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Transcrição de vídeo

Aqui está um cérebro, que eu já tinha desenhado antes. Eu queria nomear algumas partes desse cérebro, das quais vamos falar agora. A primeira é a ponte, e a segunda é o que chamamos de medula, talvez você tenha ouvido o termo medula oblonga, ela está bem próxima à ponte, bem aqui. As pessoas realmente têm estudado essas partes do cérebro, a ponte e a medula oblonga. Elas descobriram que essas partes são, na verdade, pequenos centros respiratórios. Eu estou fazendo de verde. Às vezes, você pode ter visto essas áreas subdivididas. Mas a ideia é que existem alguns lugares, aqui nessa localização verde, onde os neurônios são muito, muito importantes para a nossa respiração. Eles são chamados de centros respiratórios. Eu estou representando esses centros respiratórios como uma mancha verde mas eles na verdade são um monte de neurônios colocados juntos. Muitos, muitos neurônios. Vou desenhar alguns aqui para a gente, só para ilustrar a situação. Esses neurônios vão colocar para fora suas pequenas antenas e eles vão tentar coletar informação. É basicamente o que eles fazem. Eles vão coletar informação sobre todo tipo de coisa, por exemplo, a dor. Você está ansioso? Você está atrasado para uma prova? O que está acontecendo agora? Esses neurônios tomam a decisão de quão rápido devemos respirar, com que frequência devemos respirar, todo esse tipo de coisa. E de onde exatamente eles tiram a informação de que precisam? Vou desenhar alguns neurônios importantes, bem aqui na medula, são desses neurônios que vamos falar agora. Esses neurônios são chamados de quimiorreceptores centrais, eles são o foco do vídeo de hoje. Então, os quimiorreceptores centrais são o assunto da nossa discussão. Esses caras, vou fazê-los um pouco maiores. Eles são basicamente neurônios. Vou desenhar alguns deles. Esses neurônios vão projetar seus pequenos axônios por todo o centro respiratório, e vão passar a mensagem deles através dos neurotransmissores, o que é basicamente a língua dos neurônios. Os neurotransmissores permitem que os neurônios conversem entre si. Vamos perceber que os quimiorreceptores centrais vão coletar informação sobre uma substância química. É por isso que são chamados de quimiorreceptores. Só esclarecendo, são chamados de centrais, porque fazem parte do sistema nervoso central. Eles estão na medula oblonga. Eles estão fisicamente aqui no cérebro. É por isso que chamamos eles de quimiorreceptores centrais. A primeira substância química que eles vão receber ou receber a informação será o dióxido de carbono. Como qualquer célula, esses neurônios são feitos de dióxido de carbono. E para onde eles vão? Para onde você acha que esses resíduos iriam? É claro, para um vaso sanguíneo. Esse vaso sanguíneo terá menos dióxido de carbono, presumimos que ele tem apenas algumas moléculas. Então, você tem esse pequeno gradiente onde o CO2 entra no sangue e é levado, é claro, para os pulmões e você pode expulsá-lo quando respira. Mas vamos assumir por um segundo que o nível de CO2 no sangue esteja elevado. Vamos assumir que a pressão parcial de dióxido de carbono no sangue esteja realmente alta. O que isso significa? Bem, vou desenhar um monte de moléculas de dióxido de carbono nesse sangue. Isso significa, com certeza, que esse gradiente, esse pequeno e maravilhoso gradiente que tínhamos antes, não vai ser tão forte. Agora não há uma forte difusão por gradiente, porque as diferenças nas pressões são desprezíveis. Há muito CO2 no sangue, há muito CO2 em torno dos neurônios no espaço intersticial. Esse espaço, bem aqui, é o espaço intersticial. Então porque o gradiente não é tão impressivo -- vou escrever fluido em vez de espaço -- porque o gradiente não é tão impressivo, você vai ter mais dióxido de carbono para formar esses quimiorreceptores centrais. Na verdade, você até pode ter algumas moléculas de dióxido de carbono se formando dentro dos neurônios, os neurônios quimiorreceptores centrais. Esses quimiorreceptores vão notar a presença de dióxido de carbono extra, e eles não vão gostar nem um pouco disso. Você sabe o que eles vão fazer? Eles vão começar a disparar potenciais de ação. Digamos que eles disparem dois potenciais de ação por segundo. Estou apenas assumindo esse número. Não é um número verdadeiro, mas vamos assumi-lo. Agora que os níveis de dióxido de carbono estão elevados, eles vão disparar talvez seis potenciais de ação no mesmo período de tempo. E de repente, eles vão disparar mais potenciais de ação, porque eles não gostam desses níveis elevados de CO2. Então, esses centros respiratórios vão mandar uma mensagem bem clara. Eles vão dizer: Ei, precisamos fazer alguma coisa. Talvez precisamos fazer essa pessoa respirar mais rápido, por exemplo. Uma respiração mais rápida é apenas uma das muitas coisas que você pode ver acontecer. Você pode ver como isso funciona. Você se lembra que falamos da relação entre o CO2 e a água. Dissemos que o CO2 liga-se à água. E juntos eles formam os anidridos carbônicos, H2CO3, e isso vai formar o bicarbonato. Então, vai formar isso. Se você tem níveis elevados de CO2, níveis elevados bem aqui, você também pode assumir níveis elevados de prótons. Isso é uma outra forma de dizer que o pH está baixo. Assim, as duas coisas que nossos quimiorreceptores centrais respondem são: primeira, níveis elevados de CO2. E a outra coisa que eles respondem é os níveis elevados de prótons, ou pH baixo. Agora, o que eles não respondem, na verdade isso é muito importante, eles não respondem aos níveis de oxigênio. Logo, eles não respondem aos baixos níveis de oxigênio. Essa é uma diferença entre os quimiorreceptores centrais e os quimiorreceptores periféricos. Isso é algo que você deve se lembrar. Agora, para finalizar eu quero te mostrar uma imagem em três dimensões da mesma coisa que acabamos de falar Vamos observar essa imagem. Eu desenhei ela mais cedo. Algumas características principais são -- vamos nos orientar primeiro através do quimiorreceptor central-- Esse cara, bem aqui. Na verdade, acho que são dois. Então, os quimiorreceptores centrais têm, é claro, um papel principal nessa imagem. Esse cara, bem aqui, e com certeza existe um companheiro dele, bem ali. Nós também temos nossos astrócitos. Trata-se de um tipo importante de células para o apoio estrutural. Elas também são importantes na criação do que conhecemos como barreira hemato-encefálica, que está bem aqui, certo? Vou focar nesse aqui. E a barreira hemato-encefálica, é claro, nos permite manter o que está no sangue separado de muitas formas do que está no fluido intersticial em volta do cérebro. Vamos recapitular rapidamente, se há muito CO2 aqui, se você observa níveis elevados de CO2 nesse vaso sanguíneo, você não vai ter muita difusão nesse vaso sanguíneo. Logo, os níveis de CO2 começam a aumentar em nossos dois quimiorreceptores centrais. Estes não vão ficar muito felizes e vão começar a disparar potenciais de ação em direção aos centros respiratórios, em baixo desse dois axônios. Espero que tenha gostado. [Legendado por: Karina Borges]