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Avaliação do alinhamento da Radiografia lateral da coluna cervical (pescoço)

Transcrição de vídeo

Aqui é o Sal de novo e ainda estou com meu bom amigo, Dr. Mahadevan da Stanford University. No último vídeo, vimos sobre a adequação de raios X do pescoço, ou seja, se um raio X é bom o suficiente. Assumindo que temos bons raios X, onde devemos olhar agora? O próximo passo é olhar para o alinhamento. Falamos sobre o ABC da leitura de chapas cerebroespinhais. O "A" está para adequação, como já falamos, e a segunda parte do "A" é o alinhamento. OK, ainda estamos no "A". Estava esperando algo com "B". OK. Alinhamento. Estamos falando de alinhamento. Isso, alinhamento. Existem quatro linhas que devemos observar. A primeira é a linha anterior do corpo vertebral (AVBL). Basicamente você deve tentar desenhar uma linha suave que conecte o aspecto anterior (frente) de todos os corpos vertebrais. Ela deve ser bem suave, normalmente curva, e todos os pontos devem se adequar a ela. Nada deve estar fora desta linha. Isso indicaria que houve algum problema ali. Sal: Entendo. E "anterior" significa "na frente". Dr.: Isso. A próxima linha é na parte de trás do corpo vertebral. A linha posterior do corpo vertebral (PVBL). Sal: OK. Não é a parte de trás da vértebra toda. Mas só do corpo vertebral, que é essa caixinha aqui na frente. Dr.: Exatamente. Agora é a mesma coisa: ligamos uma linha de cima a baixo, que deve ser bem suave, como você desenhou. Nenhum ponto deve estar fora desta linha. Nenhum pedaço do corpo vertebral deve cair fora dela. OK, legal. E agora? Em seguida conectamos todas as junções das lâminas espinhais. Esta é a linha espinolaminar (SLL). É onde a lâmina se conecta ao processo espinhoso. Processo espinhoso. Acho que podemos fazer um vídeo só para ele... Se você olhar a parte de trás do pescoço de alguém, são aqueles ossinhos que podemos ver. OK. Essas coisas triangulares aqui. Isso. OK. Você está traçando esta linha meio que nas bases destes triângulos, digamos. Exatamente. E a última? A última é a linha espinhosa posterior. Estamos conectando as pontas de todos os processos espinhosos, os ossinhos que podemos ver na parte de trás do pescoço, e elas também devem estar sob esta linha suave. Certo. A regra geral é: se algo não estiver alinhado com as curvas que desenhamos aqui, há um problema. Exatamente. Chamamos de subluxação, mau alinhamento ou desalinhamento. Eles são sugestões de que há algum problema por lá. O que é ruim, pois a medula espinhal está ali. Absolutamente. A medula espinhal fica entre as linhas verde e azul. Certo, bem aqui. Exatamente. Entendi. E não queremos feri-la. Certo. Então vamos olhar alguns raios X e ver se conseguimos encontrar algo que esteja errado. Sal, agora que você já sabe ler raios X cerebroespinhais, vou deixar você analisar o primeiro. OK. Vamos ver! Agora vou ser processado por negligência... Bem, vamos ver este primeiro aqui. Deixe-me fazer o que você explicou. Vou marcar o lado anterior deste corpo vertebral... Isso. Estou usando as palavras como um médico. OK. Vou desenhar uma linha aqui. Aqui está muito bom. Aqui está bom. Aqui ainda está bom. Mas aqui não parece muito bom. Esta parte conta? Parece que esta um pouco deslocada. Absolutamente. Não é um grande deslocamento, mas o suficiente para eu não conseguir desenhar uma linha suave aqui. Estou certo? Absolutamente certo. Às vezes é muito sutil. Você percebeu uma anormalidade bem sutil. Mas, mesmo sendo sutil no raio X, pode ser sério para o paciente. Você potencialmente salvou a medula espinhal e a vida dele ao perceber este problema. Ótimo Então estamos literalmente atrás de coisas sutis como esta? Exato. A linha (ou curva) deve ser bem suave e, como você pode ver, nesta junção ela não é mais suave. Nem precisamos olhar para as outras linhas. Apenas um ponto fora da curva basta para detectar o problema. Isso. É um ótimo ensinamento. Se você vir alguma anormalidade na chapa ou raio X, deve parar e proteger a coluna cervical. E ai sim faça um estudo mais aprofundado como uma tomografia computadorizada. Legal. Se tivéssemos feito a PVBL também veríamos o deslocamento. Absolutamente. Vamos ver mais alguns. Legal. Não quero focar tanto na minha primeira vitória. Bem, está claro que esta pessoa está olhando para cá. Posso ver seus dentes. Vamos ver o que podemos fazer aqui. Posso tentar? Por favor! Bem, a AVBL parece boa. Parece estar bem próximo... Concordo. Você tem um olhar aguçado e pode ter percebido isto. Muitas pessoas não teriam visto. Vamos ver as outras linhas. Esta aqui... OK, nesta aqui é mais óbvio que há uma desconexão bem aqui. Exatamente. Esta é a PVBL ou linha posterior do corpo vertebral. Você vê claramente que ela não é suave, não é contínua. Há um problema bem aqui nesta junção. Sal: OK. Certo. Agora temos este último aqui. Vamos ver o que posso fazer. Não quero errar agora... O lado anterior parece perfeito. Realmente é perfeito. Vou fazer as outras linhas. Agora é a linha posterior do corpo vertebral. Vou fazer em cor magenta. Ela parece estar OK. Acho que não há nada de óbvio nesta linha. Diria de novo que você tem um olhar aguçado. Neste caso está OK. Tudo dentro dos padrões normais. OK. Agora vou fazer a base dos triângulos. Tem esse triângulo aqui... Novamente, você quer uma curva suave, com todos os pontos nela. Bem, teria que ser bem generoso com minha curva para ela passar por esses caras aqui. Exatamente. Esta é a linha espinolaminar, a terceira linha de alinhamento, como pode ver. Você poderia tentar colocá-los na linha, mas ela não é mais suave como as outras. É de novo uma constatação sutil, mas não percebê-la porque as duas primeiras linhas são normais pode ser devastador para o paciente. Certo. Você tem sempre que ser cauteloso. Se algo está estranho, talvez seja melhor outro raio X... Sim. Outra vista, como falamos antes. Um estudo definitivo é a tomografia computadorizada. Entendi. Bem legal. Muito obrigado. O prazer é meu. [legendado por Gustavo Reis]