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Conheça Rachel Price

Conheça Rachel Price, engenheira que viaja com sua bicicleta!

Oi, eu sou Rachel Price!

Com o que você trabalha (ou trabalhou)?

Eu geri as especificações técnicas, a construção e o início dos projetos de engenharia de uma plataforma petrolífera flutuante. Isso teve tudo a ver com química! O petróleo vem do solo como uma mistura de todos os tipos de hidrocarbonetos, além de água e outras substâncias químicas. Não faz sentido bombear ou enviar um monte de água oleosa para o litoral, então a plataforma realiza o processamento necessário para separar o petróleo, os gases e a água. Verificamos se o petróleo e o gás são bons, para que as refinarias possam transformá-los nos produtos que usamos de fato. Mais importante ainda, garantimos que a água esteja adequadamente limpa para misturar-se com a água do mar e não prejudicar o meio ambiente ao redor da plataforma. Se derramarmos uma colher de chá de petróleo (e produzimos milhões de litros de água por dia), as autoridades competentes são avisadas.
No trabalho: em uma plataforma marítima petrolífera
Meu melhor projeto foi um equipamento que ajudou os geradores de energia da plataforma a funcionarem de forma mais efetiva. Nossa sorte foi que o gás natural que separamos do nosso petróleo era suficientemente bom para que pudéssemos usá-lo na geração de energia. Porém, a qualidade vem se degradando com o tempo. Já aconteceu de termos um pouco de petróleo misturado em nosso teor de gás. No fim das contas, seria como se você tivesse que colocar combustível premium em um carro normal. Os motores não haviam sido feitos para suportar a combustão resultante e iam se desgastando com o tempo! Eu introduzi um equipamento que esfriava o gás até a temperatura de 20F. Nesta temperatura, a parte oleosa se transformava em líquido rapidamente e conseguíamos separá-la do gás. Nenhuma plataforma flutuante teve um equipamento desses antes, então, foi uma oportunidade realmente interessante!

O que você estudou, e como foi que se interessou por tópicos relacionados à química?

Na graduação e na pós-graduação, meu verdadeiro interesse era a dinâmica de fluidos, porque eu participava de competições de natação e, além disso, eu adoro barcos. Eu gostava dos cursos sobre fluidos porque parecia que eu tinha uma intuição sobre tudo o que acontecia na água, mas eu também me interessava por reações químicas. Veja uma foto minha nadando com um robô que construí quando cursava o segundo ano do MIT:
Nadando com o robô que construí!
Tudo isso mudou quando fui trabalhar para uma empresa petrolífera. Quando estamos trabalhando, temos que sempre ter em mente os objetivos da empresa para fazer o melhor que pudermos e para ganharmos responsabilidades dentro da empresa. O objetivo das empresas petrolíferas é retirar petróleo do solo, então, eu aprendi a valorizar isso. Muitos dos problemas pelos quais eu me interessava quando estudava dinâmica dos fluidos, como "qual é a pressão neste tubo? E a que velocidade o fluido está se movendo?", assim como questões sobre as propriedades físicas do fluido, ficam ainda mais interessantes quando você tem uma mistura em vez de uma única substância. Pessoas que trabalham têm vida longa e encontrar novos desafios é importante para manter-nos motivados e sempre crescendo, então, eu fui seguindo os problemas interessantes e acabei conseguindo o emprego que descrevi acima.

O que você gosta de fazer no seu tempo livre?

Eu realmente gosto de me manter ocupada! Se não estiver praticando exercícios ou viajando pelo mundo, eu sinto que começo a ficar bloqueada mentalmente e não consigo pensar direito ou resolver novos problemas. Além disso, eu gosto quando sinto que estou realizando algo que achava que não conseguiria. Por exemplo, neste verão e tirei umas férias para fazer a viagem dos meus sonhos: uma viagem de bicicleta pela Itália. Durante 5 semanas, andei de bicicleta de Veneza até a Sicília sozinha! Veja uma foto minha no final da viagem:
Depois de andar de bicicleta de Veneza até a Sicília!

Qual conselho você daria para as pessoas interessadas em estudar química?

Para as pessoas que ainda estão no início, eu acho que muita gente se sente intimidada pela química, porque há muitas palavras estranhas com significados bastante precisos e há muita decoreba envolvida, como, por exemplo, os nomes dos elementos e as propriedades. É fácil achar que "Eu não sou BOM nisso." Porém, você não deve desanimar, e nem nutrir sentimentos como esses. Depois que você vence a barreira inicial de memória, a química fica mais interessante porque você começa a aprender sobre a forma como diferentes coisas interagem e como isso afeta o mundo em que vivemos, aí fica muito legal!
Para as pessoas que são mais proficientes, meu conselho é um pouco mais específico. O acesso a substâncias químicas pode ser um problema, já que muitas pessoas não cresceram em um ambiente onde os recursos para experimentar e aprender estivessem disponíveis. Porém, quase todo aluno de Ensino Médio tem aula de química, então, uma sugestão é você ajudar o professor de química na preparação de soluções e outros materiais de aula. Na faculdade, os laboratórios sempre precisam de pessoas para ajudarem em trabalhos de apoio. Eu banquei alojamento e alimentação no meu primeiro ano de faculdade trabalhando em um laboratório onde eu misturava soluções, limpava equipamentos laboratoriais e simplesmente ajudava a liberar espaço para que os alunos de pós-graduação pudessem fazer seus trabalhos. Eu aprendi MUITO sobre como fazer ciência simplesmente ajudando!

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