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Estrutura molecular dos triglicérides (gorduras)

Transcrição de vídeo

RKA5GM - Neste vídeo, vamos estudar a estrutura molecular dos triglicerídeos. Na linguagem cotidiana, muitas vezes chamamos os triglicerídeos de "gorduras". E muitas vezes, essa é uma palavra temida, mas, como veremos, ela é essencial para a vida. Não podemos deixar de falar também que, às vezes, as gorduras em forma líquida são referidas como se fossem óleos. Enfim, os triglicerídeos, que é uma palavra que você costuma ouvir quando vai ao consultório médico, às vezes, também são referidos como triacilglicerol. Eu gosto mais desse segundo nome porque faz muito mais sentido quando você fala em quebrar a molécula triacilglicerol. Mas, resumindo, triglicerídeos são literalmente gorduras. Quando a maioria das pessoas estão se referindo à gordura, elas estão falando dos triglicerídeos. Por exemplo, se você fosse checar o seu colesterol, provavelmente, você teria um relatório sobre os triglicerídeos, já que se trata de uma medida da concentração de gordura no sangue. Mas vamos pensar um pouco mais sobre o que é o triglicerídeo. Aqui, eu tenho as moléculas constituintes de um triglicerídeo. Essa molécula à esquerda, isso aqui é o glicerol. Podemos ver que temos uma cadeia de três carbonos bem aqui, cada um desses átomos de carbono está ligado ao grupo hidroxila, um grupo OH. Isso, claro, é um álcool, isso aqui que faz com que o glicerol seja um álcool. Às vezes, isso também é chamado de um "triol", ele tem três grupos de hidroxila bem aqui. E isso é considerado como sendo um álcool de açúcar. Um álcool de açúcar. Então, por isso aqui, que é o álcool, e ele tem esses grupos de hidroxila e também é doce. Se você realmente beber uma solução de glicerol, ele realmente vai ser doce. E você já deve estar familiarizado com a palavra glicerol, quando você ouve falar em glicerina. Glicerina está se referindo ao glicerol. Então, temos o glicerol bem aqui. E o glicerol pode formar um triglicerídeo quando essa molécula de glicerol reage com três moléculas de ácidos graxos. Então, tudo isso aqui do lado direito são os ácidos graxos. Isso aqui é um ácido graxo, e isso aqui é um ácido graxo e isso aqui também é um ácido graxo. Mas por que nós chamamos isso de "graxos"? Por que nós chamamos essas cadeias de "ácidos graxos"? Bem, você tem essa parte aqui, que tem essas longas cadeias de carbono. Eu coloquei essas reticências aqui, porque essas cadeias podem ter diferentes números de átomos de carbono, elas podem chegar a ter cerca de 20 carbonos. Os sistemas biológicos tendem a ter o mesmo número de carbonos e, na maioria da biologia animal, podemos encontrar entre 16 a 20 carbonos, e se for um número par, estamos falando de 16, 18, 20 carbonos desenvolvidos nesses ácidos graxos. Todos esses carbonos que eu desenhei vão fazer ligações simples. Teremos tantos hidrogênios quanto possível ligados a cada um deles. Mas apesar dessa representação aqui, também podem existir ligações duplas. Nós vamos falar mais sobre isso quando falarmos de gorduras saturadas e insaturadas. Então, você tem essa cadeia de carbono aqui. Essa parte tem um caráter hidrofóbico, que não se dissolve bem em água. E, é por isso que as pessoas tendem a se referir a essa parte como um tipo de graxo ou gorduroso. Temos aqui do lado esquerdo um grupo carboxila. Isso aqui que eu estou destacando é um grupo carboxila, e isso aqui é ácido. Por isso, é muito fácil para ele doar um átomo de hidrogênio, ou melhor, um próton de hidrogênio, já que o H⁺ será doado, e a carga negativa do elétron aqui é transmitida entre os demais oxigênios. O caráter ácido desse composto se dá justamente pela liberação do H⁺. Quanto mais fácil for a liberação desse próton de hidrogênio, mais ácido será o caráter do composto. Quando você tem essas três moléculas, elas não precisam ser idênticas, essa pode ter 18 carbonos, essa aqui poderia ter 16 carbonos e essa aqui poderia ter 20 carbonos. Alguma ainda poderia ter um par de ligações duplas para que elas pudessem ser todas diferentes, mas vamos pensar sobre como tudo isso fica junto formando um composto. Então, o que vamos ver aqui vai ser um pouquinho de Química Orgânica, ok? E vai ocorrer aqui um processo de síntese de desidratação. Nesse grupo hidroxila, sabemos que o oxigênio tem um par de elétrons para fazer duas ligações. Na verdade, vamos colocar aqui esses dois pares, dois pares de elétrons, aqui, você também tem dois pares de elétrons, aqui você também tem esses dois pares e aqui você tem esses dois pares também. Então, vamos imaginar que essas duas moléculas colidam de um jeito, que esse oxigênio aqui, interaja com esse carbono daqui, e que esse carbono daqui, adquira uma carga parcialmente positiva, faz três ligações com dois oxigênios. Como sabemos, oxigênios são muito eletronegativos, então, se esses dois se colidirem de forma certa, esses elétrons daqui podem formar uma ligação com esse carbono, já que é o único daqui que tem carga parcialmente positiva. Então, se isso acontecer, teremos essa ligação aqui, mas, no entanto, o oxigênio pode chegar e dizer: "Calma aí! Você vai compartilhar elétrons com outro par? Eu já não tenho o suficiente aqui para você? Então, eu vou levar esses elétrons para mim." Isso pode acontecer de várias maneiras diferentes, mas continuando: caso o oxigênio leve com ele esse hidrogênio, ele ainda pode capturar um outro hidrogênio, e com isso formar uma molécula de água. Claro, estou apenas apresentando uma simplificação do processo. Mas você pode ver isso com muito mais profundidade quando estiver estudando Química Orgânica. Mas todo esse processo aqui pode acontecer três vezes. Pode acontecer aqui de novo. Assim, o oxigênio leva para si ambos os elétrons que ele tanto quer levar, e talvez posso usá-los para pegar um próton de hidrogênio. Também poderia acontecer ao contrário, talvez liberar um próton de hidrogênio e, em seguida, assim como ele está saindo, ele volte também. Portanto, há diferentes maneiras que essas coisas podem acontecer, mas isso aqui é apenas uma ideia geral. Então, podemos ter isso acontecendo aqui também pela terceira vez. Então, um desses pares aqui vem e forma uma ligação com esse carbono, com esse carbono aqui, do grupo carbonila, e assim, mais uma vez, esse cara pode tomar esses dois elétrons ao se afastar, e talvez compartilhar esse par com o próton hidrogênio, e, mais uma vez, formando uma molécula de água. Então, teremos uma formação de moléculas de água aqui, uma formação de moléculas de água aqui e uma formação de moléculas de água aqui. Assim, três moléculas de água vão ser produzidas, e por isso que nós chamamos isso daqui de síntese de desidratação, já que estamos perdendo três moléculas de água a fim de formar essas ligações. Mas uma pergunta que eu quero te fazer agora: o que é que vai ficar depois que isso acontecer? Bem, vamos olhar um pouquinho mais embaixo aqui. Então, observando aqui, essa ligação verde aqui é essa ligação daqui. Então, deixa eu colocar aqui da mesma cor. Essa ligação verde aqui é essa ligação aqui, e essa outra ligação verde aqui é essa ligação daqui. Na verdade, a forma que eu desenhei aqui, com os oxigênios já sem os hidrogênios, pode acontecer antes, ao mesmo tempo ou depois. Isso não precisa seguir uma única ordem. Mas eu poderia colocar os hidrogênios aqui, aqui também e aqui também, e, com isso, aqui teria uma carga positiva, isso aqui também teria uma carga positiva e aqui também teria uma carga positiva. Então, você poderia imaginar uma outra molécula de água vindo aqui e tirando um desses prótons de hidrogênio, tirando cada um desses produtos de hidrogênio desses átomos de oxigênio aqui, então, você ficaria com essa molécula bem aqui. E lembre-se que foram produzidos três moléculas de água, então aqui temos uma molécula de água, aqui também foi produzido uma molécula de água e aqui também temos uma molécula de água. Então, temos três moléculas de água. Então, agora, observando essa molécula aqui e ignorando as moléculas de água que estão fora, isso aqui é um triglicerídeo. Na verdade, escrevendo da forma mais técnica, da forma como, às vezes, é referida, essa molécula é um triacilglicerol, e eu estou escrevendo em cores diferentes para mostrar cada uma das partes da palavra. Já sabemos de onde o "glicerol" vem, certo? Já que foi feito uma ligação aqui com a glicerina ou o glicerol. Agora, o "acil", de onde vem essa parte da palavra? O que significou o "acil"? Acil ou acila é um grupo funcional, que é onde está o carbono que faz parte de um grupo chamado "carbonila". Ele pode estar ligado com o tipo de cadeia que, aqui, eu apenas vou chamar de "R", e ele também está ligado a alguma outra coisa. E assim temos aqui três grupos acila, ou seja, triacil. Portanto, aqui temos um grupo acila, aqui temos um grupo acila e aqui também temos um grupo acila. Cada um deles está diretamente ligado ao oxigênio daqui. E, na verdade, isso é parecido com outros grupos funcionais. Por exemplo, vamos supor que você tenha um outro grupo carbonila e vamos dizer que ele esteja ligado a uma cadeia orgânica, e você tem o oxigênio ligado também aqui a uma outra cadeia orgânica. Essa coisa aqui está se referindo a um éster, e aqui temos de fato 3 ésteres. Aqui, temos um éster, aqui temos um éster e aqui também temos um éster. Portanto, esse vídeo não serviu apenas para aprender sobre gorduras, ou triacilglicerol, ou ainda triglicerídeos, mas também para dar uma boa noção do que são esses grupos funcionais. Agora, você já sabe de onde o triacilglicerol vem, não é? Temos aqui o radical do glicerol, e ainda esses três grupos acila aqui, que é o que permite fazer a ligação com os ácidos graxos. Então, essa é a gordura sobre qual as pessoas tanto falam. E eu tenho aqui algumas fotos dela. Isso aqui, por exemplo, é o óleo de coco. Pelo fato de ela estar a uma temperatura abaixo do seu ponto de fusão, ela está na forma sólida. Aqui eu também tenho um dos derivados do petróleo, e ele está a uma temperatura bem acima do seu ponto de fusão, por isso, ele está na forma líquida. Por isso, que as pessoas normalmente se referem a isso como um óleo, mas isso é constituído por um grupo de triglicerídeos, temos aqui uma grande mistura de triglicerídeos. E se você fosse ver as moléculas desses triglicerídeos, todas elas teriam geralmente essa mesma forma. Mas os ácidos graxos podem ter diferentes números de carbono e ainda podem ter diferentes números de ligações, sejam simples ou duplas.
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