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Transcrição de vídeo

RKA10E Todos nós já tivemos cortes no dedo ou em qualquer outro lugar do corpo e imediatamente essa parte do corpo ficou um pouco vermelha... um pouco inchada... talvez, quente e, com certeza, você sentia alguma dor associada com o que estava acontecendo no local. E em geral esse conjunto de sintomas que nós experimentamos é conhecido como resposta inflamatória. Resposta inflamatória. Você poderia dizer que há alguma inflamação acontecendo no local. Todo mundo sabe mais ou menos isso, acho que desde que as pessoas se cortam. Bom, eu acredito que com a medicina moderna as pessoas têm sido um pouco mais específicas sobre seus sintomas. Mas isso não é novidade, dizer que há algum tipo de inflamação em curso ou algum tipo de resposta inflamatória. O que eu quero fazer neste vídeo é entender o que provoca estes... eu acho que podemos chamá-los assim, macro sintomas. O que está acontecendo em nível celular? Porque realmente a resposta inflamatória é essencialmente o campo de batalha inicial. A nossa primeira linha de defesa é nossa pele ou os fluidos externos ou as membranas mucosas, mas a resposta inflamatória é o que acontece quando algo vai além disso. Podemos ser perfurados por um prego ou existir algum tipo de vírus ou bactéria que vai além da nossa pele ou do muco que envolve nossas membranas. Este é o campo de batalha. Deixe-me escrever aqui, campo de batalha. Especialmente o campo de batalha inicial. Então vamos criar uma batalha imunológica para que possamos ver exatamente o que está acontecendo com a resposta inflamatória. E eu quero ser muito claro, a imunologia ainda é um campo muito pouco compreendido, é uma área de pesquisa ativa, as pessoas ainda estão descobrindo os mecanismos e isso é extremamente complexo. Tenho certeza que vamos continuar estudando isso por muito tempo, o que eu vou falar é só sobre a visão geral. Nós conhecemos os receptores gerais e você sabe que é isso que está causando a vermelhidão, o inchaço o calor e a dor, então eu vou desenhar algumas células da pele. Essa é uma simplificação grosseira de tudo, mas é só para dar uma ideia do que está acontecendo. Eu vou fazer um corte transversal, essas são algumas células de pele justapostas, este aqui é um ambiente externo. Ambiente externo. Então entre as células da pele eu vou fazer algumas outras células. Vamos falar sobre o que elas fazem, eu não vou entrar em grandes detalhes. Vamos chamar esta célula aqui de mastócito. Vou desenhar um pouco mais de mastócitos... um pouquinho aqui, talvez outro ali. E se você se lembra dos vídeos sobre a fagocitose ou os fagócitos, vai se lembrar que havia um tipo de células chamadas células dendríticas e elas tendem a aparecer perto da nossa pele. São do tipo que aparecem perto das áreas por meio das quais podem ser capazes de interagir com o ambiente externo. Vou desenhar um par de células dendríticas. Elas são também as que foram realmente importantes na ativação das células "T", são chamadas de células dendríticas. Elas não têm nenhuma relação com o sistema nervoso, apenas se parecem com as células nervosas, têm dendritos e por isso são chamadas dendríticas, mas elas são realmente fagócitos, tendem a ficar perto das superfícies externas e fazem a fagocitose de partículas e apresentam-se para células "T" para que possam ativá-las, tocar o sinal de alarme, por assim dizer. Portanto este é apenas o funcionamento normal da pele saudável, assim é o exterior. Aqui está o fluido intersticial. Fluido intersticial. Essa é apenas uma palavra chique para o tipo de fluido pelo qual as células estão rodeadas ou o que banha as células. As células não são todas diretamente conectadas ao sistema circulatório. O oxigênio vai do sistema circulatório para o fluido intersticial e, eventualmente, encontra seu caminho para as células. Então tudo está diretamente ligado aos capilares que desempenham um papel importante em nosso sistema circulatório. Em vez de apenas desenhá-los como tubos, eu estou realmente desenhando as células do nosso sistema circulatório. Então vamos dizer que isso aqui embaixo, estas são as células endoteliais dos nossos capilares. Estas são literalmente as células que compõem as paredes dos nossos capilares. Deixe-me por um pouco mais aqui. E é claro que isso é um corte transversal. É, na verdade, um tubo, não é um sanduíche como está aparecendo aqui. Tudo está em um corte transversal, estas são células endoteliais... endoteliais... capilares. Células endoteliais capilares. E claro, bem aqui, temos o fluxo de sangue e teremos os glóbulos vermelhos ou as hemácias, bem aqui... mais aqui. Estas são as células vermelhas do sangue, talvez estejam fluindo nesta direção. Deste lado elas estão oxigenadas, isso seriam artérias e então elas se tornariam veias enquanto os glóbulos vermelhos perdem seu oxigênio. E claro você pode ter glóbulos brancos circulando dentro do seu... obviamente em quantidade muito menor do que as células vermelhas, mas apenas para mostrar que estão circulando e estão se movendo no sistema circulatório sendo bombeados pelo coração. Agora em circunstâncias normais há, obviamente, o intercâmbio de gases entre o que está acontecendo em nosso sistema circulatório e o fluido intersticial e há também uma leve troca de algumas células e proteínas. Nós vamos ver o que acontece agora quando temos um invasor. Digamos que alguém pegue um prego, o mergulhe em fezes de vaca e em seguida fure você com esse prego. O que acontece? Digamos que alguém fure você com esse prego mergulhado no cocô de vaca e então ele tem todos os tipos de substâncias nocivas, agentes patogênicos e provavelmente um monte de bactérias reunidas no excremento da vaca. Não escolhi excremento de vaca à toa, é provavelmente uma boa fonte de bactérias. Assim, logo que atravessa a primeira linha de defesa, ou seja, assim que atravessa a pele, alguns eventos vão acontecer. Então o que pode acontecer, provavelmente? Muitas dessas bactérias estarão imediatamente flutuando no seu fluido intersticial. As células que entraram em contato são perfuradas, isso, provavelmente, mata algumas células. Isso também vai danificar algumas dessas células da pele e elas, imediatamente, vão começar a liberar substâncias químicas, o que ainda estão em condições de fazer. Elas vão começar a liberar substâncias químicas que são, essencialmente, mensageiros químicos que se movimentam através do... Bom, em primeiro lugar, no nível do fluido intersticial para alertar que alguma coisa está acontecendo. "Alguma coisa aconteceu comigo!" E estas são as chamadas citocinas. E citocina é apenas uma palavra muito generalizada, realmente, para pequenas moléculas ou pequenas proteínas que as células liberam como um tipo de mecanismo de sinalização. Estes são mensageiros, eles se movem, então estas citocinas serão lançadas e tudo isso é tremendamente complicado, então estou falando em um nível muito geral. Existem muitos e muitos tipos de citocinas e também tem esses mastócitos aqui, que podem ser ativados pelo contato direto, talvez, com o prego contaminado. Poderia estar longe das citocinas lançadas por algumas dessas células até aqui. Poderia ser também algumas moléculas liberadas pelas próprias bactérias. Essas bactérias estão também liberando diferentes subprodutos que, como elas, entram no corpo e qualquer um deles pode ativar os mastócitos, e os mastócitos liberam a histamina. Histamina. Deixe-me usar aqui outra cor... Histamina. Você já deve ter percebido que estou fazendo uma visão geral, mais ampla. É meio complicado, mas acho que você já pegou o que está rolando. E se a palavra histamina soa vagamente familiar é porque, provavelmente, você já tomou em algum momento um anti-histamínico. Provavelmente, durante o inverno. A histamina é um dos principais responsáveis pela resposta inflamatória e quando você pega uma gripe tem coriza, nariz entupido e todos esses sintomas, esses são todos os subprodutos da resposta inflamatória e os anti-histamínicos, essencialmente, tentam desligar a resposta inflamatória e, por isso, alguns desses sintomas desaparecem. Mas isso levanta a questão: isso é, necessariamente, uma coisa boa? Já que, como eu vou falar neste vídeo, esta é a nossa primeira linha de defesa, é a primeira parte da batalha do nosso sistema imunológico. Mas, enfim, a histamina... uma das coisas que a histamina faz é ir para as células endoteliais, que alinham seus capilares e isso faz com que elas se separem, afastando-se umas das outras, o que provoca a dilatação do capilar, isso é chamado de vasodilatação. Vamos dizer que..., espere, deixe-me marcar assim, pois fica mais claro. Vamos dizer que eles foram todos ativados com um pouquinho de histamina. A histamina chega, então, até esses caras que ficam mais distantes. Eles ficam mais distantes e o capilar torna-se maior. Assim, olha que desenho bonitinho. Portanto, este é o local que incha muito porque, de repente, todos os capilares dilatam. Há mais fluidos e, na verdade, eles ficam menores e mais longe, e isso faz o fluido se acumular por aqui. Então isso é chamado de vasodilatação, só outra palavra chique para dizer que seus capilares estão ficando dilatados, estão ficando maiores, repletos de fluidos. Não só as coisas estão começando a se acumular aqui, mais e mais glóbulos vermelhos são acumulados aqui e, obviamente, há muito fluido aqui, mais células brancas, como também as paredes dos capilares ficam cada vez mais porosas. De repente, coisas que não poderiam passar através deles vão ter mais facilidade de ultrapassar aqui. Uma dessas coisas que vai ter mais facilidade de passar através deles e, mais uma vez, todas essas outras coisas estão acontecendo, você tem essas histaminas que estão sendo despejadas sobre essas células endoteliais e, talvez, algumas que estão entrando no soro, você tem essas citocinas sendo liberadas no local a partir da área lesionada. Você tem as coisas acontecendo, o verde é a cor das moléculas sendo liberadas pelos vírus, você tem as citocinas que estão em azul e elas estão sendo liberadas aqui. E, assim, a primeira ação dos fagócitos e, em particular, dos neutrófilos que são os mais abundantes dos fagócitos, uma subclasse das células brancas do sangue, eles são atraídos por essas substâncias químicas, desejam se mover na direção em que há mais dessas substâncias químicas. Agora que o espaço entre essas células capilares está ficando ainda maior, eles podem passar. Então o que realmente fazem é, digamos, que este aqui é o neutrófilo. Eles começam um tipo de rolamento ao longo dessa parede aqui, que é chamado de marginalização. Eles rolam ao longo desse muro e grudam na parede, aderem à parede, seguem para a parede e, em seguida, se espremem através dessas lacunas na parede dos capilares. Isso é chamado de diapedese ou extravasamento, às vezes é chamado emigração. São todas palavras chiques, mas essencialmente quer dizer se espremer através das paredes. E naturalmente por causa da vasodilatação este é o local onde os neutrófilos estarão sendo despejados e é exatamente onde são necessários. Então esses neutrófilos vão estar aqui e vão desempenhar sua função, estão indo fagocitar algumas dessas bactérias e vão começar a digeri-las, talvez até mesmo algumas células danificadas que estão aqui. E é isso que você quer que aconteça, é por isso que eu disse que isto é um campo de batalha. Ao mesmo tempo, suas células dendríticas, outros fagócitos vão digerir os vírus e, em seguida, vão apresentá-los em suas superfícies. E não são só os neutrófilos que estão chegando, porque esse é o tipo de área de congestionamento e todos os fluidos estão vindo para cá. Você vai ter também os linfócitos "B", os linfócitos "T" que também vão chegar, eles também vão provar a marginalização chegando junto aos lados do capilar e então acontece a... diapedese, ou extravazamento sempre que atravessam e, em seguida, vão ser ativados e podem realmente ativar o sistema imunológico específico. Então isso é o que eu queria mostrar a você, esse é o motivo pelo qual eu fiz o vídeo sobre a resposta inflamatória, porque não é uma coisa simples. É, na verdade, o campo de batalha onde todos os receptores entram e agem, mesmo na primeira linha de defesa da sua pele e, em seguida, todos os receptores, as reações não específicas... A resposta inflamatória é, normalmente, categorizada como não específica porque vai acontecer, não importa o motivo. Mas você tem os receptores não específicos, como é o caso dos neutrófilos atuando nesse caso, tem seus receptores específicos como os linfócitos "B" e "T". Tem também o sistema complemento não específico e eu não vou entrar em detalhe aqui, mas você tem proteínas que estão fluindo no seu plasma e que estão, normalmente, em um estado inativo, mas quando a resposta inflamatória ocorre, essas proteínas são ativadas e, às vezes... E não sabemos 100% sobre como isso acontece, se tornam clivadas. Em seguida, versões clivadas dessas proteínas se tornam muito importantes de uma forma muito inespecífica, ajudando a eliminar, pelo menos, um pouco do que restar, talvez as bactérias nesse caso. Então isso aqui é o sistema complemento, que é apenas um conjunto de proteínas que fica flutuando e ele é um bom tipo de primeira linha de combates inespecíficos contra alguns tipos de agentes patogênicos invasores. Eu espero que isso lhe dê uma boa noção do que acontece na resposta inflamatória. E como pode imaginar, você tem todos esses fluidos vindo aqui, todo esse sangue chegando, tem todo esse fluido entrando, não apenas células que vão dos nossos capilares para nosso fluido intersticial. Você vai, na verdade, ter fluido passando e esse fluido vai ser chamado de exsudado. Então tudo isso se torna inchaço, vermelhidão e edema. E é isso o que você vê, em um nível macro, estes são sintomas. Enfim, espero que ache isso útil e que tenha gostado.