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Transcrição de vídeo

Nesse vídeo iremos falar sobre uma coisa conhecida como adaptação sensorial. Adaptação sensorial. Como o nome diz, adaptação sensorial é uma mudança na sensibilidade de sua percepção de um sentido. Vamos ver dois exemplos diferentes de adaptação sensorial. O primeiro exemplo, o primeiro sentido que vamos avaliar é a audição, seu sentido de audição. Vamos olhar para a audição. Como é que somos capazes de ir a um show de rock e escutar o show inteiro, sair dali e ainda assim conseguir escutar coisas? Como é que nossos tímpanos não estouraram por causa do som super alto? Uma das formas que somos capazes de nos adaptar a sons muito altos é através de um pequeno músculo dentro do seu ouvido interno. O que esse músculo do ouvido interno é sempre que houver um som muito alto, ele se contrai. Quando o músculo se contrai, ele na verdade amortece as vibrações que entram em seu ouvido interno. Amortecendo sons muito altos ele na verdade evita que seus tímpanos arrebentem, ele ajuda a proteger seu ouvido interno de ser danificado. Isso na verdade leva alguns segundos para ocorrer. Não funciona para sons super altos repentinos, como um tiro de revólver ou um rifle disparando. Quando o rifle dispara, o barulho que ele faz acontece muito, muito rápido. Não dá tempo do músculo se contrair e proteger seu ouvido. Você pode até mesmo ter algum tipo de sequela se ouvir o som de um tiro perto de seu ouvido por causa de sua incapacidade de contração rápida. Outro sentido no qual confiamos muito e que se adapta é o tato. Você deve ter percebido que quando colocamos nossas mãos em água gelada, ela é super gelada no início, mas com o tempo a água não parece tão gelada. Isso porque os nervos sensoriais em sua mão que são sensíveis à temperatura, assim que disparam, também se saturam. Eles param de disparar tanto. O tato, sua sensibilidade à temperatura se adapta. Outro sentido que se adapta é o olfato. Somos capazes de identificar quantidades realmente bem pequenas de químicos no ar, como perfumes. Eu não sei se você alguma vez já teve essa experiência, mas se você borrifar um pouco de colônia ou perfume, com o tempo, no começo, você consegue sentir o cheiro. Com o passar do tempo você esquece que está usando. Novamente isso é porque nossos receptores sensoriais perdem a sensibilidade. então perdem a sensibilidade e deixam de ser sensíveis às moléculas. Da mesma forma, o tato, os receptores de temperatura também perdem a sensibilidade. Há ainda alguns outros sentidos que se podem ser alterar para se adaptar à mudanças no estímulo. Uma dessas mudanças é seu sentido de propriocepção. Falamos sobre isso em um vídeo recente, e é seu sentido de equilíbrio, seu senso próprio, saber onde você está no espaço. Um experimento que foi realizado para alterar a propriocepção de uma pessoa foi colocar uns óculos. Imagine que aqui temos uma pessoa. Aqui estão seus olhos. O que na realidade fizeram foi colocar colocar óculos. O que esses óculos faziam, era distorcer tudo. Ou eles deixavam as coisas de cabeça para baixo ou inclinavam tudo num determinado ângulo. Basicamente, alterava a percepção do mundo. O que eles viam não era mais o que estavam acostumados a ver, e com o tempo, o cérebro foi capaz de acomodar. Se uma imagem inicialmente estava de cabeça para baixo, com o passar do tempo, a imagem era virada para o lado correto novamente. Existe essa adaptação sensorial que pode ocorrer com seu sentido de propriocepção também. Outro sentido que passa por adaptação sensorial é sua visão. Para todos os sentidos do lado de cá estávamos falando de regulação para baixo. Escutar, sempre quando é um som muito alto, o músculo se contrai e sua capacidade de perceber o som é regulada para baixo. O mesmo acontece com o tato. Com o tempo, sua capacidade de sentir certas coisas, sentir pressão, temperatura, se regula para baixo. O mesmo acontecer com olfato e com propriocepção. Com a visão, podemos ter regulação tanto para cima como para baixo. Temos regulação para cima e para baixo. Então quando é que temos regulação para baixo? Imagine que está super claro lá fora. Se está super claro lá fora, temos luz em abundância e entrando nos olhos. Se suas pupilas estivessem bem grandes e dilatadas, imagine que você tem suas pupilas aqui e elas são grandes e dilatadas. Um monte de luz entraria nas suas pupilas. De fato até poderia danificar sua retina. Uma adaptação que seu olho possui à luzes intensamente fortes é a constrição da pupila. A pupila fica menor. Vai desse tamanho, por exemplo, para esse tamanho. O que isso faz, efetivamente, permitir que menos luz entre no olho. Outra adaptação à luz forte que acontece no seu olho é a mudança na sensibilidade de seus cones e bastonetes. Tem uma lista enorme no site onde falo sobre cones e bastonetes. Basicamente, o que ocorre é que seus cones e bastonetes que estão lá parados no fundo do olho eles perdem a sensibilidade. Eles realmente perdem sensibilidade à luz com o tempo. A combinação da constrição da pupila e perda de sensibilidade dos cones e bastonetes em seus olhos efetivamente leva à regulação para baixo em sua capacidade de perceber a luz. O que acontece num ambiente escuro? Em um ambiente escuro, onde não há muita luz, não há muita luz. Podemos desenhar só um pouquinho de luz entrando. O que você quer fazer é exatamente o oposto. Se suas pupilas estavam inicialmente pequenas, você quer que elas fiquem maiores de forma que possamos ter mais luz entrando no fundo do olho. Adicionalmente, o que acontece no escuro é que os cones e bastonetes começam a sintetizar moléculas sensíveis à luz. Então há mais moléculas sensíveis à luz e elas se tornam mais sensíveis à luz. Isso, efetivamente, leva à uma regulação para cima na sensibilidade. LEGENDADO POR GABRIELA MORITZ