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Transcrição de vídeo

A pato-fisiologia do enfisema, que significa o curso da doença que leva ao enfisema. Como é que passámos de ter um pulmão normal para ter enfisema? Eu diria, em poucas palavras, que é através da destruição da elastina, que é a proteína nos pulmões que lhe confere as suas propriedades elásticas. Elastina, elasticidade. A elastina é semelhante a uma espiral. Eu penso nela como uma espiral. E realmente, se reparar na proteína ela tem esta forma em espiral. Quando pegamos numa espiral e a esticámos, desta forma, com força, e depois a soltámos, o que acontece? Imediatamente, ela volta à sua forma e tamanho originais, certo? Porque é elástica. A elastina nos pulmões permite-os fazerem exatamente a mesma coisa. Portanto, no final de uma inspiração, os alvéolos, que são estes sacos de ar no final da via aérea, parecem insuflados e cheios de ar, mais ou menos assim. E isto é o que acontece na nossa espiral esticada. E como as paredes estão cheias de elastina, quando expirámos, que consiste apenas em relaxar, o ar sai por si mesmo e a área volta à sua forma e tamanho originais. Mais ou menos assim. Portanto, não fica muito ar aqui. Mas, como eu disse, no enfisema, toda a elastina está a ser destruída e portanto temos poucas paredes como esta e as que sobram, já não são elásticas. Por isso, no final da inspiração, a parede é semelhante a isto. Conseguem ver como as divisões desapareceram? Mas o pior é que quando expirámos. Quase nada muda. É como uma mola sem as suas propriedades elásticas. É apenas um cabo. Por isso, quando expirámos, ele vai ficar igual e todo o ar que está aqui vai ficar obstruído porque a via área aqui vai colapsar. Ela colapsa porque sem a elastina para a manter aberta, a pressão na cavidade torácica, que atua na via aérea, colapsa-a. É por isso que na presença de enfisema dizemos que a pessoa tem uma doença pulmonar obstrutiva, porque o ar fica obstruído lá atrás. Num pulmão normal, saudável e funcional normalmente a elastina é quebrada de forma constante. A elastina é quebrada pela elastase. que é uma protease inibitória, e por "inibitória", percebe-se que é algo que quebra as proteínas. Por isso, o trabalho da elastase é quebrar a elastina para que novo tecido tenha espaço para se formar. E quem controla a elastase é algo a que chamamos antitripsina alfa 1. É algo que é produzido no fígado, e vou outra vez usar o vermelho, porque ela inibe a elastase. Portanto, se a antitripsina inibe a proteína que inibe a elastase, a relação aqui vai ser que a antitripsina alfa 1 facilita o aparecimento de elastina É mais ou menos como no oceano, se temos camarão aqui no fim da cadeia alimentar e ele é comido por um peixe pequeno. É comido, por, por exemplo, o Nemo. Portanto, o Nemo vermelho come peixe. E depois, atrás dele, está um peixe grande. Talvez, eu não lhe devesse chamar Nemo. Portanto, um peixe grande, por exemplo um tubarão, come este peixe pequeno. Portanto, se esta cadeia alimentar, a relação... Se a cadeia alimentar é assim tão simples, então o peixe grande, ou o tubarão, facilita a sobrevivência do camarão uma vez que come todos os peixes pequenos. É mais ou menos assim com a elastina e a elastase e a antitripsina alfa 1. E o nosso principal problema aqui com o enfisema é haver demasiada elastase. Demasiada elastase leva ao aparecimento de enfisema. Agora, relativamente a ter demasiada elastase há dois mecanismos que levam a isto. Sempre que vir "ase", assim, "A", "S", ",E", refere-se normalmente a um inibidor de proteases e por isso destroi um certo tipo de proteínas. Aqui no número 1, temos uma inflamação. E sempre que há uma inflamação no corpo, é mais ou menos como se iniciasse uma guerra em que todos os soldados são recrutados e o principal soldado é o neutrófilo O neutrófilo é um tipo de glóbulos brancos que circulam no sangue e que quando há uma inflamação são libertados nesse local. E mais importante para nós neste momento, eles são a mãe da elastase. Literalmente, a mãe, porque produzem elastase. Portanto, sempre que há muitos neutrófilos na área eles ficam doidos a produzir elastase A inflamação é normalmente uma resposta a um invasor, certo? Pode ser uma bactéria ou simplesmente um tipo de partículas. E aqui, especialmente nos pulmões, o principal culpado é o tabaco Porque apesar de vermos o fumo do tabaco a subir do cigarro, tal como o ar, o tabaco é constituido por milhões de biliões de pequenas partículas que são inaladas pelo pulmão E por isso, a inflamação ocorre de forma persistente O que desenhei aqui parece-se mais com um cigarro falso, mas vocês percebem, A ideia é que sempre que se inalam estes irritantes extra para esta área, a inflamação vai ser galopante, e os níveis de elastase disparam. No número dois, a segunda razão é algo que é gerado pelo corpo per se, algo que se chama deficiência em antitripsina alfa 1. Nós não possuímos isto nos pulmões. Isto é o equivalente a tirar o peixe grande da cadeia alimentar. E portanto, este peixe pequeno vai aumentar uma vez que o peixe grande não o vai comer e o camarão, pobre camarão, vai desaparecer. Então, a antitripsina alfa 1 é produzida no fígado e é codificada por um gene. E esta deficiência aqui está relacionada com uma deficiência nesse gene, porque o gene tem um problema aqui e, quando a antitripsina alfa 1 é produzida no fígado, torna-se deformada e não consegue sair. Ela não passa pelo canal por onde a antitripsina normal costuma sair e por isso provoca doenças hepáticas, mas relativamente aos pulmões, continuamos a ter demasiada elastase por que não é regulada pela antitripsina. E com a elastase a atuar aqui, os níveis de elastina vão descer. Gerando-se um enfisema.