Se você está vendo esta mensagem, significa que estamos tendo problemas para carregar recursos externos em nosso website.

If you're behind a web filter, please make sure that the domains *.kastatic.org and *.kasandbox.org are unblocked.

Conteúdo principal

Acoplamento de reações para a criação de glicose-6-fosfato

Acoplamento de reações para a criação de glicose-6-fosfato.

Quer participar da conversa?

  • Avatar piceratops ultimate style do usuário Filipe Ulian
    Porque MG²+ ?
    (3 votos)
    Avatar Default Khan Academy avatar do usuário
    • Avatar blobby green style do usuário Lucas Melo
      Algumas enzimas funcionam somente quando ligadas a componentes químicos que fazem seu sítio ativo (o lugar onde ocorre a reação enzimaticamente catalisada) ser "ativado". Quando esses componentes "ativadores" da enzima são orgânicos, são chamados coenzimas (são as famosas vitaminas); quando esses "ativadores" da enzima são inorgânicos, são chamados cofatores, e podem ser os íons, como por exemplo o Mg2+. Porque é especificamente Mg2+ atuando como cofator da exoquinase já é algo relacionado à forma dessa enzima, sua atuação, e tudo o mais. No vídeo ficou explicado que a carga positiva do cofator Mg2+ auxilia na aproximação do ATP à enzima, que tem cargas negativas nos grupos fosfato, mas eu sugiro pesquisar isso a fundo se estiver curioso.
      (6 votos)
  • Avatar old spice man green style do usuário Lara Boy Isidoro Vasconcelos
    Por quê do Mg²+ é importante na reação?
    (1 voto)
    Avatar Default Khan Academy avatar do usuário
Você entende inglês? Clique aqui para ver mais debates na versão em inglês do site da Khan Academy.

Transcrição de vídeo

RKA7JV - É super valioso para os sistemas biológicos ser capaz de levar uma molécula de glicose para dentro da célula e poder fosforilá-la. E a vantagem disso é que, ao fosforilá-la, é mais difícil a molécula da glicose-6-fosfato sair do interior da célula. Esse processo só acontece a partir do encadeamento de reações dentro de uma célula. E esse é o objetivo desse vídeo, demonstrar o processo de encadeamento de duas reações com a formação da glicose-6-fosfato. A célula quer armazenar o maior número de moléculas de glicose que ela pode. Quando a glicose não está fosforilada, ela é capaz de passar pela membrana celular e, assim, a célula perderia. Mas, uma vez que recebe esse grupo fosfato, ela não é mais capaz de passar pela membrana celular e fica retida na célula. E essa molécula aqui é muito importante para uma série de eventos intracelulares. Mas essa reação de fosforilar a glicose é uma reação que requer energia. Ela é uma reação endergônica. Ela tem um ΔG positivo. Ela vai precisar de energia e, como nós já falamos, a energia da célula é o bom e velho ATP, que está demonstrado aqui. Então, o que vai acontecer? Acontece que haverá uma reação de hidrólise do ATP com a liberação desse grupo fosfato aqui. Embora não exista exatamente uma molécula de água nessa reação, é um processo de hidrólise que vai acontecer. Energeticamente, essa reação é muito favorável à formação da glicose-6-fosfato, pois ela é uma reação exergônica, como nós já falamos. É uma reação exergônica com a liberação de 30,5 quilojoules por mol de energia. Ela não vai acontecer apenas em soluções. Nas situações ideais, dentro de uma célula, essa reação aqui acontece. E vai produzir a glicose-6-fosfato mais o ADP. Então, o que nós podemos fazer é parear essas duas reações e o que nós veremos é que haverá ATP mais glicose, e vão resultar em glicose-6-fosfato mais ADP. Energeticamente, nós podemos fazer a mesma coisa, somar essas duas energias. O que nós teremos é um ΔG de -30,5 quilojoules por mol, mais 13,8 quilojoules por mol, e teremos um ΔG de -16,7 kJ/mol. Então, essa reação aqui será exergônica, vai acontecer espontaneamente. Ela não terá uma liberação de energia tão grande quanto a reação de hidrólise, mas, ainda assim, há liberação de energia. Agora que nós já vimos como ela acontece, vamos olhar para o mecanismo dessa reação. Esse par de elétrons aqui fará um ataque nucleofílico ao grupo fosfato. Deixe-me indicá-lo para você. Então, este par de elétrons fará um ataque nucleofílico ao fósforo desse grupo fosfato. Mas, como já falamos no vídeo sobre a hidrólise do ATP, para que isso aconteça é necessária uma enzima chamada, genericamente, de hexoquinase. A hexoquinase estará ligada à íons magnésio que atrairão, então, os elétrons desses oxigênios aqui, e, assim, vão tornar possível que esses elétrons da glicose façam esse ataque nucleofílico ao fosfato do ATP. Ao haver a quebra, o que acontecerá após a quebra desse grupo fosfato é que os elétrons retornarão a esse oxigênio, resultando nessa carga negativa do ADP. Ao final da reação, nós teremos: glicose-6-fosfato, mais ADP. Agora, você pode ter reparado que havia um hidrogênio aqui, e que esse hidrogênio não está aqui. O que acontece, geralmente, é que uma molécula de água acaba sequestrando esse hidrogênio, e sobra só a molécula de glicose-6-fosfato. Espero que eu tenha lhe dado uma noção de como acontece o encadeamento de reações e de como o ATP é importante nesse processo. Além de sinalizar a importância de enzimas nas reações, como essa aqui, a hexoquinase, com a formação da glicose-6-fosfato.