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Conheça Lauren Rodriguez!

Conheça Lauren Rodriguez, especialista em biossegurança e amante da música!

Oi, eu sou Lauren Rodriguez!

Que tipo de trabalho você faz?

Sou microbiologista e pesquiso organismos causadores de doenças que podem se espalhar facilmente pelo ar. Especializei-me no trabalho com esses micróbios perigosos de forma a mantê-los em contenção, em um laboratório de Nível de Biossegurança 3 (LNB3). Atualmente, sou uma especialista de LNB3 na UCSF.
O Nível de Biossegurança 3 é o segundo nível mais alto de biossegurança. Exemplos de micróbios que se enquadram nesta categoria são os causadores da tuberculose, da febre do vale e da COVID-19.
Eu amo meu trabalho porque trabalho com cientistas de outras áreas, como imunologia e virologia, e estamos constantemente aprendendo uns com os outros. Todos temos o mesmo objetivo de compreender como esses micróbios causam doenças, e estou feliz por poder contribuir com minha experiência de trabalho em um ambiente de alta contenção.

É verão de 2020. Que tipo de trabalho relacionado a COVID-19 você está realizando no momento? Qual é a sensação de trabalhar na pesquisa de doenças infecciosas durante uma pandemia?

Com tão pouco conhecimento sobre o SARS-CoV-2, estou atualmente trabalhando com virologistas a fim de fazer os experimentos básicos darem certo, como reproduzir o vírus de modo seguro no laboratório e infectar, com sucesso, células em uma placa de Petri.
Normalmente, quando começo a trabalhar com um novo patógeno, tenho tempo para ler a literatura publicada e entender o que as pessoas tentaram fazer anteriormente. Nesta situação, como todos estamos experimentando tudo pela primeira vez, realmente temos que trabalhar juntos e compartilhar rapidamente o que aprendemos.
Quando iniciei minha carreira na pesquisa de doenças infecciosas, nunca imaginei que estaria trabalhando em algo assim, mas estou feliz por poder aplicar meu treinamento e contribuir para algo que está impactando o mundo inteiro neste momento.

O que despertou seu interesse pela ciência, e o que você estudou?

Meu interesse pela ciência começou no ensino médio. Tive um professor de biologia muito encorajador, que me incentivou a seguir carreira na área científica. Fiz faculdade na UC em Santa Cruz e participei de uma pesquisa na qual coletei amostras de solo da floresta de Redwood e isolei bacteriófagos do solo. Aprendi a sequenciar e a anotar seus genomas, o que me fez querer saber como seria uma carreira na área de pesquisa.
Por dois verões durante a faculdade, participei de um programa no qual realizei pesquisas em outra universidade. Fui para a Faculdade de Medicina Albert Einstein em Nova Iorque e trabalhei para compreender a resistência da bactéria causadora da tuberculose aos antibióticos. Foi nessa experiência que percebi que queria estudar patógenos altamente infecciosos. Isso me levou a fazer doutorado na UCSF, no qual trabalhei com um patógeno fúngico chamado Histoplasma capsulatum. Este fungo produz esporos que são aerossolizados e infectam o hospedeiro assim que inalados. Trabalhei em um LNB3 durante toda a minha trajetória na pós-graduação e foi nesse ambiente que eu realmente prosperei.

O que você faz no seu tempo livre?

No meu tempo livre, adoro ir a shows. Posso curtir shows de qualquer estilo musical, mas meus favoritos são o punk e o metal. Viver na área da baía é ideal para assistir a grandes shows, bem como a grandes bandas locais. Eu também toco bateria, então busco reservar um tempo para praticar, mesmo quando minha agenda está superocupada.
Quando tenho folga do trabalho, adoro viajar. Meus amigos são muito aventureiros, então tenho a sorte de ter um grupo de pessoas para viajar comigo por todo o mundo. Também realizo regularmente aventuras locais. Sou obcecada por produtos de padaria e, se ouvir falar bem de uma, com certeza vou até ela.

Qual conselho você daria para pessoas interessadas em biologia?

Disseram que não eu parecia uma cientista por usar piercings e ter tatuagens. Eu costumava levar isso para o lado pessoal, mas, agora, uso como motivação para abalar o campo da biologia. Quero que todas as pessoas interessadas em biologia que se sintam deslocadas saibam que elas não devem se sentir assim. A ciência se beneficia por ter diferentes tipos de personalidades e perspectivas que contribuem com ela, então não tenha medo de seguir em frente.