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Transcrição de vídeo

RKA - Oi, tudo bem com você? Nessa videoaula a gente vai falar do cordel, do repente e da embolada. A gente vai ver que esse tipo de literatura tipicamente brasileira pode ser feito com uma música improvisada, com rimas em escrita ou cantada em versos. Para que a gente entenda melhor como funciona o cordel, o repente e a embolada é interessante que a gente saiba que eles têm origem no nordeste do Brasil. Esse tipo de escrita, esse tipo de música, surgiu nessa parte do país, e ali se desenvolve e é muito popular. Mas hoje ela é bastante conhecida no país inteiro. Bom, vamos falar primeiro então do cordel. Esse tipo de escrita, esse tipo de literatura é muito comum por ser contada para um público. Ou seja, quem escreve cordel, um cordelista, tem o costume de escrever em um papel e depois editar quantas vezes forem necessárias para que chegue ao resultado que ele deseja. O cordel, por ser comum na transmissão oral, ou seja, por geralmente ser contado para um público frente a frente, ele precisa ser bem escrito, bem elaborado antes de ser apresentado por uma pessoa. Vamos ver um exemplo de cordel que eu trouxe para essa aula, antes de a gente passar para a compreensão do repente e da embolada. O exemplo que eu trouxe é de um cordel que se chama "A menina que não queria ser princesa". Ele é bastante comprido, bastante extenso, com vários versos, estrofes e rimas, mas eu trouxe para a gente só duas estrofes, para que a gente consiga pelo menos entender como ele funciona. Bom, como eu disse, o cordel é uma historinha com rimas que é escrita e contada para um público, por isso é comum que ele comece como uma história mesmo. O cordel "A menina que não queria ser princesa" começa desse jeito: "Era uma vez uma menina Dotada de esperteza Nascida lá no sertão Batizada de Tereza Era muito da danada, Arretada de brabeza. Ela muito curiosa Gostava de aventura Carregava bela fama De fazer muita loucura Não fazia nove horas E na queda ela era dura." Bom, só com essas duas estrofes e esse punhado de versos, a gente consegue perceber um pouco como funciona um cordel. Além de ele começar contando uma historinha, a história de Tereza, a gente consegue perceber que ele é cheio de rimas, como uma música mesmo. Na primeira estrofe a gente tem as palavras "esperteza", "Tereza" e "brabeza" rimando. Na segunda estrofe, a gente tem as palavras "aventura", "loucura" e "dura". Bom, além disso, por ser uma historinha escrita com muitas rimas, estrofes e versos, o cordel também é transmitido no formato de folhetos. O cordelista, ao escrever um cordel, pensa não só no público que vai escutá-lo, mas também no público que vai ler os seus cordéis. Essa foto que você tá vendo aí é uma foto com vários cordéis pendurados em um varal. É assim que eles geralmente se apresentam nas feirinhas populares. E, por fim, uma característica muito particular dos cordéis é que eles geralmente são acompanhados, quando em um folheto, de desenhos. Esses desenhos são chamados de xilogravuras, e podem ser feitos no papel ou talhados na madeira, e depois pintados. Bom vamos falar então do repente. O repelente é um canto improvisado. Vamos assistir a um exemplo de repente, mas antes vamos entender melhor um pouco desse gênero artístico. — "Já se chama 'repente' por ser feito de repente, né?" — "Repente é a pessoa improvisar com rapidez." — "É a espontaneidade daquele momento que você está construindo." — "Agora, o repente se caracteriza muito por um verso rimado, mas veja bem, repente não é rima. Repente é o verso improvisado, feito na hora." — "Nem tudo é o que parece, A gente pode provar Às vezes um lugar verde Tem poluição no ar E o mar parece oceano Mas nunca passa de mar." Viu? O que você achou desse pequeno vídeo que eu trouxe para a gente hoje? Esse é um repente, um gênero típico do nordeste brasileiro, um tipo de música que é muito comum, muito popular naquela região, mas que hoje já é bastante conhecido pelo Brasil. Bom, a embolada é diferente. A embolada também é um tipo de música feita com improviso. A maior diferença entre embolada e repente é que enquanto os emboladores usam um pandeiro, os repentistas tocam a viola de sete cordas. O ritmo, como em qualquer música, também é muito importante na embolada. E, por ser um gênero improvisado, os emboladores, que geralmente se apresentam em duplas, precisam revezar a música. Ou seja, um canta enquanto o outro pensa em como vai entrar. Quando este que está cantando termina a sua frase, o outro entra logo em seguida, dando continuidade à história, à música. Desse jeito, os dois emboladores conseguem se ajudar. Bom, eu vou ficando por aqui. Espero que você tenha compreendido melhor o que são esses 3 tipos de arte tipicamente brasileira do nordeste do nosso país. Espero que você tenha gostado da aula. A gente se encontra em um próximo vídeo.