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As vacinas e o mito do autismo - parte 2

Transcrição de vídeo

Bem, no último vídeo falamos sobre quantos, vários estudos foram feitos que demonstram que não existe ligação entre a vacina MMR e autismo. E, de fato, outros estudos foram feitos para meio que separar todas as partes individuais do mecanismo que o estudo de Wakefield colocou - que não existe ligação entre vacina e inflamação gastrointestinal, não existe ligação entre inflamação gastrointestinal e autismo. E a essa altura, as pessoas estão bem convencidas de que realmente não há ligação entre a vacina MMR e autismo. Mas várias famílias e muitos pais ainda acreditam nesse mito. E pessoas se perguntam sobre esse primeiro estudo de Wakefield, como os resultados surgiram. Uma coisa interessante aconteceu em 2004, e é algo muito incomum para uma pesquisa de estudo de qualquer tipo, mas, basicamente, dez dos autores - - lembre-se, há 13 autores nesse estudo - dez deles realmente se retrataram e disseram, você sabe, nossas conclusões não foram apropriadas. Nós vamos nos retratar. Portanto três dos autores não fizeram isso Mas o fato de que dez deles realmente voltaram atrás foi mesmo impressionante e gerou muitas dúvidas. Por que pessoas retirariam seu estudo inicial? Então, no mesmo ano, por causa desse negócio super esquisito que aconteceu, um cara chamado Brian Deer, que era um repórter, ele estava trabalhando para um jornal britânico. Jornalista investigativo. Começou sua investigação, e começou analisando esse negócio. Brian Deer é um cara conhecido por investigações no passado. Ele investigou a indústria farmacêutica e outros tipos de organizações poderosas. Ele então pensou que pegaria esse estudo de Wakefield e investigar para entender de onde esses resultados vieram, e o que ele descobriu foi realmente chocante de várias maneiras. Acontece que lá em 1996, uns dois anos antes do estudo de Wakefield, um grupo de advogados que esperavam processar o fabricante da vacina MMR decidiram pagar a Wakefield uma bolada de dinheiro. Então eles pagaram a Wakefield milhares e milhares de libras, que convertidas valem ainda mais, para conduzir esse estudo. E então pagaram a ele diretamente. E essa grana não foi usada para os pacientes, pois eles faziam parte do serviço nacional de saúde e obtinham seu tratamento por lá. Essa grana foi para o bolso dele. Então, é óbvio que isso era um baita conflito de interesses, e é uma coisa que ele, Wakefield, nunca contou para ninguém. Ele não mencionou isso ao publicar esse estudo. E outra coisa que foi revelada foi que um ano depois, em 1997, descobriu-se que Wakefield havia registrado um patente. Ele havia patenteado uma vacina, dentre todas as coisas! Então Wakefield tinha a patente de uma vacina que poderia competir com a vacina MMR. Era uma vacina MMR alternativa. E então, de novo, este é um conflito de interesses gigante, porquê se ele está elaborando um estudo sobre uma vacina, e demonstrando não ser uma boa vacina, que causa autismo, então obviamente esse resultado lhe proporciona uma posição confortável para oferecer sua própria versão da vacina. Portanto esses são os dois grandes conflitos de interesse que ele não mencionou quando estava publicando seu estudo. Agora deixa eu fazer um espaço aqui nessa tela, e vamos entrar no que aconteceu depois. Revelou-se que, entre os anos de 2007 e 2010 - - então por mais ou menos 2 anos e meio - houve uma investigação, conduzida pelo Conselho de Medicina. Esse grupo é composto por médicos e por membros da comunidade, e eles efetivamente revisam qualquer tipo de comportamento antiético de um médico e tomam a decisão se essa pessoa pode praticar medicina. Então esse grupo do Conselho de Medicina revisou os documentos que Brian Deer investigou e outras informações que eles mesmo descobriram por conta própria. Eles basicamente descobriram algumas coisas; Descobriram que ele estava sendo desonesto. E você pode pensar, bem, é claro que ele estava sendo desonesto com algumas coisas. Ele não mencionou seu interesse financeiro. Essa foi uma segunda questão. Eles disseram que ele teve oportunidades para se manifestar. Além de apenas publicar o estudo, ele também foi a reuniões e conferências, e repetidamente, ele foi omisso quanto aos seus interesses financeiros. Disseram que ele foi negligente, que ele realmente fez, especificamente, coisas com crianças autistas em seu estudo que eram negligentes, inapropriadas do ponto de vista médico, e, finalmente, não tinha habilidade. Especificamente, o que eu quero dizer é que ele não era um pediatra. Ele era um clínico geral - cirurgião, na verdade, e que ele não tinha nada que estar trabalhando com crianças. Então, primeiro ponto, desonestidade - - deixa eu voltar rapidamente e fornecer mais detalhes - Descobriram que ele havia selecionado seus pacientes. Ele não os selecionou aleatoriamente quando entravam no hospital, como disse, mas na verdade, os advogados com os quais ele estava trabalhando o colocava em contato com pacientes que estavam interessados em processar o produtor da vacina MMR, e, obviamente, se você tem um grupo que está pronto para processar outro, então isso não é aleatório, e talvez exista algum viés no que vão dizer. Ele também não recebeu autorização do hospital. Ele havia dito que o comitê de ética tinha autorizado tudo que ele estava fazendo, mas isso não era verdade. Agora, com seus interesses financeiros, ele realmente, além de ter a patente de uma vacina, também tinha uma empresa que vendia algo chamado Fator de transferência. Esse produto era vendido para pessoas procurando uma alternativa à vacina MMR. Portanto, é claro que se você pode fazer a vacina parecer ruim ou insegura, sua empresa vendendo uma alternativa vai ser dar bem. Agora, o ponto de negligência, isso é realmente uma infelicidade. Ele, entre outras coisas - - e eu só estou selecionando uma das coisas mencionadas - ele fazia três punções lombares em crianças que não precisavam. Agora, pense sobre isso. três punções lombares. Isso é uma agulha nas costas, para obter fluido que banha o cérebro. Você está fazendo esse procedimento em crianças que não precisavam Portanto isso é clara e completamente inapropriado. E finalmente, ele, como eu disse, não tinha especialidade. Ele não era um pediatra, e não deveria estar tomando decisões clínicas sobre pacientes pediátricos. Isso é óbvio algo que você precisa se especializar e obter treinamento para fazer, e ele nunca recebeu um ou outro. Então eles olharam todos esses fatos e decidiram cassar seu registro médico. Então baseados nestas evidências, eles removeram seu registro. Uma vez cassado o registro médico em um país, se torna muito difícil trabalhar em qualquer outro país. E então ele efetivamente estava impossibilitado de praticar medicina ou até cirurgia, que era no que ele foi treinado para fazer em qualquer lugar do mundo. Quando essa informação foi divulgada, apenas alguns dias depois de ter ser registro médico cassado, a revista médica "The Lancet" decidiu que removeria o artigo, retrataria o artigo. Então agora, a revista médica "The Lancet" na qual ele havia publicado o estudo de Wakefield inicial, removeu-o completamente. E finalmente, uma questão ficou na cabeça de muitas pessoas, - e na minha também - é que mesmo que você aceite tudo isso, que ele desonestamente encontrou esses pacientes e tinha um interesse financeiro e foi negligente, parece muito estranho que doze crianças tiveram inflamação gastrointestinal. Parece apenas como uma coisa muita estranha de se descobrir. Nos faz pensar se havia alguma coisa naquele estudo em primeiro lugar. Bem, revelou-se que finalmente em 2011 - o que é bem recente na verdade - que os registros hospitalares foram liberados. Portanto, os registros hospitalares desses pacientes foi divulgado. E revelou-se que os patologistas que haviam analisado os intestinos dessas crianças haviam dito e escrito algo muito diferente do que havia sido reportado. Então havia essa desconexão enorme entre os registros hospitalares e o que foi reportado no estudo. Então, esse estudo de Wakefield, essencialmente, não refletia a realidade. Por exemplo, algumas crianças tinham intestinos completamente normais, e ainda assim, no estudo, ele reportou que elas tinham inflamação. Outras vezes, pais reportaram sintomas em um determinado ponto. Mas porque aquilo não cabia na proposta geral, ele mudava as datas. Portanto entre mudar datas e mudar o que os registros hospitalares diziam sobre a inflamação, ficou muito claro que basicamente a coisa toda foi fabricada. Voltando ao começo, onde tínhamos esse um estudo com doze crianças que mostrava a ligação entre a vacina e autismo, tivemos um longo caminho. Quero dizer, agora esse estudo foi completamente desacreditado porque mentiras foram ditas em diferentes pontos. Também, muitos outros estudos olharam essa ligação, essa conexão, e demonstraram que não existe ligação entre vacinas e autismo. O problema que permanece é que muitas famílias e pais ainda acreditam nesse mito de autismo, e isso os leva a não vacinar, e cria muita confusão sobre a real causa do autismo. LEGENDADO POR GABRIELA MORITZ