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Transcrição de vídeo

RKA10GM - Olá, meu amigo ou minha amiga, tudo bem com você? Seja muito bem-vindo ou bem-vinda a mais uma aula de Ciências da Natureza. Nesta aula, vamos falar sobre o HPV ou papilomavírus humano. Basicamente, para começarmos a falar sobre o HPV, precisamos conversar sobre as verrugas. Elas são pequenas protuberâncias que podem aparecer na pele, na ponta do dedo da mão ou na ponta do dedo do pé. O termo científico para verruga é papiloma ou papilomas, se estivermos falando de múltiplas verrugas. Quando essas verrugas aparecem nos genitais, recebem um outro nome, costumam ser chamadas de Condyloma acuminata. Podemos até escrever isto também: ou Condyloma... Condyloma... acuminata. Essa infecção é produzida por um vírus conhecido como HPV ou papilomavírus humano. HPV. Uma coisa interessante sobre o HPV é que existem submúltiplos desse vírus. Inclusive, vamos falar um pouco mais sobre eles daqui a pouco. Mas de uma forma geral, podemos dizer que existe o HPV do tipo 6, do tipo 11, do tipo 16 e do tipo 18. E outra coisa interessante também sobre o HPV é que 90% dos infectados não apresentam nenhum sintoma. Mas mesmo não tendo os sintomas, eles podem infectar outras pessoas, ou seja, podem transmitir essa infecção para outras pessoas. Por falar nisso, podemos conversar agora sobre os modos de transmissão dessa infecção. Vamos escrever também: os modos de transmissão. E como toda IST, a forma principal de transmissão dessa infecção é através do sexo, que pode ser vaginal, anal ou oral. Além do sexo, o HPV também pode ser transmitido de mãe para filho, principalmente no momento do parto. Outra forma de transmissão também é através do compartilhamento de roupas. Por último, também temos uma forma conhecida como autoinoculação, que é a inoculação de um micro-organismo já existente no mesmo indivíduo. Agora que já conversamos sobre as formas de transmissão, podemos falar da fisiopatologia do HPV. A fisiopatologia é o estudo das funções anormais ou patológicas dos vários órgãos e aparelhos de um organismo. Sendo assim, a natureza das alterações morfológicas e a sua distribuição nos diferentes tecidos vão influenciar o funcionamento normal e também determinar as características clínicas, o curso e o prognóstico de uma doença. Para compreendermos bem a fisiopatologia do HPV, vamos desenhar uma célula aqui. Vou colocar o núcleo dessa célula em pontilhado. Dentro do núcleo, vamos ter o DNA... DNA. Vamos escrever que aqui é o núcleo. Vamos dizer que, inicialmente, temos uma célula normal, mas um vírus do HPV se aproxima dessa célula. Vamos colocar este vírus. Aqui temos uma espécie de camada que é chamada de núcleo capsídeo. Este é o nome dado à estrutura viral formada pela associação do capsídeo com o ácido nucleico do vírus. Dentro desse núcleo capsídeo, vamos ter algumas proteínas ou DNA viral. Dentro desse núcleo, vamos ter algumas proteínas e o DNA viral. Claro, vamos ter algumas proteínas. Ao se aproximar da célula, vai ser injetado o DNA viral dentro da célula do hospedeiro, dentro da célula humana. Após esse processo, o que vai acontecer? Deixe-me colocar aqui. Vamos ter a introdução do DNA. Introdução... do... DNA. Então o DNA do vírus entrou na célula humana. O que acontece após isso? Vamos refazer a célula aqui. Quando o DNA viral entra na célula humana, na célula hospedeira, as proteínas que também entraram nessas células vão ajudar a incorporar o DNA viral ao DNA da célula hospedeira. Então teremos uma incorporação do DNA. Incorporação do DNA viral. Ao final desse processo de incorporação, vamos ter o quê? Teremos esse DNA viral incorporado no DNA da célula hospedeira. Após esse processo, teremos alguns caminhos diferentes. Quais serão esses caminhos? O primeiro é o seguinte: ao ser incorporado pelo DNA da célula, esta pode ordenar às proteínas que produzam mais massa viral. Teremos uma produção de massa viral, a produção de grande quantidade de vírus, isso tudo dentro da célula. E não esquecendo que em cada um desses núcleos capsídeos, teremos um DNA. Aqui também, aqui também e aqui também. Teremos uma grande quantidade de vírus sendo produzida dentro da célula. Uma quantidade tão grande que vai ocupar todo este espaço no interior da célula, e isso vai continuar acontecendo. Lembrando que, em cada um desses núcleos, vamos ter um DNA que, para ser produzido, vai ser utilizada muita proteína. Proteínas que deveriam estar sendo utilizadas pela própria célula, usadas para ajudar a célula a sobreviver e se reproduzir, o que não estará acontecendo nesse caso. O resultado disso é que, em algum momento, a membrana desta célula vai se romper e quando isso ocorre, estas cópias virais vão sair dessa célula e infectar as outras que estão nos arredores. Nesse processo, terminamos o ciclo do HPV. Inclusive, esse ciclo é conhecido como ciclo lítico. Então nesse momento em que ocorre a ruptura, temos o ciclo lítico. Nesse ciclo, o vírus inseriu seu material genético na célula hospedeira e passou a dominar o metabolismo dela, até o momento em que a destruiu completamente. E foi justamente isso que vimos aqui. E, claro, podemos ter outro caminho também. Nesse outro caminho, o DNA viral vai se incorporar no DNA da célula hospedeira, conforme vimos aqui, mas em vez de ser produzida uma grande quantidade de massa viral, ele vai permanecer inativo aqui dentro. Claro que a célula vai continuar se reproduzindo de forma natural, mas com o DNA viral aqui dentro. Teremos duas, três cópias, quatro e assim, sucessivamente, da célula que contém o DNA viral aqui dentro. Ou seja, teremos a reprodução do DNA viral dentro do núcleo da célula hospedeira, mas de uma forma que o vírus nunca mate a célula. Essa fase é relativamente a mais branda do HPV, e é conhecida como ciclo lisogênico. Lembrando que o ciclo lítico é a fase em que haverá o rompimento e a morte da célula. Já no ciclo lisogênico, não ocorre nada com a célula, mas existe um potencial dela chegar ao ciclo lítico. Então podemos, a partir desta fase, chegar a esta outra. E como isso pode ocorrer? Bem, pode ocorrer devido a diversos motivos. Um deles é o estresse, então podemos ter aqui o estresse, uma exposição à luz do sol, uma diminuição do sistema imunológico. Todas essas coisas podem levar da fase lisogênica até a fase lítica ou ciclo lítico. É nessa fase, inclusive, que percebemos os sintomas do HPV. E em relação a sintomas, estou querendo dizer é que nessa fase estaremos vendo as verrugas aparecerem. E, claro, elas podem aparecer na mão, nos pés e, também, nos genitais. Deixe-me destacar esta verruga. Um detalhe: esse não é o único sintoma que o HPV pode causar. Complicações podem aparecer. E quais seriam essas complicações? Uma delas é o câncer cervical ou o câncer peniano. Ambas são doenças muito terríveis e podem aparecer se tivermos o HPV do tipo 16 ou do tipo 18. Por isso é muito importante diagnosticar o tipo de HPV para saber se existe o risco de ser desenvolvido um câncer cervical ou peniano. Por esse motivo, vamos conversar sobre os modos do diagnóstico. Ou seja, os passos para diagnosticar o HPV e o seu tipo. Uma das formas de fazer o diagnóstico é apenas observar a verruga. Mas, se quisermos algo mais técnico, a primeira coisa que podemos fazer é uma biópsia, a biópsia de uma verruga. Assim, podemos olhar para isso através de um microscópio. Para fazer essa biópsia, podemos pegar uma agulha e inserir no interior dessa verruga. Assim, vamos conseguir ver a célula infectada. Vamos desenhar isto agora. Temos a célula, e vamos ter o núcleo dela. Os núcleos tendem a ter essa auréola ao seu redor, que é chamada, inclusive, de halo perinuclear. Observando algo parecido com isso no microscópio, teremos um indicativo muito grande de que se trata do HPV. Mas isso não é conclusivo porque existem muitos vírus que causam essa aparência também. Outro teste que podemos fazer é a hibridização do DNA. Para fazer isso, podemos pegar um cotonete e esfregar nessa verruga, e a gente espera que tenha algum vírus do HPV nela. Claro, depois colocamos em algum recipiente para fazer o PCR, que é aquela reação em cadeia da polimerase. Fazendo isso, teremos várias cópias do DNA viral. O que vai nos ajudar a identificar, de fato, que se trata do HPV. Outra coisa que também podemos utilizar é a luz ultravioleta que, ao incidir sobre o DNA viral, apresentará uma certa luminescência, e isso também vai estar nos indicando que se trata do HPV. Vamos supor que já fizemos o diagnóstico e, de fato, temos o HPV aqui. Como pode ser feito o tratamento? Um dos tratamentos feito que, normalmente, é contraditório em relação à maioria das ISTs, é queimar a verruga. Uma das formas de queimá-la é utilizando nitrogênio líquido. Podemos queimar essa verruga utilizando nitrogênio líquido ou, ainda, ácido salicílico. Podemos fazer isso para realizar o tratamento, mas o que podemos fazer para prevenir o HPV? Como realizar a prevenção? Uma das formas de prevenir qualquer IST é fazer o quê? Bloquear a transmissão. E a forma de transmissão mais comum é através do sexo. Podemos fazer isso evitando o contato direto no ato sexual, ou seja, temos que utilizar preservativos. O uso de preservativo já bloqueia, e muito, a transmissão dessa IST, incluindo o sexo vaginal, anal e, também, oral. Se estivermos falando do parto, especificamente, uma das formas de diminuir a transmissão da mãe para a criança no momento do parto é realizando uma cesariana. Isso vai limitar bastante o contato do bebê com as possíveis verrugas que a mãe possa ter. As outras duas formas são mais fáceis de fazer, ou seja, devemos evitar o compartilhamento de roupas com uma pessoa que tenha HPV, e caso nós mesmos o tenhamos, não podemos coçar uma verruga e depois começar outra parte do corpo, senão faremos a autoinoculação. A melhor forma de evitar complicações, tais como câncer cervical ou peniano, é se vacinar contra o HPV. Porque a vacina contra o HPV tem como principal alvo os do tipo 6, 11, 16 e 18, que são os tipos mais comuns que causam o câncer cervical ou peniano. É uma loucura pensar que há uma vacina que pode prevenir o câncer antes que ele aconteça, e isso é incrível. Bem, meu amigo ou minha amiga, espero que tenha compreendido esta aula e quero deixar um grande abraço. Até o próximo vídeo!