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Transcrição de vídeo

RKA8JV No nosso cotidiano, nós achamos que um bloco que esteja em movimento vai voltar ao seu estado de repouso, a não ser que eu aplique uma força sobre ele, ou seja, naturalmente ele para. Então, temos um carrinho de compras por exemplo, você vai ao supermercado, e vê, se você para de empurrar o carrinho de compras, o carrinho de compras para. Para você manter o movimento, é necessário que você mantenha uma força aplicada sobre este carrinho de compras para que ele continue com o movimento. Esse é o nosso cotidiano, é a nossa realidade. Por mais de, imagine você, 2.000 anos, a humanidade pensou dessa forma, ou seja, se você pensa dessa forma, não se sinta frustrado, você não está sozinho, pensadores como Aristóteles pensavam assim. Então, estabeleceram o seguinte, que o movimento não é uma coisa natural. Para manter o movimento é necessário que haja sempre uma força aplicada a esse movimento. O natural é o repouso, ou seja, se cessa a força aplicada ao movimento, cessa o movimento. Isso significa que, ao parar de exercer uma força, o corpo volta para seu estado natural, que é o repouso. Esse é o consenso da vida cotidiana, consenso diário, ou seja, você pensa assim porque você vê isso acontecendo dessa forma. Mas nos anos de 1.600, apareceram serão alguns cavalheiros, vamos citar três deles, que pensaram de outra maneira. Um deles você está reconhecendo, é o Sr. Isaac Newton, criador das três leis de Newton que você conhece, mas ele é tão importante quanto os outros dois que estão ao lado dele. René Descartes, criador da geometria analítica, foi o primeiro a dizer: "não, a reta é que é perfeita, e a força que eu coloco para tirar um bloco do estado de repouso e colocá-lo em movimento será exatamente a mesma força que eu devo colocar para um bloco que está em movimento voltar ao estado de repouso". Ou seja, esta foi a primeira ideia de inércia. Galileu Galilei, além de fazer todo um estudo em cima da relatividade dos movimentos, criou o método científico. Uma das suas grandes preocupações era como as variáveis ambientais dos seus experimentos influenciava nas suas medições. Resistência do ar, força do atrito, ele afirmava que corpos de massas diferentes caiam com a mesma aceleração. Desafiado a jogar uma pena e um martelo, a pena sempre caía depois, ele afirmou: "não, se não houvesse atmosfera, a pena cairia exatamente ao mesmo tempo." Nunca pôde provar, não existia tecnologia naquela época para isso. Então, o que esses cavalheiros afirmavam era o seguinte: o movimento só deixa de existir, ou só é modificado, se houver uma força resultante diferente de zero aplicada sobre o bloco que está em movimento, ou seja, a tendência dos blocos, ou dos corpos em movimento, era permanecer no estado de movimento que se encontravam. Então, se um bloco está em movimento, a tendência dele é ficar com a velocidade constante em uma linha reta por toda a eternidade, se a soma das forças for igual a zero. Esse novo conceito criado era uma ideia completamente contrária e antagônica ao pensamento anterior, ou seja, em um eles diziam: "não, para manter o movimento é necessário a força, porque senão, ele volta ao estado natural, que é o repouso". No outro, disseram: "não, o movimento só se modifica se houver uma força. Se não houver força nenhuma, não tem por que um objeto parar ou modificar seu estado de movimento. Se ele estiver parado, continua parado, se ele estiver com velocidade constante em uma reta, ele continua para sempre". E quem é que está certo? No cotidiano, nós vemos que as coisas, a gente tem que empurrar para manter a velocidade constante. O que estes cavalheiros afirmaram é o seguinte: você está desprezando que entre a superfície e o bloco existe atrito. Ele é rugoso, existe esse contato, que vai existir uma força que está em desequilíbrio, a soma das forças não é zero, ou seja, existe uma força neste bloco atuando diferente de zero que faz ele parar. Vamos chamar essa força de força de atrito. Essa força está se opondo ao movimento e faz com que o bloco pare, mas não naturalmente, ele para porque o bloco está sujeito à força de atrito. Se você tirasse essa força de atrito e fosse alisando o chão, alisando cada vez mais, este bloco cada vez iria parando mais e mais distante. Caso você eliminasse completamente a força de atrito, completamente o atrito entre as duas superfícies e a resistência do ar, este bloco andaria pra sempre, pois não existiria o porquê de ele parar. Para ele parar teria que ter uma força contrária se opondo ao o seu movimento. Então, o novo conceito introduzido por estes cavalheiros foi afirmar que, ao aplicar uma força, para que haja o movimento constante, que é o cotidiano, que você empurra uma televisão, na realidade, o que você está fazendo é equilibrando a força de atrito. Você está colocando uma força para frente, exatamente igual, com a mesma intensidade da força de atrito, que está no sentido oposto, e a soma destas duas forças é igual a zero. Por ser zero, significa que o sistema está em equilíbrio de forças, a velocidade é constante, em uma linha reta, coaduna com toda a teoria dada por estes três cavalheiros. E quanto ao experimento de Galileu, em 1971, o comandante da Apollo 15, David Scott, foi à Lua, onde não há atmosfera, abandonou a pena e o martelo, e os dois chegaram juntos ao solo lunar.