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Conformidade – Diminuição da pressão arterial

Descubra como a conformidade permite que artérias armazenem energia elástica (e menor pressão). Rishi é médico de Infectologia Pediátrica e trabalha na Khan Academy. Versão original criada por Rishi Desai.

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Transcrição de vídeo

Vamos começar comparando duas pessoas. Uma pessoa tem vasos sanguíneos complacentes, tornando-a muito feliz. Já a outra pessoa tem vasos não-complacentes, tornando-a muito triste. O ciclo cardíaco é dividido em duas partes: sístole e diástole. Vamos analizar cada uma destas partes. Vou escrever para deixar bem claro as diferenças entre um indivíduo com vasos complacentes e outro com vasos não-complacentes. Lembrando que vasos não-complacentes são rígidos. Vasos podem ficar não-complacentes por causa de processos como arteriosclerose em vasos largos, ou arteriolosclerose, em vasos menores. Vamos separar com uma linha. O que acontece com a pessoa de vasos complacentes, caso esteja em sístole. Aqui está o coração e a aorta esticada. Não é o que parece na realidade, mas quero exagerar um pouco, para enfatizar como é uma pessoa com artérias flexíveis. Seria algo parecido com isso. Uma pessoa com vasos não-complacentes teria coração e vasos sanguíneos assim. Quero lembrar que fica assim, logo após o coração empurrar o sangue para fora. Sabemos o sentido que o sangue está indo. Vou dar um exemplo de vasos rígidos, veja estas placas arterioscleróticas, ficam dentro das artérias endurecendo-as. Dessa forma, ficam impossibilitadas de esticar. Vou mostrar como fica um vaso sanguíneo todo esticado. Estamos vendo como fica o interior do vaso, é o que parece se o vaso não estivesse esticado, mas esticou. Vamos escolher um ponto, aqui e aqui, é o local onde vamos medir a pressão energética. Vamos falar em energia agora. É neste local que estamos detectando pressão energética. Esta barra representa quanto energia realmente podemos detectar. Esta é a representação do nível da pressão energética neste local. Apesar de estarmos olhando para duas pessoas, vamos assumir que o coração das duas são iguais. Ambos estão trabalhando duro e colocando a mesma energia nestes vasos sanguíneos. Sabemos que a pressão energética, partindo do coração, deve ser bem semelhante entre os dois Também sabemos que o sangue está se movendo para fora. Vou desenhar uma barra para isso. Em amarelo, temos energia de movimente, e em roxo, pressão energética. Aqui, vemos energia de movimento, digamos que é semelhante nas duas pessoas, portanto barras com mesmo tamanho. Na verdade pessoas com arteriosclerose sofrem compensação, por isso começam a ficar diferentes. Vamos imaginar que neste momento, tiramos uma foto, logo que o vaso começou a endurecer. Então isto é a energia de movimento, vou chamar de movimento. Em roxo, temos a pressão energética. Ainda não falei sobre algo importante, o vaso está todo esticado. Imagine um balão ou um elástico, quando esticados irão armazenar um pouco de energia elástica. A energia elástica parece com isso. Iria ser um bom pedaço da pressão energética. É a pressão do sangue que faz com que os vasos estiquem. Esta é a energia elática que pegou um pedaço da energia de pressão. O que sobra são restos de pressão energética, Este lado não estica, então realmente é só pressão energética. É claro que no consultório do médico não medimos a energia de movimento nem elástica. O médico mede a pressão e fala: "Sua pressão está tanto por tanto". Vou dar exemplos com números para ficar claro. Esta pessoa pode ter uma pressão de 160, a pessoa fica feliz com vasos complacentes, pode ter pressão sanguínea de 120. Porque isso ocorre? Parte da pressão energética foi retida e armazenada como energia elástica. Agora podemos ver como energia elástica é importante, ajuda a diminuir a pressão. O que acontece na diástole? O coração está descansando. O coração fica em repouso rapidamente para poder encher. Os vasos já não estão mais repletos de sangue, pois muito sangue já saiu e foi para o pé, rosto, e outras partes do corpo. Isso é como o interior dos vasos parecem, quero que fique bem claro. Nos vasos da pessoa não-complacente, são bem parecidos. Não haverá diferenças. Você ainda tem arteriosclerose. Isso não vai embora. Estamos apenas olhando em partes diferentes da batida do coração, uma em repouso e uma parte ativa. Nada disso some. Vamos fazer um experimento. Onde pego X roxo e vejo quanta pressão energética nós temos. Sabemos que vamos ter menos do que antes, pois o coração está em repouso. Isto é tudo residual, o quer que tenha sobrado da sístole. Tenho uma barrinha roxa, digamos que esta barra tem o mesmo tamanho. Também temos pressão energética. Lembra que na primeira figura aprendemos que ainda temos um pouco de energia elástica aqui, é possível ver isso. Senão, os dois vasos teriam o mesmo aspecto, porém é possível ver alguns locais que estão esticados. Vamos desenhar isso aqui. Existe um pouco de energia elástica ainda. Ainda não saiu completamente. Já conseguimos ver que na diástole minha pressão irá diminuir. Temos menor pressão durante a diástole igual na sístole. Esta é a pressão sanguíneo na diástole não-complacente. Posso inventar alguns números. Digamos que isto é 100 e aqui é 80. Deve ser um pouco menor. Veja isso. É bem interessante. A energia elástica é igual à quantidade aqui? A resposta é obviamente não. Não é igual, existe menos. Outro fato interessante sobre energia elástica, é que além de diminuir a pressão, pode ser convertida em energia de movimento. Isso não é legal? Você pode aproveitar a energia elástica armazenada para mover o sangue. Pode usar para energia de movimento. Você consegue ver que isso tudo é somado. A energia elástica de antes é aproximadamente igual a energia elástica somado com a energia de movimento de depois. Temos 2 fatos importantes aqui. Primeiro, a energia elástica ajuda a diminuir a pressão. Vimos isso aqui e aqui. Segundo, ajuda a gerar energia para movimentar o sangue. Durante a diástole é possível mover o sangue adiante, por causa da energia elástica que faz com que o vaso retraia como um elástico, e a energia tem que ir para algum lugar. Está levando o sangue para frente. Está pegando um pouco de sangue e levando adiante. Este fenônemo, super interessante e legal, não acontece aqui em baixo. Isso não acontece na pessoa não-complacente. É sobre isso que eu queria falar, e mostrar porque é tão importante termos artérias flexíveis. [Traduzido por: Claudia Alves]