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Como fazer a vacina da gripe todos os anos

Transcrição de vídeo

... A história começa com a OMS, a Organização Mundial de Saúde. E a OMS trabalha com alguns laboratórios regionais. Na verdade, são cinco laboratórios espalhados pelo mundo. E esses laboratórios coletam amostras de centenas de países. Então, centenas de países observam atentamente para descobrir qual o tipo de gripe está afetando a sua população em particular. E eles mandam essas informações para esses cinco laboratórios regionais. Vou desenhar rapidamente aqui onde estão os cinco laboratórios regionais. Tem um aqui nos Estados Unidos, também um aqui na China, outro aqui no Japão, o quarto está no hemisfério sul, na Austrália, e o quinto está aqui no Reino Unido. Este é o último. São cinco no total. Então a OMS analisa as diferentes variantes que vieram desses cinco laboratórios espalhados pelo mundo. E eles tentam decidir qual a escolha mais sensata. Porque a gripe normalmente viaja ao redor do mundo de uma maneira bem previsível. De modo que eles podem estimar quais as cepas devem incluir na vacina para melhor protegerem a população. Algumas vezes eles usam as cepas dos anos anteriores. Outras vezes, usam uma nova cepa. Então vamos analisar as três cepas que foram mais utilizadas nas vacinas produzidas em 2012 - 2013. Vou começar pelos tipos de vírus colocados. Geralmente são de dois tipos A e um tipo B. Essa é a fórmula usual. É a recomendação da OMS para a vacina trivalente. E essa recomendação escolhida pela OMS, pode ser seguida exatamente igual. Eles normalmente a nomeiam com base na localização. Por exemplo, dizem que uma vacina tem tipo A, E que a localização, neste caso, o primeiro veio da Califórnia, Estados Unidos, o segundo veio de Vitória, Austrália, e o último veio de Wisconsin, nos Estados Unidos. Estão essa é a localização das três cepas. Se você vir essa nomeação, perceberá que tem uma barra entre esses dois, desse jeito. Depois, vem o número da cepa. Eles fornecem um número e a que ele se refere. Mas não tem muito significado para nós. Só vou coloca-los aqui porque fazem parte do nome. O número de cepa então é 7 para o primeiro. Este é 361. E esta cepa tem número 1. Depois disso, colocam o ano no qual identificaram a cepa. Então, o ano de identificação. Este primeiro, do tipo A, na verdade foi identificado em 2009. Mas os outros dois são mais recentes. Identificados em 2011 e 2010. Então, é isso que vem depois do número da cepa. Finalmente, a última coisa que inserem é se o tipo do vírus for A, a informação de H e N. Por exemplo, esta primeira cepa vinda da Califórnia. Esta é tipo H1N1. E esta segunda é um H3N2. Já o terceiro, por ser do tipo B, não recebe esse tipo de classificação de H e N Vou apenas por um traço aqui para mostrar que não tem. Então, se você se deparar com isso em algum documento, pelo menos agora você sabe o que essas palavras e números significam. Essa é literalmente a forma como se nomeiam as cepas. E, só para sabermos, essa primeira aqui é uma cepa antiga. Então, na verdade, fez parte de vacinas anteriores. Esta não é uma nova cepa que foi incluída. Mas as outras duas abaixo, essas duas aqui, são na verdade novas cepas. Não fizeram parte de vacinas dos anos anteriores. Essas são adições novas ou mudanças das vacinas Apenas para lembrar, sempre são incluídos dois tipos A e um tipo B, e, do tipo A, uma é H1N1 e outra é H3N2. Assim que são feitas as vacinas recentemente. Agora deixe-me limpar a tela, porque quero falar sobre o que acontece, exatamente, quando a OMS decide que essas serão as cepas a utilizar. E essa decisão foi feita no início de fevereiro de 2012. Então, meses antes de descobrirmos quais cepas vamos usar. E essa informação segue para o próximo grupo de pessoas, os fabricantes. Os fabricantes pegam essas informações e começam a juntar as peças. Começam o processo de fabricação. E uma parte crucial e bastante impressionante deste processo, da qual muita gente não tem conhecimento, é que você precisa de milhões, na verdade centenas de milhões, de ovos. O mesmo tipo de ovo que você provavelmente come de café da manhã. Mas esses ovos devem seguir padrões de laboratório. E são necessários para esse processo de fabricação. Feito isso, o próximo passo chave desse processo, e que envolve também muitas pessoas, é a segurança. É preciso garantir que tudo isso seja seguro. Então vários testes são realizados para garantir que as vacinas produzidas sejam seguras. Em seguida, depois dessas pessoas afirmarem que é uma vacina segura, começa a distribuição. O próximo passo é a distribuição. Então vamos passar por todos esses passos e pensar nas pessoas envolvidas em todos esses passos. Mas quero definir todos os passos antes, para que você tenha uma noção de quantos agentes estão envolvidos e quantas etapas existem antes da vacina chegar até você. Assim, a vacina vai, é claro da distribuição às clínicas. E, finalmente, chega até uma pessoa. Poderia ser você. Este é você recebendo a vacina, e deve estar feliz porque agora está protegido contra a gripe. Vou desenhar um pequeno escudo em volta, para representar uma pequena proteção. Mas vou deixar claro que você não está completamente protegido, vou desenhar pequenos buracos no escudo. Para mostrar que não é uma proteção perfeita, mesmo sendo muito boa. De fato, este ano, em termos de quão bem a vacina funciona, não em estudos, mas na realidade, em termos de como está se saindo conforme as pessoas são vacinadas, é de cerca de 62% de eficiência. O que é muito bom, na verdade. Em estudos sempre vemos algo entre 60% e 70%. E, agora, na vida real, vemos uma eficiência de 62%. Em termos de eficiência da vacina. A palavra eficiência se refere aos dados reais, enquanto a palavra eficácia é mais usada em estudos. Essa é a diferença do uso dessas duas palavras. Então deixe-me listar algumas pessoas ou entidades envolvidas em cada etapa do caminho. Assim, em termos de seleção das cepas, dissemos que é de responsabilidade da OMS em conjunto com todos os grupos, laboratórios e cientistas relacionados com esse tópico da saúde pública, nos mais diferentes países. Já em termos de fabricação, aqui você deve pensar na indústria de produção de vacinas Aqui existem vários agentes. Envolve grandes negócios em termos de produção das doses de vacinas. Aqui a indústria de vacinas é o agente principal. Então, vamos pensar nos os outros grupos envolvidos. Como eu disse, são necessários centenas de milhões de ovos para que o processo ocorra. Assim, é claro, você precisa do trabalho de fazendeiros. E, se em algum ano houver uma gripe que estiver afetando muito a população de galinhas, então vai ser muito difícil porque haverá menos ovos para contribuir com a produção de vacinas. Então, na verdade, é um processo bem difícil. A gripe obviamente afeta tanto as galinhas quanto os seres humanos. Assim, se as populações de aves começam a morrer, então até os seres humanos sofrem por não terem as vacinas. Agora, a segurança é imensa. Pense em todos os diferentes países que têm organizações que se preocupam com a segurança. Por exemplo, nos Estados Unidos tem a FDA, ou Administração de Alimentos e Drogas. Então, cada país tem seu modo de pensar sobre a segurança. E, obviamente, esses grupos também se envolvem com a produção das vacinas. Depois, é preciso pensar na logística de toda a operação. Quer dizer, se você produz centenas de milhões de vacinas, então precisa distribuí-las por todo o mundo. Você precisa pensar nos aviões para transporte dessas vacinas pelo mundo. Você precisa pensar na refrigeração. Talvez navios para transpor oceanos. Talvez caminhões para o transporte em terra. O que for mais barato. Então, são muitas as questões de logística para que as vacinas sejam distribuídas. E, por último, você tem enfermeiras e doutores nas clínicas, que precisam ser informados. Eles precisam saber quando começar a marcar horários para atendimento dos pacientes, como administrar a aplicação das vacinas à população. E, por fim, temos você. Você é o fim dessa cadeia. E, não só você, mas cerca de 250 milhões de pessoas são vacinadas. Então 250 milhões de doses são produzidas. E isso é um grande esforço. Você pode perceber os países envolvidos, coletando a informação de todos esses diferentes grupos, envolvidos para que essa produção seja possível. Então, para mim, essa é uma das mais impressionantes proezas que existem. E é realmente uma prova do que a ciência pode fazer pela humanidade. [Legenda: Melyssa Rodrigues]