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Transcrição de vídeo

RKA3G - Eu espero que este vídeo ajude você a entender melhor termos que você já deve conhecer, que são genes e alelos. Então, vamos fazer uma breve revisão. Vamos relembrar o conceito do mundo do DNA e do RNA. Digamos que esta linha amarela e curva é o comprimento do meu DNA e, nesta sessão destacada, que nós vamos aproximar com zoom, estão representados vários pares de base. A sequência desses pares é, na verdade, a informação contida no DNA. E aqui temos desenhada como se fosse uma escada. Sabemos que a estrutura do DNA é como se fosse uma escada torcida. É a estrutura que nós chamamos de dupla hélice. Se falarmos sobre toda essa linha amarela curva que poderia ser um trecho, na verdade, uma linha ainda mais comprida, diferentes regiões dela poderiam codificar diferentes proteínas. Então, por exemplo, esta sessão aqui poderia ser a parte desta região, que eu estou destacando em azul, que codifica uma proteína específica. E podemos chamar isso de gene, que é uma unidade funcional que codifica uma proteína. Poderia ser, por exemplo, uma proteína envolvida no sistema imune ou talvez, este trecho aqui, que eu vou fazer em outra cor, este trecho de DNA poderia codificar uma proteína que ajuda a regular, não sei... a própria replicação do DNA, por exemplo. E aqui poderia haver outra que afete a pigmentação da pele ou a pigmentação dos olhos. Ok? Então, estes trechos de DNA codificam coisas específicas. Na verdade, esta codificação não se refere apenas à proteína. Isso não acontece só com proteínas. Nós já falamos sobre isso em outros vídeos. Para codificar uma proteína, você parte do DNA para o RNA mensageiro, na verdade, para o RNA pré-mensageiro. Ele vai ser, então, processado e, depois, perder algumas partes e se tornar o RNA mensageiro. A cada três pares de base do RNA mensageiro, nós teremos um códon. Este aqui é um códon. Deixe-me desenhar melhor. Aqui teria um outro códon. Deixe-me desenhar aqui. Um lado ao lado do outro. E cada um deles codifica um aminoácido, que se conecta... Os aminoácidos se conectam entre si para formar a proteína. Então, aqui seria um aminoácido, aqui seria outro, aqui haveria um outro e assim por diante. Os aminoácidos são ligados entre si e são trazidos para o RNA mensageiro por um outro tipo de RNA funcional, que é o RNA transportador. Também é um RNA codificado pelo DNA, mas serve para transportar os aminoácidos do RNA mensageiro para o ribossomo que, então, vai montar as proteínas. Parece esta pequena linha torcida aqui, que combina com o códon e põe o aminoácido no lugar certo. Nós também temos o RNA ribossômico que forma a estrutura dos ribossomos. Então, o RNA não faz somente a função de mensageiro, ele também exerce um papel funcional e um papel estrutural também. Existem teorias que dizem que as formas de vida mais primitivas eram, simplesmente, moléculas de RNA que se autorreplicavam e os sistemas ficavam cada vez mais complexo até, finalmente, se tornarem todas as outras coisas vivas, como as árvores, os peixes, os mamíferos e todo o resto. Mas tudo começou, potencialmente, com esse RNA autorreplicante. Alguns dizem que eram proteínas capazes de se replicar, mas o importante é que o RNA é definitivamente um personagem importante nisso tudo. Então, do gene para o RNA, nós temos a transcrição e, do RNA para a proteína, nós temos a tradução. Ok? Ok. Cada gene pode codificar um tipo de proteína ou RNA, isto é o gene. Mas o que é o alelo? O alelo é uma variação específica do gene. Por exemplo, digamos que este é o pedaço do meu DNA e esta linha aqui é uma sessão do seu DNA. Vamos pintar de azul para representar aquele gene azul. Isso está no meu DNA e esse está no seu DNA. Bem, como somos da mesma espécie, vamos encontrar semelhanças no nosso material genético. Temos os mesmos genes, mas temos também diferenças em como esse gene codifica. Por exemplo, eu poderia ter uma adenina bem aqui e, no ponto correspondente no seu DNA, poderia ter, por exemplo, uma timina, de verde. Então, em cada um dos dois DNA, o gene está codificando para uma proteína específica ou um RNA que tenha a mesma função. Por exemplo, pode ser uma proteína com um papel no sistema imune, que determine a cor da pele ou o desenvolvimento do cérebro. Mas existe uma variação em como esse gene é codificado. E algumas dessas variações, que podem surgir através de mutações, poderão não ter impacto na função das proteínas que estão sendo construídas. Você pode ter um aminoácido diferente às vezes. Aliás, você pode até ter o mesmo aminoácido, porque, às vezes, dois códons diferentes podem codificar o mesmo aminoácido. Mas mesmo quando você tem um aminoácido diferente na proteína, isso pode não fazer uma grande diferença em como aquela proteína atua, em como ela funciona. Ou às vezes pode acontecer de fazer a diferença. Mudando o aminoácido, pode mudar a forma como a proteína funciona, como ela regula as coisas do seu organismo. Então, imagine que o nosso gene azul é responsável por codificar proteínas que determinam a cor dos olhos, o que pode ser consequência da quantidade de pigmentos na íris, por exemplo. Claro que as interações são muito complexas. É raro haver um único gene responsável por um fenótipo, mas simplificando bastante o processo, a gente poderia dizer que temos diferentes alelos em um único gene responsável pela cor dos olhos, vindo de dois genitores. Então, digamos que este poderia codificar para olhos azuis e este outro, para olhos castanhos. Temos duas cópias na maioria das nossas células, nas nossas células somáticas. Uma variação vinda da mãe e outra vinda do pai. Essas variações nós chamamos de alelos. Então, alelos são diferentes variantes de um mesmo gene. Quando falamos de genes, estamos nos referindo a essa região do DNA, aquela região da fita do DNA que codifica, que produzirá uma molécula funcional. Enquanto o alelo é a variação específica. É como se o gene fosse responsável por produzir sorvete ou pizza, mas o alelo é que determina se o sabor vai ser chocolate ou morango, ou, no caso da pizza, calabresa ou muçarela. Bem, eu espero que eu tenha ajudado vocês a entender um pouco mais sobre genes e alelos.
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