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Indicadores de saúde ambiental

Neste artigo vemos alguns aspectos do meio ambiente que afetam a nossa saúde, por exemplo, poluição do ar ou da água e falta de saneamento básico.

Introdução

Você tem rinite alérgica?
Ela normalmente provoca crise de espirros e nariz entupido.
Se você não tem, você é um dos poucos sortudos no mundo.
Esse problema é cada vez mais comum nas grandes cidades, principalmente por conta da poluição atmosférica.
Eu não tenho alergia, mas meus irmãos e sobrinhos têm. Eles moram em São Paulo, o que é um problema, por causa do alto índice de poluição do ar.
Dê uma olhada na camada acinzentada sobre a cidade de São Paulo na Figura 1. Isso é poluição!
Figura 1: Poluição atmosférica sobre a cidade de São Paulo.
Mas esse problema não é exclusivo das regiões urbanas. A presença de partículas de poeira ou de pólen no ar em locais rurais também pode causar rinite alérgica.
Assim como o ar poluído pode causar problemas de saúde, outros aspectos da natureza também podem. Por exemplo, a qualidade da água usada no consumo humano e a exposição a solos contaminados e a substâncias químicas.
A compreensão das implicações do meio ambiente – natural ou modificado por ações antrópicas – na saúde humana é essencial para a definição de indicadores de saúde ambiental que podem ser monitorados e acompanhados ao longo do tempo.
Os indicadores são, então, modelos simplificados da realidade usados para facilitar a compreensão dos fenômenos, dos eventos e das relações existentes entre a natureza e os seres humanos, de forma a subsidiar a definição de políticas e estratégias de diversos setores.
A utilização de indicadores ambientais não é novidade, visto que já eram usados por volta de 400 a.C. por Hipócrates para determinar a saúde da população.
Vamos ver agora alguns deles.

Problemas de saúde causados pelo meio ambiente

Os efeitos do meio ambiente na saúde humana podem ser positivos ou negativos, dependendo das condições do ambiente.
Nada como uma bela praia e sol para relaxar e aumentar a quantidade de vitamina D presente em nosso organismo, para fortalecer nossos ossos e melhorar nossa saúde em geral.
Mas se a praia estiver poluída, possivelmente os efeitos serão bem maléficos para nossa saúde, podendo, inclusive, colocar algumas populações em risco.
Imagine a água e a areia contaminadas com lixo, esgoto ou coliformes fecais. Isso pode causar desde doenças de pele, como micoses, sarna ou bicho geográfico, até quadros graves de desidratação por infecções intestinais, com diarreia e vômito.
Figura 2: Esgoto sem tratamento sendo despejado na praia.
A Organização Mundial de Saúde estima que 23% das mortes anuais estão relacionadas com fatores ambientais.
Dentre os fatores ambientais, destacamos a inadequação do saneamento básico (água, lixo e esgoto), a poluição atmosférica, a exposição a substâncias químicas e físicas, os desastres naturais e os fatores biológicos.
Figura 3: Falta de saneamento básico.
Os fatores biológicos compreendem os vetores e hospedeiros relacionados com doenças contagiosas transmitidas por protozoários, bactérias ou vírus, como a dengue, a malária, a leishmaniose, a febre amarela, a doença de Chagas e a amebíase.
Com o investimento em saúde e saneamento básico, é possível diminuir a quantidade de mortes relacionadas com as condições ambientais, mas é preciso saber ao certo onde investir primeiro, com mais urgência, e qual ação será mais eficaz. Para isso, foram criados os indicadores de saúde ambiental.
Um bom indicador deve ter algumas características, entre as quais:
  • especificidade – deve oferecer informações específicas sobre o fenômeno ou aspecto que se quer conhecer;
  • sensibilidade – deve permitir que sejam observadas tanto as mudanças devidas à passagem do tempo quanto as resultantes das ações voltadas à sua correção;
  • mensurabilidade – deve gerar dados confiáveis, que possam ser facilmente medidos, analisados e comparados;
  • relevância – deve trazer informações importantes e essenciais, que embasem as tomadas de decisão;
  • custo-efetividade – os resultados devem justificar o investimento realizado – financeiro e em recursos humanos.
Alguns exemplos de indicadores usados no país são apresentados no quadro abaixo.
IndicadorDados acompanhados
Malária e leishmanioseDensidade de casos, infectividade, idade dos infectados
DengueÍndice de infestação
Doença de ChagasÍndice de infestação domiciliar
Febre amarelaÁrea de risco pela presença do vetor
Esse assunto e seus indicadores são tão importantes, que existe uma página na internet voltada à divulgação de informações – o Painel de Informações sobre Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador (Pisast).
O Pisast foi criado em 2010, com o objetivo principal de disseminar informações voltadas à saúde ambiental e à saúde do trabalhador.
Essas informações são disponibilizadas como material de apoio impresso e em áudio, voltado à população geral e aos profissionais da saúde.
Além disso, o painel disponibiliza dados levantados pelos indicadores.
O Pisast possui 12 temas de discussão, a saber: um sobre sustentabilidade, três que abordam aspectos de saúde relacionados ao trabalho e oito voltados à saúde ambiental.
Abaixo, listamos os temas relacionados à saúde ambiental.
  1. Agrotóxicos.
  2. Água para consumo humano.
  3. Áreas contaminadas.
  4. Câncer relacionado ao trabalho e ao ambiente.
  5. Desastres.
  6. Mudanças climáticas.
  7. Poluição do ar.
  8. Substâncias químicas.
Vale a pena dar uma olhada no painel, ao menos para conhecer as doenças relacionadas com cada um dos problemas da lista acima.
A presença do Painel ressalta a importância dos estudos e indicadores de saúde ambiental, seja para que cada indivíduo saiba a melhor forma de proteger a si mesmo e a sua saúde em condições ambientais adversas, seja como ferramenta de gestão para guiar os investimentos dos recursos públicos.

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador. Saúde ambiental: guia básico para construção de indicadores. Brasília: Ministério da Saúde, 2011. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_ambiental_guia_basico.pdf. Acesso em: 14 mar. 2019.

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