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Mais sobre a fórmula de Lewis para dióxido de enxofre

Transcrição de vídeo

RKA3JV - No vídeo anterior a gente viu a estrutura de pontos do dióxido de enxofre e eu desenhei duas estruturas de ressonância, que são essas que eu tenho aqui no meu exemplo. Algumas pessoas não concordam comigo, elas dizem que essa não é a estrutura de pontos do dióxido de enxofre. A estrutura de pontos do SO₂ ou do dióxido de enxofre, ela tem, obviamente, um enxofre, então, eu vou marcar aqui um "S" representando o meu enxofre. E vai ter uma ligação dupla com o oxigênio do lado esquerdo, então vou marcar aqui. Eu tenho aqui uma ligação dupla do lado esquerdo com o oxigênio, e na direita eu também vou ter uma ligação dupla com o oxigênio, então vou marcar aqui. Eu também vou ter aqui uma ligação dupla com outro oxigênio. E para finalizar, eu tenho que colocar esse par solitário de elétrons que eu tenho circulando o meu átomo central. Não vamos esquecer que a gente tem que marcar os elétrons, os pares de elétrons solitários aqui para os oxigênios, então, aqui eu vou ter 1 par, 2 pares e aqui eu tenho 1 par, 2 pares de elétrons. A vantagem desta estrutura de pontos é que a gente não tem cargas formais, ou seja, a carga formal tanto do enxofre quanto do oxigênio vai ser igual a zero. E esta não ser uma estrutura de pontos bem válida, não tem nada de errado com essa estrutura. Se nós olharmos aqui para o enxofre, se a gente contar quantos elétrons tem em volta dele, vamos contar quantos tem, a gente tem aqui: 2, 4, 6, 8, 9, 10 elétrons em volta do nosso átomo de enxofre. Então, eu vou ter mais que 8 elétrons aqui neste caso. E o enxofre vai ter uma camada de valência expandida. Eu vou marcar isso aqui em uma outra cor, vou fazer aqui em rosa. Vou marcar que isso aqui é expandida. E não tem problema que essa camada de valência seja expandida por causa da posição do enxofre na tabela periódica. O enxofre vai estar no terceiro período, então a gente pode ter mais que 8 elétrons em volta do enxofre. Não vai ter problema nenhum, então essa estrutura vai ser válida. E se nós olharmos aqui para cima, para uma dessas nossas estruturas de ressonância, vamos dizer, eu pegaria essa aqui da direita. A gente tem cargas formais e o nosso objetivo aqui é minimizar as cargas formais. Se a gente olha para o enxofre aqui nesta estrutura da direita e se nós contarmos os elétrons, vamos ver, vou fazer em roxo. Se eu contar, eu vou ter aqui 2, 4, 6, 8 elétrons. Aqui, então, a gente vai ter um octeto na estrutura aqui do lado direito. E perceba que aqui embaixo, mais uma vez, eu disse, a minha camada de valência é estendida, e aqui eu não tenho nenhuma carga formal. Então, qual versão do dióxido de enxofre é correta? Na minha opinião, as duas estão boas, porque na primeira versão a gente desenhou duas estruturas de ressonância, a gente colocou os colchetes e tudo mais. E a gente está dizendo que a estrutura real é um híbrido dessas nossas estruturas de ressonância. Então, o dióxido de enxofre não parece nem com esse meu desenho da direita, nem com esse meu desenho da esquerda. Mas, na realidade, ele é como esse híbrido que eu desenhei aqui embaixo, ele é um híbrido dessas minhas duas estruturas. Bom, se a gente estiver pensando em termos de ligações, eu vou desenhar isso aqui, eu tenho aqui um enxofre, e eu tenho aqui uma ligação com oxigênio e outra ligação com oxigênio. Se a gente olhar a ligação entre o enxofre ou oxigênio aqui na estrutura do meu lado esquerdo, a gente tem uma ligação dupla com o oxigênio, aqui do lado esquerdo também. E na estrutura da direita eu vou ter só uma ligação simples aqui, um híbrido dessas duas estruturas, eu diria que a ligação que eu vou ter aqui está entre uma ligação simples e uma ligação dupla. Então, eu teria mais ou menos uma ligação, que eu vou representar assim, com este pontilhado. Na direita, a ligação entre o enxofre e oxigênio, a ligação dupla vai estar do lado direito. E, mais uma vez, eu teria que marcar essa ligação como sendo um pontilhado, porque do lado esquerdo eu teria uma ligação simples nessa estrutura aqui. Então, eu teria um intermediário entre uma ligação simples e uma ligação dupla, exatamente como antes. Experimentalmente, as ligações entre o enxofre e o oxigênio possuem o mesmo comprimento, que é o que o nosso híbrido vai mostrar aqui embaixo. O híbrido mostra o mesmo comprimento entre as nossas ligações. Então, na minha opinião, tudo bem se você quiser representar o dióxido de enxofre com essas duas estruturas de ressonância. E eu olhei em vários livros de química geral e a maioria deles te dá isso como resposta, essas duas estruturas. Outros vão te dar essa resposta aqui de baixo, vão te dar esse híbrido que a gente fez. E como eu disse, na minha opinião, acho que as duas maneiras são corretas. Algumas vezes, você só consegue descobrir a melhor maneira de fazer isso usando cálculos quânticos, que é bem mais complicado do que isso que a gente está fazendo. E as duas formas vão te dizer o formato do dióxido de enxofre, as duas vão te dar a geometria dessa molécula. A gente poderia mudar isso dependendo de quem é o seu professor ou professora. Alguns professores são extremamente estritos na questão de minimizar todas essas cargas formais que a gente conversou e eles esperam que você desenhe uma versão estendida, enquanto outros professores não ligam se você desenhar essas duas estruturas de ressonância. Então, a dica que eu te dou é: você tem que seguir o que o seu professor quer que você faça! Mas, como eu disse, na minha opinião, as duas formas estão corretas, e não vale a pena ficar debatendo muito sobre isso.