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Salman Khan: Let's use video to reinvent education | TED Talk | 2011

Transcrição de vídeo
O Khan Academy é mais conhecido por sua coleção de vídeos então antes de ir adiante vou mostrar pra vocês uma pequena montagem. [vídeo] Salman Khan: Então a hipotenusa agora será cinco. Estes fósseis são encontrados apenas nesta área da América do Sul -- nesta faixa aqui -- e nesta parte da África. Nós podemos integrar a área e a notação normalmente é o sigma maiúsculo. Assembléia Nacional: eles criaram o Comitê de Segurança Pública que parece ser um comitê muito legal. Vejam, isto é um aldeído, que é um álcool. Comece a diferenciar entre células efetoras e células de memória. Uma galáxia. Ei, aqui é outra galáxia. Oh, veja, aqui é outra galáxia! E os dólares, são os 30 milhões deles, mais os 20 milhões de dólares do produtor americano. Se isto não lhe impressiona então você não tem emoções. Salman Khan: Nós temos agora por volta de 2200 vídeos que cobrem tudo, partindo de aritmética básica até cálculo de vetores e algumas das coisas que vocês viram aqui. Temos um milhão de estudantes por mês usando o site, assistindo na ordem de 100 mil a 200 mil vídeos por dia. Mas o que nós vamos falar agora é como nós vamos para o próximo nível. Mas antes disso, eu quero falar um pouco sobre como eu comecei. E alguns de vocês provavelmente já sabem, há cinco anos atrás eu era um analista em um fundo de derivativos. E eu estava em Boston, e eu estava ensinando aos meus primos em Nova Orleans, remotamente. E eu comecei a colocar os primeiros vídeos no YouTube apenas como um ajuda extra, apenas um suplemento para os meus primos -- alguma coisa que servisse para eles refrescarem a memória. E assim que eu coloquei os primeiros vídeos no YouTube, uma coisa interessante aconteceu -- na verdade, um monte de coisas interessantes aconteceram. Primeiro foi o feedback dos meus primos. Eles me disseram que eles me preferiam no YouTube do que pessoalmente. E uma vez que você supera este comentário desajeitado, há na verdade, algo muito profundo aqui. Eles estavam dizendo que eles preferiam a versão automatizada do primo deles do que o primo deles. De primeiro, é muito contra-intuitivo, mas quando você pensa sobre isto do ponto de vista deles, faz realmente muito sentido. Você tem esta situação onde eles podem parar e repetir a fala do primo, sem pensar que estão desperdiçando o meu tempo. Se eles têm que revisar alguma coisa que eles deveriam ter aprendido há algumas semanas atrás, ou talvez há alguns anos atrás, eles não tem que ficar envergonhados e pedir ao primo deles. Eles podem apenas assistir aos vídeos. E se ficam entediados, podem seguir adiante. Eles podem assistir no seu próprio passo, no seu próprio ritmo. E provavelmente o aspecto menos apreciado disto tudo é a ideia de que, da primeira vez, da primeiríssima vez que você está tentando fazer seu cérebro compreender um conceito novo a última coisa de que você precisa é outro ser humano dizendo "Você está entendendo?" E isto era o que estava acontecendo com a interação com os meus primos antes. E agora eles podem apenas fazer isto na intimidade do seu próprio quarto. A outra coisa que aconteceu foi -- eu coloquei os vídeos no YouTube apenas porque não vi razão para mantê-los privados, então permiti que outras pessoas os assistissem. E então pessoas começaram a encontrar os vídeos. E eu comecei a receber alguns comentários e algumas cartas e todo o tipo de feedback de pessoas ao redor do mundo. E estes são apenas alguns. Este é um comentário de um dos vídeos de cálculo originais. E uma pessoa escreveu no YouTube -- foi um comentário no YouTube: "Primeira vez que eu sorri ao fazer uma derivada." E vamos fazer uma pausa aqui. Esta pessoa fez uma derivada e depois sorriu. E depois numa resposta ao mesmo comentário -- isto está na thread, você pode ir no YouTube e olhar os comentários -- outra pessoa escreveu: "Eu também. "Eu fiquei eufórico e de bom humor pelo resto do dia. Eu me lembrava de ter visto todo este texto de 'matrix' na aula, e agora eu estou tipo, 'Eu sei kung fu!' " E eu tive muito feedback ao longo destas linhas. Claramente, estava ajudando pessoas. E depois, à medida que as visualizações cresciam e cresciam, eu comecei a receber cartas das pessoas, e estava começando a ficar claro que aquilo era muito mais que um suplemento. Isto é apenas um excerto de uma das cartas. "Meu filho de 12 anos tem autismo e ele tem muita dificuldade com matemática. Nós tentamos de tudo, assistimos tudo, compramos tudo. Nós encontramos por acaso o seu vídeo sobre decimais e ele entendeu. Depois ele prosseguiu com o vídeo sobre as temidas frações. Mais uma vez, ele entendeu. E nós não pudíamos acreditar. Ele está super empolgado." Então vocês podem imaginar, nesta época, eu era um analista num fundo de investimentos. Era muito estranho para mim fazer alguma coisa com valor social. Mas eu estava empolgado, então continuei. E depois eu comecei a compreender algumas outras coisas: que os vídeos, não apenas poderiam ajudar meus primos naquele momento, ou estas pessoas que enviavam as cartas, mas também, que o conteúdo nunca ficaria obsoleto que poderia ajudar os filhos deles ou os netos deles. Se Issac Newton tivesse colocado vídeos sobre cálculo no YouTube, eu não precisaria fazer isto. Assumindo que ele fosse bom. Nunca se sabe. A outra coisa que aconteceu -- e mesmo neste ponto, eu disse "Ok, talvez seja um bom suplemento, é bom para alunos motivados, é bom talvez para quem estuda em casa." Mas eu não achava que que seria algo que iria penetrar na sala de aula. Mas então, eu comecei a receber cartas de professores. E os professores escreviam dizendo "Nós usamos os seus vídeos para 'inverter' a aula. Você já deu as aulas, então o que nós fazemos..." -- e isto poderia acontecer em toda sala de aula nos EUA amanhã -- "... o que eu faço é passar as aulas como dever de casa, e o que costumava ser dever de casa, agora os alunos fazem na classe." E eu quero fazer uma pausa aqui para -- Eu quero fazer uma pausa aqui, porque há algumas coisas interessantes. Primeiro, quando os professores começam a fazer isto, há o benefício óbvio -- o benefício de que agora os alunos podem apreciar os vídeos da mesma maneira que meus primos fizeram. Eles podem fazer pausas, repetir no seu próprio passo, no seu próprio ritmo. Mas a coisa mais interessante é -- e isto é contra-intuitivo quando você fala em tecnologia na sala de aula -- ao remover a "aula de tamanho único" da classe permitindo que os alunos tenham um ritmo próprio de aula em casa e depois, quando você vai para a sala de aula, permitindo que eles façam exercícios tendo o professor por perto, tendo os colegas para interagir, esses professores usaram a tecnologia para humanizar a sala de aula. Eles pegaram uma experiência fundamentalmente desumanizante -- 30 crianças, assistindo aula, com a mão no queixo, sem permissão para interagir uns com os outros. Um professor, não importa quão bom seja, tem que dar esta aula despersonalizada para 30 alunos -- rostos sem expressão, levemente antagônicos -- e agora, a aula é uma experiência humana. Agora, eles estão realmente interagindo uns com os outros. Então, uma vez que a Khan Academy -- eu pedi demissão do meu antigo emprego e nos tornamos uma organização sem fins lucrativos -- a pergunta é, como nós daremos o próximo passo? Como nós pegamos o que estes professores estão fazendo e levamos para a conclusão natural? Então o que eu vou mostrar para vocês aqui, estes são exercícios reais que eu comecei a escrever para os meus primos. Os que eu fiz eram muito mais primitivos. Esta é uma versão muito mais competente deles. Mas o paradigma aqui é: nós vamos gerar tantas questões quantas você precisar até que você entenda o conceito, até que você consiga acertar 10 seguidos. E os vídeos do Khan Academy estão lá. Você tem dicas, os passos para a resolver o problema, caso você não saiba como resolvê-lo. Mas o paradigma aqui é uma coisa muito simples: 10 acertos seguidos, você prossegue. Isto é fundamentalmente diferente do que está acontecendo nas salas de aula agora. Numa aula tradicional, você tem o dever de casa, dever de casa, aula, dever de casa, aula, e depois tem a prova. E depois da prova, não importa se você conseguiu um 7, um 8, um 9 ou um 9,5, a turma prossegue para o próximo tópico. E mesmo para o aluno que conseguiu 9,5, qual foi o 5% que ele não aprendeu? Talvez ele não tenha aprendido o que acontece quando você eleva um número a zero. E então, você vai e constrói em cima disto no próximo conceito. É semelhante a -- imaginem aprender a andar de bicicleta, e talvez eu lhe dou uma aula, e eu lhe dou uma bicicleta por duas semanas. E então eu volto depois de duas semanas, e digo, "Vamos ver, você está com dificuldade nas curvas para a esquerda, você não consegue frear direito, você é um ciclista 80%." Então eu carimbo um 8 na sua testa e digo, "Aqui está um monociclo." Tão ridículo quanto isto pareça, é exatamente o que está acontecendo nas nossas salas de aula agora. E a ideia é que você acelera e bons alunos de repente começam a ter dificuldade com álgebra e de repente começam a ter dificuldade com cálculo, apesar de serem inteligentes, apesar de terem bons professores. E isto acontece porque eles tem estes buracos de queijo suíço, que continuam a ser construídos ao longo da fundação. Então, o nosso modelo é aprender matemática da mesma forma que você aprende qualquer coisa, da mesma forma que você aprenderia a andar de bicicleta. Permaneça na bicicleta. Caia da bicicleta. Faça isto tantas vezes quanto for necessário, até que você domine. O modelo tradicional, ele penaliza você por experimentar e falhar, mas não espera o domínio. Nós o encorajamos a experimentar. Nós o encorajamos a falhar. Mas não esperamos o domínio, o conhecimento profundo. Este é apenas outro dos módulos. Isto é trigonometria. Isto é inversão e reflexão de funções. E eles todos se encaixam. Temos por volta de 90 destes exercícios no momento. E você pode ir no site agora, é tudo de graça. Não queremos vender nada. Mas a ideia geral é que eles todos se encaixam neste mapa de conhecimento. Este módulo aqui em cima é adição de um dígito. por exemplo, 1 + 1 = 2. E o paradigma é, quando você conseguir 10 acertos nisto, ele prossegue levando você a módulos mais e mais avançados. Então, se você prosseguir pelo mapa de conhecimento, e você estará chegando a uma aritmética mais avançada. Mais adiante, você começa a ver pré-algebra e álgebra pra iniciantes. Mais adiante, você começa a ver álgebra 1, álgebra 2, um pouco de pré-cálculo. E a ideia é, a partir disto nós podemos na verdade ensinar qualquer coisa -- na verdade, qualquer coisa que puder ser ensinada neste tipo de estrutura. Então, vocês imaginem -- e isto é o que nós estamos trabalhando -- a partir deste mapa de conhecimento você tem lógica, programação de computadores, você tem gramática, genética, tudo baseado nesta ideia, se você sabe isto e aquilo, então você está preparado para este novo conceito. Agora, isto pode funcionar bem para um aprendizado individual, e eu encorajo, primeiro, que você faça isto com seus filhos, mas também encorajo todo mundo na audiência a fazer com você mesmo. Isto vai mudar o que acontece na mesa de jantar. Mas o que nós queremos fazer é usar a conclusão natural da inversão da sala de aula que aqueles professores me falaram. E o que eu mostro pra vocês aqui, isto são dados reais de um projeto piloto numa escola no distrito de Los Altos, onde eles pegaram duas turmas do quinto ano e duas do sétimo ano e esvaziaram completamente o currículo de matemática antigo deles. Essas crianças não estão usando livros, não estão assistindo a estas aulas "de tamanho único". Eles estão fazendo Khan Academy, eles estão fazendo os exercícios do software, por aproximadamente metade da aula de matemática. E eu quero esclarecer, nós não vemos isto como uma educação matemática completa. O que isto faz é -- e isto é o que está acontecendo em Los Altos -- é que isto economiza tempo. Isto é como um sistema de roldanas, que garante que você sabe como resolver um sistema de equações, e libera tempo para as simulações, para os jogos, para a mecânica, para a construção de robôs, para estimar a altura da montanha baseado no tamanho da sua sombra. E o paradigma é, o professor entra todos os dias, todos os alunos no seu próprio ritmo -- e isto é um painel da escola distrital de Los Altos -- e eles olham para este painel, cada linha é um aluno, cada coluna é um dos conceitos. Verde significa que o aluno já tem proficiência. Azul significa que eles estão no caminho -- não há razão para se preocupar. Vermelho significa que eles estão empacados. E o que o professor faz é dizer, "Vou intervir nos alunos vermelhos." Ou ainda melhor, "Vou pegar uma das crianças verdes, que já tem proficiência naquele conceito para compor a primeira linha de ataque e ajudar o seu colega." Agora, eu venho de uma realidade bastante centrada nos dados, portanto, eu não quero que o professor vá e intervenha e tenha que perguntar ao aluno essas perguntas embaraçosas: "Oh, o que você não entendeu?" ou "O que você já entendeu?" e todo o resto. Portanto, nosso paradigma é realmente armar os professores com o máximo possível de dados -- dados que, em quase qualquer outro campo, são esperados, se você trabalha na área de finanças, ou marketing, ou produção. E assim, os professores podem realmente diagnosticar o que está errado com os alunos então eles podem fazer as suas interações serem o mais produtivas possível. Assim, agora os professores sabem exatamente o que os alunos fizeram, quanto tempo eles gastaram cada dia, quais vídeos eles assistiram, em que parte dos vídeos eles fizeram pausas, o que eles pararam de assistir, quais exercícios estão fazendo, e em quais eles estão focados. O círculo externo mostra em quais exercícios eles estavam focados. O círculo interno mostra em quais vídeos eles estão focados. E os dados vão ficando granulares então você pode ver cada problema que o aluno acertou ou errou. Vermelho é errado, azul é certo. A pergunta mais à esquerda é a primeira pergunta que o aluno tentou. Ele assistiu o vídeo até aqui. E como vocês podem ver, eventualmente, ele consegue 10 acertos seguidos. É quase como se você pudesse vê-lo aprendendo ao longo dos 10 últimos problemas. Eles também ficam mais rápidos. A altura é quanto tempo eles levaram. Então quanto você fala sobre aprendizado em ritmo próprio, isto faz sentido para todo mundo -- na linguagem da educação, aprendizado diferenciado [?] -- mas parece maluco quando você vê numa sala de aula. Porque toda vez que nós fizemos isto, em toda classe em que fizemos, repetidamente; se você pega um período de cinco dias, há um grupo de alunos que está mais à frente e há um grupo de alunos que vai um pouco mais devagar. E no modelo tradicional, se você faz uma avaliação no fim deste período, você diz, "Estes são alunos brilhantes, este são alunos lentos. Talvez devamos lidar com eles de forma diferente, talvez devamos colocá-los em turmas diferentes." Mas quando você permite que cada aluno trabalhe em seu próprio ritmo -- e nós vemos isto acontecer repetidamente -- você vê alunos que levam um pouco mais de tempo em um conceito ou outro, mas uma vez que ele alcança aquele conceito, eles simplesmente avançam na frente. E assim, os mesmos alunos que você achava que eram lentos há seis semanas atrás, agora você acha que eles são brilhantes. E nós vemos isto acontecer repetidamente. E isto faz você pensar quantos dos rótulos dos quais muitos de nós nos beneficiamos foram realmente apenas devido a uma coincidência de tempo. Agora, tão valioso quanto algo como isto é num distrito como Los Altos, nosso objetivo é usar a tecnologia para humanizar, não apenas em Los Altos, mas numa escala global, o que está acontecendo na educação. E na verdade, isto traz um ponto interessante. Muito do esforço em humanizar a sala de aula é focado nas relações aluno-professor. Na nossa cabeça, a métrica relevante é relação aluno-tempo-valioso- com-o-professor. Então, num modelo tradicional, a maior parte do tempo do professor é gasto em dar aulas e corrigir provas. Talvez 5% do tempo deles seja realmente sentar ao lado dos alunos e realmente trabalhar com eles. Agora, 100% do tempo deles é para isto. Portanto, mais uma vez, usando a tecnologia, não apenas para "inverter" a sala de aula, você está humanizando a sala de aula, eu diria, por um fator de cinco ou dez. A tão valioso quanto isto é em Los Altos, imaginem o que isto faria para o aluno adulto que sente vergonha de voltar atrás e aprender coisas que ele deveria ter aprendido antes, antes de ir para o colégio. Imaginem o que isto representa para uma criança de rua em Calcutá, que precisa ajudar sua família durante o dia, e esta é a razão por que ele ou ela não pode ir à escola. Aogra, ele pode gastar duas horas por dia e remediar ou tomar velocidade e não sentir vergonha pelo que ele sabe ou não sabe. Agora, imaginem o que acontece quando -- nós falamos sobre colegas ajudando uns aos outros na classe. Mas tudo isto é um sistema. Não há razão pela qual você não possa ter um monitoria entre pares além daquela que acontece na sala de aula. Imaginem o que acontece se aquele estudante em Calcutá de repente puder monitorar seu filho ou se o seu filho puder monitorar aquela criança em Calcutá? E eu acho que vocês verão emergir esta noção de uma classe global única. E isto é essencialmente o que nós estamos tentando construir. Obrigado. Bill Gates: Eu vi algumas coisas que vocês estão fazendo no sistema, que tem a ver com motivação e feedback -- pontos de energia, crachás de mérito. Conte-me o que vocês estão fazendo a respeito disto. SK: Ah, sim. Nós temos um time excelente trabalhando nisto. E eu tenho que esclarecer, não sou mais apenas eu. Eu ainda faço todos os vídeos, mas temos um time de peso fazendo o software. Sim, colocamos um monte de coisas de jogo lá, onde você ganha estes crachás, vamos começar a a ter quadros de líderes por área, e você ganha pontos. É bem interessante. Apenas as palavras usadas nos crachás ou quantos pontos você ganha por fazer alguma coisa, vemos em "system-wide basis", dezenas de milhares de alunos do quinto ou sexto ano indo em uma direção ou outra, dependendo do crachá que você deu a eles. BG: E a colaboração que vocês estão fazendo com Los Altos, como ela aconteceu? SK: Los Altos, foi meio maluco. De novo, eu não esperava que isto fosse usado nas salas de aula. Alguém da direção veio a mim e disse, "O que você faria se tivesse carta branca na sala de aula?" Eu disse, "Bem, eu deixaria cada aluno trabalhar no seu ritmo em alguma coisa parecida com isto, e nós daríamos um painel." E eles disseram, "Oh, isto é bem radical. Temos que pensar." E eu e o resto do time pensamos "Eles nunca vão querer fazer isto." Mas literalmente no dia seguinte eles disseram, "Vocês podem começar em duas semanas?" BG: Então, matemática para o quinto ano é o que está acontecendo agora? SK: Duas classes do quinto ano e duas do sétimo ano. E estamos fazendo no nível distrital. Eu acho que o que eles estão animados é que agora eles podem acompanhar estes alunos. Não é mais uma coisa restrita à escola. Vimos que, no Natal, alguns alunos estavam estudanto. E agora podemos rastrear tudo. Então, eles podem realmente rastreá-los ao longo do distrito inteiro. Nas férias, quando eles vão de um professor a outro, você tem esta continuidade de dados que mesmo no nível de distrito eles podem ver. BG: Então algumas destas telas que vimos são para os professores verem e rastrearem o que está acontecendo com seus alunos. Então, você está tendo feedback nesta parte para saber o que eles eles acham? SK: Ah, sim. A maior parte disto foi sugestão dos próprios professores. Fizemos alguns para os estudantes, assim eles poderiam ver seus dados, mas tivemos um ciclo de design com os próprios professores. E eles dizendo, "Ei, isto é bom, mas..." "Eu gosto deste gráfico de foco", muitos professores disseram. "Eu tenho um sentimento de que muitos alunos estão pulando entre os assuntos ao invés de focar em um tópico." Então fizemos o diagrama de foco. Então, tudo tem sido direcionado pelo professor. Tem sido muito maluco. BG: Está pronto para "prime-time"? Você acha que muitas turmas no próximo ano letivo deve tentar isto? SK: Sim, está pronto. Já temos um milhão de pessoas no site, podemos aguentar um pouco mais. Não há razão por que isto não possa ser usado em toda turma dos EUA amanhã. BG: E a ideia da monitoria. A ideia é, se eu estou com dúvidas a respeito de um assunto, pela interface gráfica, de alguma forma, eu vou encontrar voluntários, talvez, ver a reputação deles, e eu poderia agendar e entrar em contato com estas pessoas? SK: Absolutamente. E isto é algo que eu recomendo a todo mundo nesta platéia fazer. Aqueles painéis que os professores têm, vocês podem logar agora mesmo e vocês podem se tornar tutores para seus filhos, sobrinhos, ou primos ou talvez para algumas crianças no Boys and Girls Club. E sim, você pode começar a se tornar um tutor imediatamente. Está tudo lá. BG: Bem, é extraordinário. Eu acho que vocês acabaram de ter um vislumbre do que é o futuro da educação. Obrigado. SK: Obrigado. [Aplausos] [Aplausos] [Aplausos] [Aplausos] [Aplausos] [Aplausos] [Risadas] [Risadas] [Risadas] [Risadas] [Risadas] [Risadas] [Risadas] [Risadas] [Risadas] [Risadas]