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Transcrição de vídeo

RKA - E aí, pessoal, tudo bem? Aqui na tela eu desenhei uma pessoa e, nesse desenho, você pode ver a sua caixa vocal aqui e eu vou te mostrar o que acontece com essa pequena molécula de oxigênio aqui e todo o caminho dela na sua inspiração. Então, ela é inspirada através do nariz, e, também, da boca. Nós sabemos que o ar vai para o mesmo lugar tanto se inspirado pelo nariz ou pela boca, mas, claro, tem uma pequena diferença: primeiro é que o nariz tem esses pequenos pelos aqui. Eu posso colocar aqui que são os pelos do nariz. E para que eles servem? O que eles fazem? Esses pelos, na verdade, são parte do nosso sistema de filtragem e a função deles é se certificar que todas as partículas maiores de pó e sujeira fiquem retidas, então, eles são bons para tirar todas as grandes partículas do ar, de forma que esse ar fique limpo, mas, também, temos uma gosma verde aqui que é um tipo de muco esverdeado que todos nós produzimos, e, às vezes, até chamamos isso de meleca. Esse muco ou essa meleca é bom para reter pequenas partículas do ar, porque é super pegajoso, e essas pequenas moléculas de sujeira e de pó vão grudar nela e essa é a maneira pela qual o nariz filtra o ar que nós respiramos. Então, basicamente, o nariz deixa o ar limpo ou mais limpo do que estaria antes disso, e, claro, se você compara o ar que você respira pelo nariz com o ar que você respira pela boca, é claro que o ar que você respira pelo nariz é mais limpo isso porque tem esse sistema de filtragem aqui. Se você cutucar o seu nariz, isso significa limpar o filtro, correto? Por isso é importante você limpar o seu nariz. Mas o ar vai para o fundo da garganta e está vindo do nariz, e, no caso, o ar aqui é nossa pequena molécula de oxigênio e também está vindo aqui pela boca e esse ar termina no fundo da garganta. Mas uma outra coisa interessante, é que o ar vai vir mais limpo se for pelo nariz, mas não importa se entrar pelo nariz ou pela boca, esse ar vai ficar mais quente e mais úmido em comparação com o lado de fora que é mais frio e mais seco. Essas aqui são as principais diferenças entre o que está acontecendo com ar no lado externo e o lado interno. Agora, o nosso ar, ou seja, nossa pequena molécula de oxigênio pode ir por dois caminhos: um vai para a laringe, essa aqui é nossa laringe e nós chamamos também de caixa vocal, lembra, foi esse nome que eu falei na aula passada, e, em cima da laringe, nós temos o epiglote. O epiglote é mais ou menos uma tampa que está protegendo a laringe tendo certeza que o alimento e água não entrem por ela. Aqui nós temos outro tubo, que é esse tubo roxo aqui, que nós chamamos de esôfago. O esôfago é por onde nós queremos que a comida e a água desçam, isso porque ele vai levar para o estômago, ou seja, nós queremos que a comida e a água vá por esse caminho, pelo esôfago, nós não queremos que entre na laringe, e para isso, esse epiglote aqui tem que estar funcionando muito bem. Então, quando você está ingerindo comida e água, esse epiglote se fecha para não entrar nada na laringe, mas claro, nesse caso aqui, nós não estamos ingerindo nem água nem comida, estamos ingerindo esta molécula de ar aqui. Vamos descer um pouquinho e ver o que acontece com ela, qual é o caminho que ela percorre. Eu quero parar mais ou menos nessa parte porque eu quero mostrar que a molécula de oxigênio já fez um desvio interessante, na verdade, essa molécula já quebrou uma fronteira bastante importante. Essa fronteira aqui, que inclui a laringe e todas as outras coisas que acabamos de falar, a boca e o nariz e, isso aqui, é considerado o nosso trato respiratório superior. Qualquer coisa acima desses pontilhados aqui faz parte do nosso trato respiratório superior e qualquer coisa abaixo faz parte do nosso trato respiratório inferior, e essa fronteira é bastante importante para quando nós falarmos a respeito do trato respiratório superior ou do trato respiratório inferior, porque eu quero me certificar que você saiba de qual lado nós estamos falando. Então, aqui está a laringe e tudo que está acima dela e, abaixo, está a traqueia. Deixa eu colocar isso aqui. Aqui, nós temos, o tubo de ar ou a traqueia, e tudo o que está abaixo disso, como pulmão e outras coisas que nós ainda vamos nomear, fazem parte do trato respiratório inferior. Eu posso continuar descendo aqui e nós podemos ver os pulmões, por inteiro, e nossa molécula atravessa a traqueia e, temos aqui, o pulmão direito e o pulmão esquerdo. Nosso ar vai passar lentamente, e nossa molécula de oxigênio vai para o pulmão direito e para o pulmão esquerdo. Então, aqui eu vou começar a colocar alguns nomes e quando você vir brônquios, significa que é maior que 1 e quando eu colocar brônquio é igual a 1, é só você ver que aqui é "o" e aqui são "os". Vamos dizer que nós estamos vindo nessa área que vai ser a área principal, e se nossa molécula de oxigênio for por aqui, ela vai estar no nosso brônquio esquerdo principal e se nós formos além disso, vamos dizer que nós estamos indo por aqui, ao invés de chamarmos de principal, chamaríamos de lobar, e eu posso dizer que esse aqui é o meu brônquio lobar esquerdo. Se eu quisesse continuar dando o nome às coisas, aqui nós teríamos o segmentar, então, esses são os nomes que nós usamos e, a última parte, seria o brônquio segmentar esquerdo. Por exemplo, se nós quisermos falar desse aqui e desse aqui, eu posso dizer que eles são os meus brônquios segmentares direitos, ou seja, usei o plural aqui. Então, é mais ou menos essa estrutura de nomenclatura. Outra estrutura de nomenclatura importante que nós veremos, é que o principal é o brônquio de primeira ordem, aqui, o brônquio de segunda ordem, e esse brônquio segmentar aqui é chamado de terceira ordem. Mas agora tem duas coisas interessantes e importantes já acontecendo, isso porque aqui nós temos a nossa carina, e nela, tem a separação entre o brônquio direito principal e o esquerdo principal, o que eu quero mostrar aqui é que esse lado aqui é um pouco mais vertical, ou seja, a do lado direito é um pouquinho mais vertical e a do lado esquerdo é um pouco mais lateral. Isso é uma coisa legal de se saber porque se alguma coisa escorregasse pela sua garganta, uma moeda, qualquer coisa pequena, é mais provável que ela desça por aqui, por causa da gravidade que empurra essa moeda, essa coisa pequena, esse objeto pequeno mais para o brônquio principal direito do que para o brônquio principal esquerdo porque o brônquio principal direito é mais vertical. Só uma coisa curiosa e, agora, você já sabe disso. Deixa eu colocar mais alguns nomes aqui, você lembra que aqui nós temos a nossa incisura cardíaca, né? Ela era uma das pistas para diferenciar o pulmão direito do pulmão esquerdo e, outra pista que nós falamos, eram os lobos, sendo que, o pulmão direito tem um lobo superior, o lobo médio e o lobo e inferior e o esquerdo tem apenas os lobos superior e inferior. Eu não quero que você esqueça os truques para diferenciar os pulmões que vimos na aula anterior. Aqui eu vou fazer uma pausa e vou mostrar uma versão acelerada de todos os diferentes pontos de ramificação. Por exemplo, aqui nós só temos 1, 2 e 3 pontos de ramificação, mas, eu vou dar um acelerada aqui e mostrar que existem outros pontos de ramificação até chegarmos na parte final do pulmão, isso aonde a troca de gases realmente acontece, portanto, aproveite! E, finalmente, nós voltamos no ponto em que paramos, e vimos que existe um método para a nomenclatura dos brônquios, mas isso aqui é só as três primeiras ramificações, mas, depois, nós temos toda essa estrutura laranja aqui que vai até o ponto de ramificação 20 e temos os bronquíolos condutores. Eu errei aqui o nome, deixa eu consertar aqui. Então, o nome correto aqui são os bronquíolos condutores, acho que fica melhor, condutores do que conduzindo. Ou seja, nós não chamamos mais de brônquios, chamamos de bronquíolos, então, toda vez que você vir essa parte aqui, significa que nós estamos um pouco mais adiante nos pulmões, e se nós andarmos mais um pouquinho, chegamos aos bronquíolos respiratórios e esse bronquíolo final aqui é chamado de bronquíolo terminal. Eu acho que é até um nome estranho porque terminal soa como o fim, mas, na verdade, nós só terminamos com os bronquíolos condutores e chegamos nos bronquíolos respiratórios e, finalmente, chegamos nos ductos alveolares que seriam alguns alvéolos colocados juntos. Note que aqui, nós temos o plural, isso significa que nós temos vários alvéolos, e aqui, temos somente um. Deixa eu até apagar aqui que eu coloquei o "s". Isso porque é só uma pequena parte aqui desse saco alveolar, então, depois de todo esse caminho, a molécula de oxigênio termina aqui, isso antes de participar da troca gasosa. Tudo o que está abaixo aqui, nós chamamos de zona respiratória, e o que está acima, nós chamamos de zona de condução, mas isso não inclui somente os bronquíolos condutores, mas tudo que está acima até a laringe, a boca e a garganta. Tudo isso é considerado parte da zona de condução. Então, basicamente, o oxigênio vai entrar ali pela zona de condução, toda aquela zona de condução que nós acabamos de falar, e vai descer para a zona respiratória, e, finalmente, o nosso oxigênio vai ficar feliz por ter chegado ao final da nossa árvore brônquica, e aí ele está pronto para a troca gasosa. Mas é isso aí, pessoal. Até a próxima aula!