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Transcrição de vídeo

RKA4JL - Olá, pessoal! Neste vídeo, nós vamos falar um pouco sobre a formação do nosso planeta, do planeta Terra. Isso é bem interessante e leva a um caminho tortuoso, perigoso, cheio de impactos e... bom, não foi nada pacífica a formação da Terra. Então, tudo começa em uma nebulosa planetária, ou melhor, em uma supernova. Essa aqui é uma supernova chamada de supernova de Kepler. Vou abreviar, "SN" de Kepler. É uma supernova que a gente tem registro de que foi observada pelas pessoas na época, por Kepler, por exemplo, em 1604, se não me engano, foi quando isso aconteceu, e quando essa supernova aconteceu, e a gente já viu isso em outros vídeos, ela espalhou matéria da estrela por todos os lados, uma quantidade exorbitante de material percorrendo grandes quantidades, grandes distâncias. E na verdade, isso que a gente vê é uma onda de choque que leva toda essa matéria junto com ela. Então a gente tem, por exemplo, uma estrela aqui no centro, e essa estrela, quando acontece a supernova, acaba empurrando todo esse material para o lado de fora, levando tudo que estiver no caminho consigo porque é uma explosão violentíssima. E como uma supernova ajuda... na verdade, como uma supernova, que é a destruição de uma estrela, ajuda na formação de outra? Bom, vamos supor que a gente tenha uma nuvem molecular permeando o espaço, só que essa nuvem não tenha atingido uma massa crítica, ou seja, uma massa suficiente para começar a se condensar em objetos maiores, em corpos maiores por atração gravitacional. Nesse caso, quando a supernova, que está... vamos supor, aqui, chegar nela, vai causar uma perturbação e acabar levando esse material junto com ela. Então, esse material acaba ficando mais próximo um do outro e isso, sim, vai gerar uma massa crítica para que essa matéria comece a se condensar em uma nova estrela. Pelo menos é assim que a gente acha. Essa é a hipótese planetária de nebulosa por meio da qual a gente acha que surgiu o sistema solar e, consequentemente, a Terra e todos os planetas que estão aqui. Então, a gente acredita que uma supernova aconteceu na nossa vizinhança galáctica e acabou mexendo na nuvem que antes ainda não era um sistema solar, mas que era uma grande nebulosa, e acabou gerando o Sol e, consequentemente, os planetas. Agora, passando um pouco para frente no tempo, o próximo estágio depois desse material começar a se condensar, é isso aqui, que nós chamamos de nebulosa planetária. Então, aqui no centro (deixe-me pegar uma cor um pouco mais fácil de visualizar), aqui no centro nós temos o que, no futuro, vai se tornar o Sol. Aqui no centro a matéria já se condensou, começou a fusão, por exemplo, e começou a gerar todos os novos elementos. Mas existe esse disco em volta da nossa estrela primordial, nosso Sol primordial, que é um disco de acreção, é um disco de sedimentos de poeira e gases. E nesse aqui, vamos supor, vão ter várias partículas que adquiriram momento angular suficiente para não cair dentro do que vai se tornar o Sol. As partículas que conseguiram momento angular suficiente que ficam girando em torno do Sol aqui, são as partículas que futuramente vão gerar os planetas, asteroides, cometas e etc. Tudo o que existe em um sistema solar. Então, vamos supor que, depois de muito tempo, essas partículas comecem a se agregar e formem um dos nossos chamados planetesimais. Esses planetesimais, por exemplo, vão começar a se agregar e formar os protoplanetas, que são um pouco maiores, e assim vai. Só que o importante é saber que essa fase de nebulosa planetária era extremamente caótica: planetesimais se formavam, planetesimais batiam uns nos outros e era uma colisão, todos os dias eram colisões, colisões, colisões, e isso acabou, por incrível que pareça, gerando o nosso planeta bonito que a gente tem hoje. E também gerou todos os outros planetas Então, só para mostrar, eu tenho aqui uma foto real de uma nebulosa planetária em torno da estrela HL Tauri. Se eu não me engano, essa foto foi tirada com um telescópio do deserto do Atacama. E no centro a gente tem aqui, então, a estrela que está se formando e, em volta, nós temos esse disco de acreção de poeira, gás, etc, que está formando planetas. Então, isso que a gente está vendo, na verdade, essa representação... A gente está vendo, na vida real, a representação artística que nós temos aqui. Então, aqui está o que acontece na vida real. É bem parecido, não é? Olha só a representação e o disco protoplanetário que a gente vê na vida real. Só que agora vem uma parte ainda mais curiosa: durante a formação da Terra (vou desenhar, aqui. Vamos supor que isso é a nossa Terra primordial), a Terra, antes de se formar como Terra, nesse período de formação, era bombardeada por detritos espaciais, por aqueles planetesimais que vinham, colidiam com ela e acabam deixando-a muito quente. Então, na verdade, a superfície da Terra, se você pudesse voltar no tempo e olhar, não seria nada parecida com o que a gente vê hoje: seria magma, uma superfície quente, basicamente rocha derretida, e seria realmente caótica, um inferno. E vocês podem estar se perguntando o que é essa imagem, aqui, e eu vou explicar agora. Isso aqui é a formação da Lua, é a teoria do Grande Impacto, é a maneira como a gente acredita, hoje, que a Lua foi formada. Mais ou menos, há 4,6 bilhões de anos, quando a Terra ainda estava no seu período de formação, um outro corpo, que a gente pode chamar de um protoplaneta, mais ou menos do tamanho de Marte, que a gente chama de Theia - Theia, se não me engano, é um deus grego, filho de Saturno. Não, de Urano -, um planeta chamado Theia, se chocou contra a Terra resultando nessa imagem aqui, nessa representação artística. Só que essa colisão aqui na imagem está representada como se fosse uma colisão perpendicular ao plano da Terra, mas a gente não acredita que foi assim. A gente acredita que, na verdade, passou de raspão na Terra, vamos dizer assim. Então, vamos supor que Theia chegou, vamos supor que (deixe-me pegar uma outra cor aqui), vamos supor que ele colidiu mais ou menos assim, de raspão, e depois disso (vou passar um pouquinho na frente o tempo), vamos supor que a Terra ficou derretida, porque isso libera uma quantidade exorbitante de energia, (então, deixe-me desenhar a Terra derretida) Então, vamos ter a Terra e uma parte derretida, onde foi a colisão. E vou ter a parte de Theia que também derreteu, então vai ficar, mais ou menos, aqui. Então, depois dessa colisão, a matéria que não caiu de volta na Terra e que não foi enviada para o espaço de volta ficou em órbita na Terra e acabou gerando o que hoje a gente conhece como a nossa Lua. Uma maneira bem excêntrica de se formar uma lua. Aposto que vocês não imaginavam, ou pelo menos quem já sabia acho que já conhecia, mas quem não sabia aposto que não imaginava que a Lua tinha se formado de uma grande colisão. Só que a Terra não era o único planeta que sofria colisões nessa época. Na verdade, existe um período chamado, na época de formação desses planetas do sistema solar, que é chamado de período do "Grande Bombardeamento", o nome sugere o que aconteceu: vários pedaços de planetesimais, como a gente tem aqui nessa imagem, vários pedaços desses planetesimais se chocavam uns com os outros desgovernadamente, e quando tinha um planeta maior, por exemplo, vamos supor uma Terra já se formando, eles colidiam com isso, e isso fazia com que a superfície do planeta ficasse vermelha, ardendo em chamas e magma. E ainda hoje, se a gente cavar fundo o suficiente na Terra, a gente acha magma na camada um pouco mais inferior do manto, por exemplo. A gente já viu um vídeo sobre isso e vamos falar mais sobre isso nos próximos vídeos. Só que agora, passando mais para a frente o tempo ainda, ou melhor, acho que nem vai sair do tempo, mas eu quero mostrar para vocês esse relógio, esse relógio geológico em que cada cor - ele não fica todo na tela, mas cada cor - representa um éon. Éon é a palavra que se dá para um período geológico que geralmente... não existe um tamanho específico para um éon, mas geralmente é mais de 500 milhões de anos. Por exemplo: Já fizeram uma proposta em 1954, se eu não me engano, de transformar um éon em uma unidade fixa de 1 bilhão de anos, mas não foi aceito. Então, um éon é o maior período de escala geológica de que se pode falar. E tudo isso que a gente viu aqui em cima, do período de grande bombardeamento, da formação da Lua, com a colisão com o Theia, tudo isso acontece nesse éon que nós chamamos de Hadeano. Nesse período você não encontraria vida na Terra, embora a gente ache que as primeiras formas de vida, que são arqueobactérias, surgiram bem aqui, nessa última fatia do éon hadeano. Mas se você viesse, por acaso, para a Terra e a visitasse durante esse período, você veria uma Terra infértil, uma Terra inóspita, porque a superfície estaria coberta de magma, estaria sendo bombardeada por micrometeoritos, por outros planetesimais e seria um verdadeiro inferno. Então, depois dessas arqueobactérias, surgiu um período, um éon que leva o nome delas, o éon Arqueano, em que as arqueobactérias começam a fazer fotossíntese, como a gente pode ver aqui. E aí começa a origem da vida. Só que a origem da vida é o tema do próximo vídeo. Então, espero que vocês tenham entendido mais ou menos a formação da Terra. E no próximo vídeo, nós discutiremos o início da vida.
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