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Pirâmide de Quéops

Pirâmide de Quéops, ca. 2551-2528 a.C. (foto: Dra. Amy Calvert)

Tamanho

A Grande Pirâmide, a maior das três, foi construída pelo faraó Quéops. Sua altura é de 146 metros e cada lado da base tem mais de 230 metros de comprimento. A maior diferença de comprimento entre os quatro lados é de apenas 4,4 cm e o desnivelamento da base é de apenas 2,1 cm, o que é considerado um resultado surrpreendente de engenharia.
Detalhe dos blocos estruturais da Pirâmide de Quéops (foto: Dra. Amy Calvert)

Construção: pedras da estrutura interna e pedras da camada exterior

A pirâmide contém um número estimado de 2.300.000 blocos, alguns dos quais pesam mais de 50 toneladas. Assim como as pirâmides construídas por seu predecessor Snefru e aquelas construídas posteriormente no planalto de Gizé, a pirâmide de Quéops é construída interiormente por pedras estruturais extraídas da região e cortadas rusticamente, como podemos observar atualmente, e era revestida por blocos externos inclinados dispostos horizontalmente em linhas uniformes, com os espaços entre si preenchidos com gesso.
As finas pedras que revestiam o exterior, e que já foram removidas há muito tempo, eram posicionadas com grande precisão. Estes blocos de pedra calcária branca de Tura conferiam à pirâmide um aspecto de superfície lisa, relativamente brilhosa e reflexiva. No topo da pirâmide tinha sido colocada uma ponteira, provavelmente dourada, conhecida como um piramidion. Esta ponteira deslumbrante, brilhando à luz intensa do sol, podia ser avistada a uma grande distância.

Interior

As câmaras interiores e passagens da pirâmide de Quéops são únicas e possuem uma variedade de características enigmáticas. Há uma câmara subterrânea inacabada cuja função é misteriosa, bem como uma quantidade de "respiradouros" que irradiam para fora das câmaras superiores.
Entrada, Pirâmide de Quéops (Foto: Olaf Tausch)
Recentemente as câmaras foram exploradas usando pequenos robôs, mas muitos blocos de pedras obliteram as passagens. Ao entrar na pirâmide, a pessoa tem que rastejar por uma câmara estreita ascendente que se abre repentinamente na impressionante Grande Galeria. Esta passagem estruturada sobe uma altura de 8,74 m conduzindo até a Câmara do Rei, que é construída inteiramente de granito vermelho trazido das pedreiras ao sul de Aswan.
Diagrama do interior da Pirâmide de Quéops
Acima da Câmara do Rei existem cinco câmaras dissipadoras de tensão feitas com blocos de granito maciço cobertos com imensos blocos escorados formando uma laje para distribuir o peso da montanha de alvenaria acima dela. O sarcófago do rei, também esculpido em granito vermelho, encontra-se bem no eixo central da pirâmide e está vazio. Esta câmara mortuária foi selada com uma série de blocos de granito maciço e a entrada para este eixo foi preenchida com pedra calcária, com o objetivo de ocultar a abertura.

Barcos para a vida após a morte

O complexo funerário de Quéops também incluia sete grandes fossas em forma de barco. Cinco destas estão localizadas a leste da pirâmide e eram uma espécie de representação; estes fossas em formato de barco eram revestidas por tijolos e destinavam-se provavelmente para uso após a morte para transportar o rei para destinos estelares. Os barcos funerários e suas representações tinham uma longa história no contexto dos funerais reais — um conjunto de 14 fossas contendo em seu interior embarcações reais com comprimento médio de 18-19 metros foi descoberto em um recinto funerário da Dinastia 1 em Abydos, o cemitério dos primeiros reis do Egito. Muitas vezes, no entanto, como na de Quéops, os fossas eram simplesmente escavações em forma de barco, ao invés de conter barcos de verdade.
Barco funerário de Quéops reconstruído (foto: Dra. Amy Calvert)
Além dessas fossas em formato de barco, no lado sul da pirâmide de Quéops havia duas fossas retangulares forradas com pedras que continham barcos completamente desmontados. Um destes barcos foi removido e reconstruído em um museu especial no lado sul da pirâmide. Este barco de cedro mede 43,3 metros de comprimento e é composto por 1.224 peças e era montado com amarrações em corda. Parece que estes barcos eram usados para a procissão funerária e por isso foi desmontado e enterrado, assim como os outros objetos relacionados aos rituais da última viagem terrena do rei.
Ensaio da Dra. Amy Calvert.
Recursos adicionais:
Mark Lehner, The Complete Pyramids (Thames and Hudson, 2008).
David O'Connor, Abydos: Egypt's First Pharaohs and the Cult of Osiris (Thames and Hudson, 2011).

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