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Vamos continuar com os exemplos e você mesmo pode pensar em outros gastos, e ver se são formas de consumo ou de investimento. Defino investimento como algo que beneficia a sociedade e é bom para todos. É capital, o investimento de dinheiro na criação de mais riquezas, mais capital, mais benefícios para a sociedade, enquanto consumo é quando se esbanja dinheiro para manter uma posição social ou para satisfazer o ego. E talvez até para... Vamos pensar. Imagine um passeio de férias. É interessante. Férias triviais com a família. Pode ser um encontro anual da família, ou um passeio simples, para relaxar. Vamos supor algo relaxante, como acampar no Parque Yosemite, um passeio calmo e traquilo. Conclui-se que, estando de férias, a família toda irá parar de trabalhar e de ir à escola, portanto isto é consumo, estarão só gastando. Digamos que irão gastar dois mil dólares nesse passeio de férias. Vejamos se é um investimento ou um consumo. Pode ser consumo: todos estarão de folga, só gastando dinheiro. Mas pode haver o argumento de que é bom tirar férias em família, que reforça os laços familiares, as pessoas ficam contentes, e na volta terão mais disposição para retribuir à sociedade. Sem tirar férias, a pessoa ficaria exausta. Neste exemplo, dependendo do ponto de vista, tirar férias pode ser aceito como um investimento. Se é algo que proporciona descanso físico e mental, se a pessoa fica mais criativa e mais produtiva, seria um investimento. É importante tirar férias. No entanto, se tiro férias com minha família e somos carregados ou algo assim. Suponha que somos levados nas costas de servos que cruzam o oceano a nado e nos sentamos em tronos de ouro para assistir uma multidão de gente dançando para nós. Seriam férias extravagantes. E podemos imaginar mais. É uma família de quatro pessoas que gasta 200 mil dólares. Vamos ver. Talvez parte desse passeio seja relaxante e vai deixar a pessoa mais produtiva. Mas eu diria o contrário: um passeio extravagante pode deixar a pessoa cansada e pode satisfazer o ego de forma prejudicial. Mas vamos continuar com a ideia de que em parte, é relaxante. E consideremos este componente como investimento, assim como foram as férias triviais de dois mil dólares. Então podemos dizer que dois mil dólares desse total é um investimento. E 198 mil dólares foram usados como consumo, pois não torna a pessoa mais produtiva. Com certeza, no local das férias, as pessoas são beneficiadas. Gera-se emprego. Porém, é uma transferência de bens, não um investimento. Quando alguém viaja para outro país e desembolsa ali 198 mil dólares que não lhe farão falta, só pelo prazer de ser paparicado, pelos moradores locais, isso é uma transferência de dinheiro. E quem recebe, transfere para outros, mas isso não produz riquezas, não incentiva a inovação, nem a construção de novas fábricas, não aumenta patrimônios. Não chega a ser algo ruim afinal, é a transferência de bens de alguém em busca de satisfazer o ego para outro disposto a fazer o que seja em troca de dinheiro. Mas no fim das contas, é consumo. Agora imagine uma bolsa simples. Digamos que minha esposa compre uma bolsa na loja Target por vinte dólares. Isto é consumo ou investimento? Eu considero um investimento. A bolsa dela estava caindo aos pedaços. Com uma nova ela pode conseguir um emprego, tornar-se mais produtiva e organizada. Seria um investimento. E se for uma bolsa cara, uma Louis Vuitton? Não sei como se soletra Louis Vuitton. Acho que custa mais de dois mil dólares. Claramente, é uma forma de consumo. Pode-se alegar é mais fácil encontrar emprego quando se tem uma bolsa dessas. Mas o fim básico de uma bolsa é suprido pela bolsa simples. Então seriam vinte dólares de investimento. Vinte dólares de investimento, e o restante, 1.980 dólares, seria consumo. Agora eu perguntaria: isso é bom ou ruim para a sociedade? Eu diria que é neutro para a sociedade porque parece, entre aspas, um desperdício de dinheiro, este gasto extra de quase dois mil dólares por algo que tem utilidade básica. Mas não foi um dinheiro perdido, considerando que passou de alguém que tem condições de esbanjar para satisfazer o ego... digamos que este seja você, ou o seu ego, e esta é a empresa Louis Vuitton. Você entregou 1.980 dólares de mão beijada. O custo de produção da bolsa deve ser o mesmo que o da bolsa simples. Em troca, a empresa satisfez o seu ego. Sem precisar gastar muitos recursos eles te deram o visual da marca deles, que faz a pessoa se sentir melhor. Satisfação do ego. Eu diria que este capital não se perdeu. Apenas foi transferido de uma pessoa um pouco insegura para outra que sabe vender para pessoas inseguras. A empresa Louis Vuitton recebe os 1.980 dólares e talvez os repasse para amigos investidores ou capitalistas que aplicam o dinheiro em tecnologia de células solares em empresas que produzem energia a partir da luz solar. Neste caso, aquele dinheiro não se perdeu, foi investido em energia solar. Não foi um desperdício. Mas a negociação foi uma forma de consumo. Eu diria que desperdício foram as propagandas e patrocínios que a Louis Vuitton pagou para convencer as pessoas que elas se tornam melhores ao comprarem aquela bolsa. Aqueles comerciais na TV, mostrando pessoas que todos desejam ser, não estão gerando riquezas, nem promovendo o progresso. Tenho outro exemplo. Este caso da bolsa Louis Vuitton, é uma transferência de riqueza. Mas digamos que em vez disso... Este é o ego. Em vez de comprar uma Louis Vuitton... Aqui está você. Você pensa que... Meu telefone está tocando. Em vez de comprar uma Louis Vuitton, que é uma transferência de bens... é consumo, mas pelo menos o dinheiro não se perde. Digamos que você esteja disposto a pagar dois mil dólares, vejamos... Você paga dez dólares por hora a duzentas pessoas para que dancem para você. Irão recitar o seu nome, dizer que você é uma pessoa maravilhosa. Isto seria puramente consumo, porque as duzentas pessoas receberam o dinheiro, mas não fizeram nada produtivo naquele período de tempo. Eles poderiam estar arando a terra ou trabalhando em uma fábrica, ou ensinando seus filhos a ler. Poderiam estar fazendo algo produtivo para a sociedade, mas gastaram uma hora dançando para você, para satisfazer o seu ego. Este é o pior tipo de consumo, já que a riqueza não foi transferida e sim, exterminada, porque o tempo daquelas duzentas pessoas tem valor, é um capital que poderia ter melhorado a vida de alguém, mas esses dois mil dólares foram jogados fora. As pessoas receberam o dinheiro, mas não produziram durante aquele período. Falarei mais sobre isto. Em resumo: a quantidade de dinheiro não mudou no sistema, mas a quantidade de valor foi degradada porque o tempo dessas pessoas foi desperdiçado. É isto que leva à inflação. Quando o sistema tem mais dinheiro e menos bens e serviços, o preço dos bens e serviços aumenta. Já estamos terminando, mas continue tentando analisar: ao gastar dinheiro, você está consumindo ou investindo? E depois falarei também sobre o que o governo manda fazer quando a economia vai mal. Ele manda comprar um vestido em vez de mandar construir uma fábrica ou economizar para a faculdade do filho. Até logo! [Legendado por Angela Barbosa]