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Transcrição de vídeo

Vou desenhar uma pessoa para você, vou desenhá-la em perfil. Algo assim. E esta pessoa tem, vamos desenhar mais ou menos assim... dois braços e um ombro, aparentemente. (Risos) Eu preciso desenhar outro ombro. Pronto. Esta é a pessoa. E vou desenhar seu cérebro. Este aqui é o cérebro. E ela tem um coração. Este é o coração. Você sabe que há nervos que saem do cérebro e vão até o coração, certo? São estes nervos, basicamente, que dizem ao coração para bater mais rápido ou bater mais forte, ou seja usar mais força para contrair, ou para relaxar mais rapidamente. Estou dizendo, portanto, que estes são nervos simpáticos. Obviamente, também devo desenhar, os nervos parassimpáticos. Estes nervos dizem ao coração para diminuir o ritmo e também intensificar o atraso no nodo atrioventricular. Estes são os nervos parassimpáticos, essencialmente o nervo vago. Você pode estranhar esta palavra, nervo vago, que é na verdade o nome do nervo. Mas estes são nervos parassimpáticos. Bem, você tem informação vindo do cérebro para o coração. Mas você também tem informação saindo do coração e subindo até o cérebro. A informação sobe além de descer. Que tipo de informação vai para o cérebro? Bem, você deve imaginar que deve haver receptores de volume, certo? O cérebro precisa saber a quantidade ou volume de sangue dentro do coração. Os receptores de volume ficam no átrio direito, eles basicamente se esticam. Quando eles se esticam, dizem ao cérebro que há bastante sangue no coração. Ou, se não esticam, informam ao cérebro que não há muito sangue. E isso ajuda muito na auto-regulação da pressão sanguínea. Se você precisa regular sua pressão sanguínea, é preciso alguma informação. Para haver autoregulação da pressão sanguínea. Essencialmente, o motivo de estar dizendo tudo isso, é que existem muitos nervos indo e voltando entre o cérebro e o coração. Vamos dizer que esta pessoa que estou descrevendo morre tragicamente. Ela morre. E seu desejo é que seu coração seja doado. E aqui temos a pessoa que receberá este coração, alguém interessado em um coração novo. Vamos supor que seu coração não está funcionando bem, por um motivo qualquer. Sua esperança é receber um transplante de coração. Portanto temos alguém precisando de um coração, e alguém que morreu cujo desejo é que seu coração seja doado. Vamos mostrar o transplante. Vamos mostrar o coração sendo transplantado. O coração da pessoa da esquerda é enviado para a pessoa da direita. Agora o coração foi enviado para cá. E tudo corre bem. E esta pessoa está obviamente muito feliz com seu novo coração. Mas é óbvio que isto é uma grande mudança. Vamos ver se consigo fazer isso. Pronto. Esta pessoa estará sorrindo, certo? Eu deveria apagar estes nervos aqui. Mas isso levanta uma questão muito importante, esses nervos não estão chegando aqui, o que é verdade, apenas o coração foi transplantado, como é possível regular todas as coisas que os nervos ajudam a regular? Podemos, por exemplo, ajustar ou alterar o batimento cardíaco se necessário? Podemos alterar a força de contração se necessário? Como, qualquer uma dessas funções podem ser alteradas? Ou será que este coração estará sempre na mesma condição, ou seja, com um só ritmo cardíaco, bombeando o sangue com a mesma força? O batimento nunca vai mudar? Há alguma coisa que pode alterar as funções, agora que os nervos não estão conectados? Bem, existem evidências que os nervos podem se reconectar no novo corpo. Mas isso levaria um tempo muito longo. E então, no curto prazo, qual a resposta? Bem, temos um punhado de glândulas. Temos a glândula suprarrenal, que fica aqui. E estas glândulas estão literalmente em cima dos rins. Estas são as glândulas suprarrenais. Você tem também a tireóide. Portanto, estas são as glândulas suprarrenais, e aqui em cima está a tireóide. A tireóide fica na região do seu pescoço. Estas glândulas são produtoras de hormônios. A tireóide e as glândulas suprarrenais irão produzir hormônios. E estes hormônios podem afetar o funcionamento do coração. Um hormônio poderia ser, por exemplo, este, vindo da tireóide. Hormônio da tireóide. Aqui embaixo temos adrenalina. Outro hormônio número 2, que pode ser a adrenalina. Que é produzida nas glândulas suprarrenais. Você vê, portanto, que há hormônios que podem afetar o coração. Mas não será tão rápido. No primeiro caso, quando o coração estava aqui, você tem mudanças rápidas, certo? Muito, muito rápidas. Comparado com o que tínhamos antes, este caso será mais devagar. Será mais devagar em termos da velocidade da resposta. Porque agora o hormônio tem que ir para o coração através das vias sanguíneas E isso leva um pouco de tempo. Antes do transplante, mudanças ocorriam tão rápido quanto um impulso nervoso que é da ordem de menos de um segundo. Definitivamente, a resposta será mais lenta aqui. O coração altera a força de contração, o batimento e a velocidade de condução. Estas funções podem ser alteradas em uma pessoa com um coração transplantado. Mas isso levará um pouco mais de tempo. Outro fator que pode alterar as funções do coração, junto com os hormônios, são os medicamentos. Imagine que estas pessoas está tomando medicamentos, e que estes medicamentos têm certas propriedades. Vamos supor que ele está tomando um bloqueador dos canais de cálcio. Está tomando um medicamento que é um... Vou escrever medicamentos aqui, bloqueador dos canais de cálcio. Sabemos que o coração possui canais de cálcio. Se você os bloqueia, isto terá um efeito na força com que o coração se contrai. E se ele estiver tomando um bloqueador beta-adrenérgico? Beta é referente ao receptor de adrenalina e noradrenalina. Se você toma um bloqueador beta-adrenérgico, há um bloqueio dos efeitos da adrenalina, correto? O medicamento bloqueia os efeitos causados pela adrenalina. Adrenalina. Você vê que se a pessoa começa a tomar medicamentos, ou vamos supor que ela toma algumas pílulas certo dia, ou que suas glândulas suprarrenais produzem mais adrenalina, todas estas coisas se somam para alterar o funcionamento do coração. O quão rápido ele trabalha. O quão forte ele funciona. Haverão mudanças em seu funcionamento. Não é o caso de que nunca terá alterações no funcionamento do coração. Mas estas mudanças ocorrem de forma mais lenta, em um espaço maior de tempo do que uma pessoa com todos os nervos conectados. Legendado: Eduardo Pavinato Olimpio Revisado: Claudia Alves