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Transcrição de vídeo

Vou desenhar uma figura rápida para mostrar o que acontece exatamente com o nó atrioventricular (nó AV). Então esse é nosso nó AV ao longo do tempo, certo? E temos zero milivolts aqui - positivo e negativo. E você sabe que o nó AV vai, na verdade, ser bem parecido com o nó sinoatrial (nó SA). Mas há algumas diferenças fundamentais. Enquanto as desenho, vou destacá-las. Então uma é que existe um aumento raso. Portanto essa é, claramente, a primeira fase. Essa é a fase 4. E aumenta muito, muito sutilmente, e então, finalmente chega à esse limite, certo? Então finalmente atinge o ponto limítrofe onde o canal de cálcio dependente de voltagem abre, e se eleva novamente. Mas é meio raso mais uma vez. E chega até esse ponto e então cai novamente. Então aqui está a fase 0 bem aqui e a fase 1. Então quais são as diferenças exatamente? Bem, uma diferença é que há uma fase 4 rasa. Fase 4 rasa. E porque é tão rasa? Qual a razão por trás disso? Bem, lembre que o nó AV tem uma frequência cardíaca que gostaria de estabelecer, e é relativamente do lado inferior. Está em algo entre 40 e 60. Portanto, comparado ao nó SA, é uma frequência cardíaca mais baixa, o que significa que será um batimento cardíaco mais longo. Portanto, o fato que a fase 4 é rasa meio que diz respeito ao fato de que o nó AV curte manter uma frequência cardíaca mais baixa. Vou colocar uma seta para baixo. Mas eu também quero destacar que, frequentemente, sob condições normais, isso não tem muita importância, pois o nó SA está encarregado da frequência cardíaca. E portanto, ainda que seja uma frequência cardíaca baixa, a gente não liga para isso na fase 4, justamente porque o nó SA está no comando. Portanto, a menos que o nó SA esteja de férias ou algo do tipo, isso não tem muita importância porque o nó SA está no comando. Portanto isso significa que podemos dar atenção para as outras 2 partes, certo? Porque isso significa que a fase 0 e a fase 1 ainda importam. E há uma diferença fundamental aqui que eu quero chamar a atenção, e é que também temos uma fase 0 meio rasa. Então pense sobre isso. Se a fase 0 é rasa e sabemos que esse é o potencial de ação, certo? esse é o potencial de ação - bem, quais implicações que isso tem? O que isso quer dizer? Bem, a inclinação desse potencial de ação - e essa é realmente uma ideia interessante para quebrar a cabeça - a inclinação do potencial de ação vai afetar a velocidade de condução. Porque na verdade é onde os íons estão meio que vazando para as células vizinhas Então se isso fosse muito, muito inclinado, teríamos uma velocidade de condução rápida. E se é raso, como esse aqui é, temos uma velocidade de condução baixa. Portanto o efeito disso será uma baixa velocidade de condução, significando que os íons estão demorando para chegar às células vizinhas, e desencadear seus potenciais de ação. Portanto, ir de célula em célula será um pouco vagaroso pelo nó AV. E agora você deve estar pensando, "bem, espera um segundo aí"" Falamos sobre isso de um jeito antes porque essa lentidão, essa diminuição na velocidade de condução, essa é a explicação, pensamos, para o atraso. Então você lembra no nó AV, temos um atraso, e normalmente é de cerca de 0.1 segundos. E essa é a razão disso. Porque essa fase 0 vai ser tão vagarosa, tão lenta, que na verdade cria um atraso entre os átrios e os ventrículos. Um atraso que - pode parecer inicialmente ser uma perda de tempo, mas na realidade ele importa pois queremos criar esse atraso para que os ventrículos não apertem antes do tempo. E assim é como criamos esse atraso. Temos aquela fase 0 rasa. Portanto agora - deixa eu fazer um pouco de espaço - E eu vou te pedir para pensar sobre algo do ponto de vista da célula. Então imagine agora você tem uma célula - eu vou desenhá-la para você. E esta é nossa célula bem aqui. E a célula está lá, na dela, e deixando - vamos na realidade olhar a fase 0. Na verdade, deixa eu escrever isso aqui. Essa será a fase 0. Então, na fase 0, o que está acontecendo? Bem, nossa célula tem esses canais de cálcio dependentes de voltagem. E isso é na realidade super importante. Então vamos falar sobre canais de cálcio. Algumas vezes eu não fiz um bom trabalho de explicar a diferença entre canais dependentes e não dependentes de voltagem. Mas lembre na fase 4, esses íons de cálcio estão vindo de canais normais. Mas esses são dependentes de voltagem, o que significa que se abrem rapidamente e eles também se fecham rapidamente. E portanto esses canais de cálcio dependentes de voltagem vão deixar o cálcio entra durante a fase 0. Então o cálcio vai meio que inundar dentro da célula. E essa é a razão pela qual temos aquele aumento na membrana potencial, certo? Está subindo, subindo, subindo. E portanto o cálcio está entrando. E essas células, interessantemente, possuem pequenos receptores. Você deve estar agora meio que tentando adivinhar aonde é que isso vai dar. Esses receptores são de um neurotransmissor que está vindo do nervo simpático. Então nervos simpáticos estão na verdade descendo e aterrissando no nó AV assim como fizeram no nó SA, certo? Então estão meio que aterrissando aqui, e estão lançando noradrenalina. Sua noradrenalina está vindo aqui. Do outro lado, temos receptores também. Portanto temos pequenos receptores deste lado também. E também há nervos aqui. E como eu disse antes, estou desenhando como dois lados diferentes da célula, mas é só o jeito que estou desenhando. Não tem nada haver com a realidade. Não é que a célula na verdade organiza um lado para ser para os simpáticos e o outro lado para ser para os parassimpáticos. Mas é definitivamente como minha mente enxerga isso, só porque eu eu acho que sou polêmico. E temos um pequeno sinal entrando do nervo parassimpático deste lado, e um sinal competitivo vindo deste lado. E na realidade deixa eu ter certeza que estou sendo super claro aqui. Esse neurotransmissor é acetilcolina. E portanto o nervo simpático está dizendo para esta célula deixar entrar mais cálcio rapidamente. E o nervo parassimpático está basicamente pisando no freio e dizendo, "ei, espere - - não deixe o cálcio entrar tão rápido". Então esses dois estão competindo, de um lado para outro. Deixa eu fazer um pouco de espaço aqui. Então, voltando para nosso desenho, vou ignorar a fase 4 porque nós sabemos, novamente, a frequência cardíaca será realmente dominada pelo nó SA. Portanto não precisamos nos preocupar muito com a fase 4 porque, realmente, a parte interessante começa lá. Então, se o simpático venceu, teríamos uma elevação muito rápida assim, e então cairia assim, ok? E se o parassimpático venceu, seria na verdade o oposto, certo? A elevação seria mais lenta pois menos cálcio está entrando num dado período de tempo. E então vai cair assim. Portanto, o que estamos vendo realmente é a inclinação subindo ou caindo, dependendo de quem está encarregado, o simpático ou o parassimpático. E agora, se eu dissesse que a inclinação está relacionada com a velocidade de condução, se nós - você se lembra do que falamos antes? A velocidade de condução será afetada pela inclinação da linha. Bem, então basicamente o que vamos fazer é alterar o tamanho do atraso. Então deixa eu mostrar isso, e você vai ver como isso fica legal num instante. E vamos fazer um pouco de espaço na tela. Aqui vamos nós. Se agora temos 3 cenários - ok, vamos fazer um cenário base. E vamos fazer dois cenários com um simpático no comando e um cenário com um parassimpático no comando. E eu vou te mostrar o número de batimentos cardíacos que temos. Portanto, na base, vamos dizer, temos, eu não sei, digamos 4 batimentos. E isso seria - vamos dizer que essas setas brancas representam a sístole atrial. Então isso é quando os átrios estão se contraindo - sístole atrial. E digamos, em outra cor, deixa eu fazer em azul, isso representa a sístole ventricular. Então isso é quando os ventrículos estão se contraindo. Então isso aqui será sístole ventricular. Sístole ventricular - quando os ventrículos se contraem. E sabemos que isso vai acontecer cerca de um décimo de segundo depois, geralmente Portanto esse atraso é geralmente cerca de 0.1 segundo. Portanto, se eu fosse observar isso ao longo do tempo eu teria, é claro, outra sístole ventricular aqui, outra bem ali, e uma quarta bem ali. Agora, se os simpáticos estão meio que no pilotando essa célula - vamos dizer na verdade eu estou correndo, certo? Portanto esse é um cenário onde eu estou correndo. E eu estou sendo perseguido ou talvez eu esteja perseguindo alguém. E durante o mesmo período de tempo, o que poderia acontecer? Bem, eu terei, nesse caso, eu terei mais sístoles atriais, certo? Porque meu nó SA vai disparar com maior frequência. A frequência cardíaca vai subir. Portanto eu terei, ao invés de apenas quatro, talvez eu terei - eu não sei, eu vou ter quer ver, eu acho. Eu terei talvez - parece que seis, seis batimentos cardíacos. E isso é porque a grande diferença é que o nó SA afeta a frequência cardíaca. E se eu fosse desenhar agora meus ventrículos, seria algo assim. E você vê essas sístoles ventriculares estão acontecendo logo após as sístoles atriais, o que é na realidade bem interessante pois demonstra que eu tenho meio que um atraso menor. Talvez meu atraso é, eu não sei, talvez 0.08 segundos - um tico menor que 0.1 segundo. Portanto agora parassimpáticos, vocês tem basicamente o problema oposto, ou a mudança oposta. Eu não chamaria isso de problema. Não é mesmo um problema, certo? Você teria, digamos, 3 batimentos no espaço de tempo que estamos seguindo. E se você fosse ver os ventrículos, eles contraem, mas eles contraem com um atraso muito maior. Portanto, se você fosse medir esse atraso, ao invés de 0.1 segundos, agora isto é digamos, 0.1 ou talvez 0.2 segundos. Talvez seja o dobro. Então você pode observar que o nó SA teve uma mudança na frequência cardíaca, e o nó AV, por causa dessa condução do simpático ou do parassimpático, teve uma mudança no atraso. Portanto essas são as duas maiores alterações que vemos quando nervos simpáticos e parassimpáticos estão agindo no nó SA e no nó AV. [Legendado por Gabriela Moritz] [Revisado por Jessica Falkenstein]