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Transcrição de vídeo

RKA4MB - Quando eu comecei a pensar neste vídeo sobre a asma, eu percebi que não ia ser um vídeo tão fácil assim de a gente falar, mesmo todo mundo conhecendo um pouquinho sobre a condição e muita gente possuindo essa doença. Então, vamos tentar aqui destrinchar as características da doença. E vamos começar do começo, né? Vamos falar dos pulmões, como eles são e o que eles fazem. Portanto, temos, aqui, a nossa traqueia. E a traqueia vai se ramificar aqui nos brônquios, certo? Então, o brônquio esquerdo e o direito, que são as duas principais ramificações do nosso pulmão. E, daqui, eles continuam se ramificando igual a galhos em árvores mesmo, né? A gente vai tendo ramificações e ramificações, sempre ficando menores e menores, aqui, as nossas ramificações. [Estou] Só fazendo aqui mais alguns, mas eu acho que você já pegou o que acontece aqui, né? Quando você inspira (quando você traz o ar para dentro) é como se você fosse um aspirador de pó trazendo ar, chupando o ar para dentro. E todos esses são os tubos que estão conectados a esse aspirador de pó. Então, é como se fosse uma grande mangueira aqui, e, se você imaginar que esse aspirador de pó vai ramificando nessas mangueirinhas menores, vai ser, mais ou menos, assim que vai parecer essa parte anatômica. E, quando a gente inala, quando a gente inspira, o que vai entrar é o oxigênio, que é simbolizado por O₂. O₂ são 2 átomos de oxigênio formando uma molécula, ok? Já quando a gente expira, quando a gente solta o ar, o que vai sair é o dióxido de carbono, que é o CO₂, que é uma molécula composta por 2 oxigênios e 1 carbono. A asma é considerada uma doença obstrutiva, pois o ar vai ser obstruído na sua saída, quando você vai liberar o CO₂. Quando você vai expirar, soltar o ar, esse ar é obstruído. Mas a gente vai chegar lá, a gente vai falar mais sobre isso e se aprofundar já, já. Por enquanto, a gente vai falar mais sobre esses tubinhos aqui, também conhecidos como nossas vias respiratórias. E, se eu vier em qualquer um desses tubinhos aqui, dessas mangueiras, e fizer um corte mais ou menos assim e olhar (encarar) de frente esse cano depois do corte vai ser o que a gente chama de um corte transversal. E o que a gente vai olhar vai se parecer com uma coisa dessas aqui assim. Aqui é uma região circular exterior do nosso tubo, da nossa mangueirinha; e aqui, uma abertura, né? Isso aqui é o que a gente chama de lúmen. O lúmen é o espaço interno, a cavidade, a parte interior de qualquer um dos tubos. Esse lúmen, essa região, é onde o ar passa nas vias respiratórias e, entre estes dois pedaços, a gente tem bastante tecido conjuntivo, glândulas e vários outros tipos de coisa. Mas o que eu quero dar ênfase mesmo é em uma pequena, em uma suave camada de tecido muscular que a gente tem aqui. Já que é uma camada de músculo, ela pode forçar, mudar o formato das coisas fazendo força, aplicando algum tipo de força. E, quando a gente fala de asma, a gente está falando desse músculo contrair e dificultar a passagem do ar nessas vias (ao contrair aqui). O que vai acontecer quando uma pessoa tiver um ataque de asma é que, durante o ataque, se a gente pegar aqui a nossa via aérea (está aqui), o lúmen vai ser bem menor. Olha só a nossa saída, a nossa vazão de ar como ficou diminuta. E o que está acontecendo aqui é que essa camadinha de músculo está contraindo muito, muito forte, e comprimindo esse lúmen, restringindo o diâmetro desse lúmen. E se a coisa já não estivesse ruim o suficiente, quando o nosso corpo inflama, ele secreta fluidos, né? Então, aqui, começa a preencher com mais fluido, mais líquido. Então, o que era para ser uma passagem aberta e fluida fica estreita e inundada por fluidos e secreção, muco. E todo esse cenário é o que, no final, nos resulta na asma. Eu mostrei esse pedacinho representando onde a gente fez o corte, mas imagina isso acontecendo em todas as vias respiratórias, em todos esses tubinhos (mesmo nos mais pequenininhos dos menorzinhos). Imagina só a dificuldade que o ar vai ter para sair, para transitar nessas vias. Lembra até que a gente comparou com o aspiradorzinho de pó? Agora, imagina esse inspirador de pó, só que com as mangueirinhas todas apertadas, espremidinhas. Quer saber? Ao invés de imaginar, vamos tentar, de fato aqui, desenhar o nosso aspiradorzinho de pó. Não é lá um modelo muito moderno, muito bonito, mas imagina aqui um aspirador de pó. O nosso aspirador de pó vai puxar o ar, puxar o ar, puxar o ar... mas, se o ar quiser sair, isso vai ter que ser por um processo passivo. Então, mesmo com as mangueirinhas apertadas, para o ar entrar é, de certa forma, cômodo porque tem um motor que está puxando esse ar. Agora, como sair é um processo passivo, o ar vai ter dificuldade para sair se for nessas mangueirinhas mais estreitas. Entendeu mais ou menos como que funciona? Vamos voltar a falar sobre isso assim que a gente for falar da asma e como ela vai aparecer no estetoscópio, certo? Mas, antes de falar sobre isso, vamos falar sobre o que causa a asma, né? Por que será que suas vias respiratórias resolvem encolher, resolvem obstruir a passagem de certo modo? E, especialmente, por que nosso corpo deixa que isso aconteça e o que dispara essa reação? E, se vamos falar do que faz ter um ataque de asma... e, sempre que eu for falar de pulmões, eu vou acabar falando desse carinha aqui.... a primeira coisa vai ser o cigarro, vai ser o fumo. E, para causar um ataque de asma, nem precisa ser o fumante primário (o fumante ativo). O fumo passivo também pode causar o ataque de asma. Geralmente, quando temos uma criança asmática e os pais são fumantes, se o pai fuma dentro da casa, no ambiente da criança, ou até se ele fuma fora de casa e volta com as mesmas roupas com que ele fumou, isso pode ser um gatilho, isso pode atacar a asma da criança, porque as partículas da fumaça que saem do cigarro são bilhões e bilhões de coisinhas que não pertencem à pulmões de forma nenhuma. Então, quando essas particulazinhas entram no pulmão da criança, podem gerar, podem causar essa reação aqui. Bom, além do fumo e além do cigarro, a gente pode dizer que vivemos em tempos modernos. E tempos modernos têm muitos poluentes, como por exemplo, a fumaça exalada por carros. Toda a poluição, na verdade, da cidade pode ser um agente que vai provocar o ataque no asmático. Ah, e também tem o pessoal que trabalha com amianto. Se pessoal trabalha com amianto, também pode ser um poderoso gatilho para que essa reação aconteça. Vou começar a escrever agora, porque eu acho que eu não estou desenhando rápido o suficiente. Então, tinta. Tinta também pode dar um ataque de asma. Bom, lembre-se de que pessoas diferentes podem ter diferentes agentes causadores do ataque, e, inclusive, tem algo muito curioso e muito triste: tem gente que tem o ataque de asma por comer, por consumir algum tipo de comida. Então, comida também pode ser o agente que vai causar a reação, assim como elementos na cerveja, no vinho... os mais diferentes motivos para as mais diferentes pessoas. Outro gatilho, outro agente bem comum é o tal do estresse. O estresse pode fazer com que nosso corpo reaja de várias maneiras. Uma delas é a inflamação e asma é, praticamente, um processo inflamatório, né? Portanto, o estresse pode, sim, ser um causador de um ataque de asma. Ah, temos aqui um agente muito curioso: esse carinha, aqui, pode ajudar muita gente que está com uma dorzinha de cabeça e tal, mas também pode causar um ataque de asma. A gente está falando da aspirina. A aspirina pode causar um ataque de asma. E, para finalizar aqui, uma coisinha que acontece muito com os bebês: o refluxo gastroesofágico, ou também conhecido por pirose. E como isso pode acontecer com o coitadinho? Simplesmente, quando tem esse refluxo, essa substância que volta, que retorna do estômago dele, pode ir do esôfago para a traqueia, já que eles são criaturinhas bem pequenininhas e isso pode, sim, causar o ataque de asma. Como vocês podem ver, temos causadores e gatilhos em todos os aspectos de nossa vida. Por isso que tanta gente tem asma, e de tantas maneiras diferentes. Mas, agora, voltando aqui na nossa maneira clínica médica de pensar na asma, se a gente for ouvir uma pessoa respirando num estetoscópio e essa pessoa tiver asma, como será que a gente vai ouvir? [Estou] Terminando aqui nosso estetoscópio. Olha que bonitinho! Agora, dá para a gente ouvir bem o nosso pulmão. Como foi dito aqui, anteriormente, está cheio de fluido, de muco, aqui nesses brônquios, nessas vias aéreas. Claro, os canais estão todos apertadinhos pelos músculos, mas também têm esse monte de fluido, esse monte de muco aqui nas vias aéreas por causa do processo inflamatório. E, quando a gente tem uma mistura de ar com fluido, o que acontece? Formam-se bolhinhas. E essas bolhinhas acabam estourando e formando novamente; estourando e formando. Por isso que a gente ouve um sonzinho agudo, que a gente chama de sibilo. O sibilo é algo bastante característico em doenças obstrutivas como a asma. O sibilo, basicamente, é o som de um apitinho. O ruído de um apitinho nos nossos pulmões. Quando a gente respira, a gente inspira e expira. Ao exalar, ao liberar o ar, a gente vai ouvir esse ruidinho alto, que é o sibilo por todo o nosso campo pulmonar aqui. Vamos fazer, aqui, uma linha que vai dividir o nosso pulmão. Acima dessa linha, a gente tem as vias aéreas superiores. Abaixo da linha, a gente tem as vias aéreas inferiores. Um sibilo, na asma, é uma doença das vias aéreas inferiores, que acontece na expiração, quando a gente solta o ar. Agora, se a gente ouve o sibilo na inspiração, isso geralmente é causado por algum corpo estranho ou por alguma outra condição que afeta as vias aéreas superiores. Então, se é na inspiração, o problema é nas vias aéreas superiores. Portanto, na asma, você não tem muito problema na inspiração (em trazer o ar para dentro), mas na expiração é que a gente vai ter umas complicações e por isso é que a gente vai ouvir o sibilo, o barulho. Porque, novamente, se a gente fizer aquela analogia com o aspirador de pó, para entrar o ar, tem o motor, então vai normalmente, não tem muitas complicações. Mas, como soltar o ar é um processo passivo, aí o nosso caninho estando apertadinho vai ter um certo problema para esse ar sair de forma passiva, sem uma ajudinha extra. Então, grava aí: asma, sibilo, doença da via aérea inferior. Mas como será que uma pessoa que tem asma se sente? Eu não tenho asma, então eu não sei se vou conseguir descrever tão fielmente. Vamos imaginar que esse rapazinho, aqui, tenha asma. Então, ele vai vir até você e vai reclamar que ele tem dificuldade em respirar. Então, vai falar aqui: dificuldade em respirar. E, dependendo de quão severo, de quão grave, está o ataque que a pessoa está tendo, ela vai ter que recorrer aos famosos inaladores ou às bombinhas de asma. Quando acontece algum ataque, alguma crise asmática, o pessoal usa essa bombinha para que o medicamento abra as vias aéreas e a pessoa consiga ter a sensação de respirar, consiga liberar a passagem para que o ar flua melhor. Portanto, é uma intervenção muito importante, não só para a pessoa, de fato, respirar mas também sentir que ela está respirando. E isso, com certeza, ajuda na sensação de pânico que dá quando uma pessoa simplesmente não consegue fazer o processo de inalar, de inspirar e expirar. Agora, para finalizar, a asma parece estar relacionada com mais duas doenças, né? Uma delas é a dermatite, que é uma vermelhidão e um inchaço na pele, uma doença de pele. E também aqui a rinite alérgica. E essas três mocinhas, aqui, parece que são grandes amigas, quase inseparáveis, né? Parece que, se você tem um, provavelmente vai desenvolver os outros dois, principalmente em crianças. Ainda não se sabe por que, mas com certeza essas doenças estão correlacionadas. Então, isso aqui, de forma bem simplificado, é o que acontece na asma, é o que a gente tem para falar de asma por enquanto. Então, só para revisar algumas palavrinhas-chaves: a gente tem a constrição das vias aéreas inferiores, que causa dificuldade em respirar e, por isso, a gente ouve um sibilo no estetoscópio na expiração. Ok, pessoal? Espero que tenham gostado. Tchau, tchau!