações modernas. E você pode ver, que o crescimento populacional dos Estados Unidos é bem baixo, mas ele ainda é positivo. Mas se você olhar para o Japão e para a Alemanha, o crescimento populacional é negativo. Se você tem só a população, sem taxa de imigração, crescendo por si só, você tem um crescimento negativo. Então, é uma possível evidência, de que Thomas Malthus estava errado, ou na verdade, não estava completamente certo. Ele pode não ter contado que as sociedades ficariam e ricas educadas o suficiente a ponto de que eles não fossem querer só ter um monte de filhos. Mas que fariam outras coisas com seu tempo. Então, eu queria expor essa ideia. Só o tempo vai ser capaz de dizer se esse limite, se a produtividade vai continuar nessa taxa de crescimento mais rápido que a população, e se as populações vão crescer continuamente como essa linha. Talvez aconteça como no Japão e na Alemanha. Porque dessa forma, não existem chances de atingir o limite malthusiano. Se você quer um exemplo de uma sociedade que tem um limite próximo ao limite malthusiano, aqui está: Bangladesh. Eles são o país com maior densidade populacional do mundo com 900 habitantes por quilômetro quadrado. Isso é 30 vezes maior do que a densidade nos Estados Unidos. Pegue uma pessoa nos Estados Unidos, troque por 30, e tenha uma ideia do quão denso é Bangladesh. Assim como no passado, eles ainda têm problema com fome e disponibilidade de recursos. Mas, é uma terra bem fértil, graças ao rio Ganges. E esperamos que eles conseguiram sair desses problemas.
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